15.10.10

QUEM É PAULO PRETO

Reproduzo ótima matéria escrita por Cynara Menezes (*) para Carta Capital. 

Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra.

Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice.

Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.

Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

“Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.
Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).
  
(*) Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

Para recordar: Não troque o certo pelo duvidoso

Biscoito Fino: Serra não é verde, é cinza.


Interessante postagem do O Biscoito Fino e a Massa . Vale a pena dar uma passada por lá e ler o post na íntegra.


Religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Documento, assinado por bispos da Igreja Católica e pastores evangélicos, critica gestões do PSDB

Sete bispos, entre eles dom Tomas Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho (GO) e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e d. Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), foi divulgado hoje um manifesto de “cristãos e cristãs evangélicos e católicos em favor da vida e da vida em abundância”, que contava no início da tarde com mais de 300 adesões de religiosos e fiéis. O texto será entregue a Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, no Rio, na mesma cerimônia em que a candidata à Presidência receberá apoio de intelectuais e artistas.

Os adeptos rechaçam que “se use da fé para condenar alguma candidatura” e dizem que fazem a declaração de voto “como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais”.

No manifesto, eles deixam claro que “para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra (José Serra, presidenciável pelo PSDB)”.

O documento recebeu o apoio dos bispos Demétrio Valentini (Jales, SP); Luiz Eccel (Caçador, SC); Antônio Possamai, bispo emérito de Rondônia; Xavier Gilles e Sebastião Lima Duarte, bispo emérito e bispo diocesano de Viana (MA). Também apoiam Dilma dezenas de padres e religiosos católicos como Frei Betto, pastores evangélicos, o monge da Comunidade Zen Budista (SP) Joshin, o teólogo Leonardo Boff, o antropólogo Otávio Velho e a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Victoria Benevides.

Pedofilia

O manifesto faz referência velada a casos de pedofilia nas igrejas para afastar a exigência de candidatos comprometidos com religiões. Os signatários do manifesto ressaltam: “Sabemos de pessoas que se dizem religiosas e que cometem atrocidades contra crianças e, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo. Não nos interessa se tal candidato(a) é religioso ou não.”

O documento tenta atrair eleitores de Marina Silva, do PV, lembrando que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano, como propôs a candidata à Presidência derrotada, “só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido”. Para eles, Dilma representa este projeto “iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula”.

Os 13 Compromissos de Dilma em política ambiental

A política ambiental de Dilma vai aprofundar os avanços conquistados no Governo Lula na construção de um novo padrão de desenvolvimento sustentável e includente. No período 2003-2010 foram destinados 26,8 milhões de hectares para novas Unidades de Conservação, o que corresponde a 75% das áreas de conservação da biodiversidade criadas no mundo depois de 2003. E o desmatamento da Amazônia foi reduzido a menos de 7,5 mil km2 em 2009, graças à ação integrada de fiscalização, apoio à produção sustentável e regularização fundiária.

Foram criados o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para melhorar a gestão do nosso patrimônio natural. O IBAMA foi fortalecido em suas tarefas de licenciamento e fiscalização. E milhares de pessoas participaram das três Conferências Nacionais de Meio Ambiente e das três Conferências Infanto-Juvenis.

Foi elaborado e aprovado o Plano Nacional sobre Mudança do Clima que fixou as metas de redução das emissões de Gases do Efeito Estufa até 2020. E, ainda, o Plano Nacional de Recursos Hídricos e a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, incorporando os espaços urbanos à política ambiental.

O Governo Dilma avançará na política ambiental integrada, que associa incorporação da sustentabilidade às políticas públicas e à parceria com a sociedade. O Brasil cumprirá as metas de redução de emissões de CO2; incrementará o Plano Nacional de Recursos Hídricos, com o fortalecimento da gestão participativa, e executará a Política Nacional de Resíduos Sólidos para erradicar os lixões e dar um tratamento adequado aos resíduos sólidos. Nas obras do PAC, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, as dimensões da acessibilidade e da sustentabilidade ambiental serão fortalecidas. Em 2012, quando sediaremos a Conferência das Nações Unidas de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+20), o Brasil mostrará ao mundo que é possível promover o crescimento econômico com distribuição de renda e respeito ao meio ambiente, bases do nosso protagonismo em política ambiental global.

Os 13 compromissos de política ambiental assumidos por Dilma sinalizam para novos avanços e conquistas para o povo brasileiro, para criar e distribuir riquezas e usar de forma sustentável nossa riqueza natural, assegurando os direitos das gerações futuras a um meio ambiente saudável e a uma sociedade mais justa e democrática.

Os 13 Compromissos de Dilma em política ambiental:

1. Aprofundar o crescimento econômico com distribuição de renda e sustentabilidade ambiental;
2. Combinar o crescimento econômico com baixo índice de emissão per capita de CO2;
3. Avançar na integração da sustentabilidade ambiental às políticas públicas;
4. Aprofundar a política de proteção, conservação e uso sustentável do patrimônio natural;
5. Promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia;
6. Ampliar e fortalecer a participação da sociedade nas políticas ambientais;
7. Incentivar a utilização de instrumentos econômicos para a sustentabilidade ambiental;
8. Fortalecer a dimensão da sustentabilidade ambiental nas grandes obras do PAC, da Copa do Mundo e das Olimpíadas;
9. Ampliar a matriz energética limpa e promover a eficiência energética nos transportes;
10. Implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e trabalhar pela erradicação dos lixões do país;
11. Ampliar e fortalecer a Educação Ambiental;
12. Consolidar o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e fortalecer a capacidade do licenciamento ambiental;
13. Consolidar a atuação brasileira na política ambiental global.

Em manifesto, Chico Buarque, outros artistas e intelectuais defendem voto em Dilma

Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader e Eric Nepumuceno está articulando adesões a um manifesto de apoio político à eleição da candidata à Presidência Dilma Rousseff.

O documento convoca os artistas a somarem forças para garantir os avanços alcançados. "Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional", diz o texto.

De acordo com o grupo de artistas e intelectuais, o que está em jogo é muito mais que uma candidatura, e, sim, tudo aquilo que já foi conquistado.

O manifesto será entregue à candidata em um ato político, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, no dia 18 de outubro, às 20h. Os autores da carta convocam a população a participar da atividade. A adesão é feita através dos emails emirsader@uol.com.br ou ericnepomuceno@uol.com.br. Leia abaixo a íntegra do documento:

Manifesto de Artistas e Intelectuais Pró-Dilma

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desigualdade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno

Manifesto de Apoio dos Filósofos à Candidatura Dilma Rousseff

Durante o Encontro Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, os professores presentes lançaram o "Manifesto de Apoio dos Filósofos à Candidatura Dilma Rousseff".

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República

Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais.

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.

Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.

Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.

Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo - em particular o Bolsa Família - foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas - algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo - sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.

O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia
A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.

A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.

Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial - por induzirem o crescimento do mercado interno -, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém - trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.

As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião
Nos últimos oito anos - mas especialmente neste ano eleitoral - assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares - seguidos das sanções e reparos cabíveis -, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal - instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.

Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.

Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é re baixada à mera retórica.

Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.

Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso

A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.

É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura - em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável
É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.

Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentadoria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra - o mesmo que deu guarida ao governo anterior - deve explicar por que e como não reeditará essa situação.

O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação - com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI - atacado por um dos partidos da coligação de José Serra - possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.

Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade - temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva - sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil - e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente - no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010

Professores(as) e pesquisadores(as) DE FILOSOFIA interessados em assinar o manifesto, favor enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço: manifestoprodilma@gmail.com. Para conferir a lista de signatários acesse o link "assinaturas" na barra lateral. Para os demais interessados, favor conferir: http://www.petitiononline.com/prodilma/petition.html


Contee

Serra mente - É isso o que queremos para o Brasil?

Dia dos professores - Em São Paulo as coisas se resolvem assim.......Será que queremos isto para o Brasil?

14.10.10

O CAMINHO DA CALÚNIA

por Tony Chastinet em O Escrevinhador

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.

No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

Fontes:

– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br

domínio: tribunanacional.com.br

entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares

documento: 026.990.366/0001-49

responsável: Nei Möhn

2 – Nei Mohn





3 – Filho de Nei

Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)

Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457–artigo defesa ppp



Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602


Aroeira também está com Dilma



Ao lado de Dilma por um Brasil melhor, o cartunista Aroeira faz do seu trabalho cotidiano um manifesto em defesa da democracia. Por meio de suas charges, o artista alerta para o discurso fundamentalista que tenta tomar o lugar do debate político nas eleições 2010.

"A Dilma é uma gerente fantástica. E penso o seguinte: tudo se resume ao tamanho do estado. Eu acho que um estado grande é importante. Tem gente que acha que o importante não é o tamanho do estado e sim o prazer que ele proporciona às elites. Eu discordo completamente", afirma o cartunista.

10.10.10

El Che: fuente de motivación y enseñanza



El 8 de octubre de 1967 en la Quebrada del Yuro en Bolivia, Ernesto Che Guevara libró su último combate. Al ser herido y con su arma inutilizada fue hecho prisionero y al día siguiente asesinado en la escuela de La Higuera.

Mucho antes que eso sucediera el Che había expuesto consideraciones acerca de su posible muerte en los nuevos campos de batalla donde daría su aporte internacionalista.

En la carta de despedida escrita en 1965 al salir de Cuba para dar su contribución a la lucha revolucionaria de otros pueblos ya el Che había señalado al resumir el gran amor que sintiera por el pueblo cubano y su gran hermandad con Fidel: “Que si me llega la hora definitiva bajo otros cielos, mi último pensamiento será para este pueblo y especialmente para ti.”

Algo más de dos años después en un mensaje enviado a la Revista Tricontinental, el Che, que ya se encontraba en esos momentos en tierras de Bolivia, volvería a hacer referencia e3xplícita a la posibilidad que existía que se produjera su caída en el cumplimiento de esa nueva misión internacionalista que se había planteado.
Entonces el Che planteó: “En cualquier lugar que nos sorprenda la muerte, bienvenida sea, siempre que ése, nuestro grito de guerra, haya llegado hasta un oído receptivo, y otra mano se tienda para empuñar nuestras armas, y otros hombres se apresten a entonar los cantos luctuosos con tableteo de ametralladoras y nuevos gritos de guerra y de victoria.”

El Che tuvo una vida breve pero fecunda. Su existencia tan sólo se prolongó por 39 años.

Desde muy joven empezó a conocer la realidad de los pueblos de América Latina al efectuar recorridos por varios países de la región acompañado de un gran amigo suyo.

Años más tarde, tras el triunfo de la Revolución Cubana, en una conferencia que impartió el 19 de agosto de 1960 a los trabajadores del Ministerio de Salud Pública recordó el significado que tuvo en su vida y en su transformación de simple médico a revolucionario ese transitar por zonas de Latinoamericana y sobre todo ese contacto con sectores humildes y explotados, como sería el caso de los mineros en el territorio chileno o los enfermos de lepra en Perú.

El Che detalló en dicha conferencia: “Y empecé a ver que había cosas que, en aquel momento, me parecieron casi tan importantes como ser un investigador famoso o como hacer algún aporte substancial a la ciencia médica; y era ayudar a esa gente”.

Explicó en esa oportunidad que tras haber vivido otras experiencias singulares aquilató que él anhelaba ser un médico revolucionario, pero lo primero que había que lograr era hacer la Revolución puesto que de nada servía el esfuerzo aislado, individual, de un profesional para transformar la caótica realidad que padecían los pueblos.

Cuba sería el escenario donde el Che Guevara pudo desenvolverse hasta  alcanzar un sólido prestigio no sólo como combatiente sino también como dirigente revolucionario.

En México fue que entró en contacto con Fidel Castro en 1955 y bastó una conversación de varias horas entre ellos para que él decidiera dar su apoyo resuelto a la lucha de liberación nacional en el territorio cubano.

Fue así como formó parte del grupo de 82 expedicionarios que llegó a Cuba el dos de diciembre de 1956.

Tras haber sido sorprendida y diezmada la tropa rebelde, tres días después del desembarco, ante un ataque sorpresivo por parte de las fuerzas de la dictadura el Che fue uno de los pocos combatientes que logró reagruparse con Fidel en el transcurso del propio mes de diciembre y con el decursar de pocos meses sobresalió por sus condiciones como integrantes de la tropa rebelde e incluso fue al primero que Fidel le otorgara el grado de Comandante.

Durante la lucha en Cuba se destacó por haber conducido en forma exitosa una columna rebelde desde la zona oriental hasta la parte central de Cuba y después por haber dirigido la batalla de Santa Clara.

Tras la victoria popular de enero de 1959 el Che fue uno de los principales dirigentes de la Revolución Cubana. Con singular modestia y entrega total desempeñó a cabalidad importantes responsabilidades y fue un abanderado del trabajo voluntario.

A su vez con su palabra vibrante mucho contribuyó a la educación política del pueblo y de modo muy especial de los trabajadores que laboraban en el Ministerio de Industrias que él dirigió desde 1961 hasta que se marchó de Cuba en 1965.

Han transcurrido 43 años desde que el Che librara su último combate desde el punto de vista físico, pero hoy con la fuerza de su ejemplo, con la trascendencia y vigencia de los principios que expuso y que estuvieron en plena correspondencia con su modo de actuar, él sigue dando su aporte a la lucha por un mundo mejor, y es que el Che sigue siendo fuente de motivación y enseñanza.

Fuente: Radio Rebelde

A charge do Maringoni

CHAMA O POVO, LULA!

Se todo mundo agora descobriu, finalmente, que eleição se ganha na rua e não só pela TV, com “bandeirantes” pagos só para balançar bandeiras, vamos fazer a coisa certa, como era feita nos bons tempos e a militância não tinha outra coisa para fazer senão ir para a rua.
Ivo Pugnaloni(*) na Carta Maior

Hoje à noite, o programa de TV da Dilma inovou, fazendo um chamado, ainda que muito tímido, para que o espectador participe da campanha Dilma Presidente.

Ainda bem. Já era tempo de deixarmos de nos postar frente a essa enorme audiência como se fossem apenas “consumidores finais” de um produto, um sabão, ou um automóvel...

É preciso nunca esquecer que estamos em uma campanha política e não numa campanha publicitária comum. E eleição é participação cidadã e não convencimento ideológico por repetição de conceitos por uma fonte desqualificada.

Precisamos levar em conta que boa parte dos que assistem o programa já foram eleitores de Lula em 2002 e 2006. Pesquisas recentes sobre a popularidade dos partidos mostraram que existe um eleitorado fiel que torcem pelo sucesso do Lula, independente de quem seja o adversário.

É natural que essas pessoas se considerem hoje bem mais do que simples eleitores do Lula e do PT.

Elas podem ser chamados simpatizantes, eleitores fiéis, mas que ainda não sabem como podem funcionar como agentes multiplicadores das idéias-força da campanha. Afinal, os efeitos da ditadura militar sobre o sentimento de dadania ainda não foram bem avaliados. É exatamente isso que o programa deve mostrar: o caminho da mobilização e da opção do espectador em assumir uma atitude cidadã, de participação na eleição.

É preciso que, no nosso programa de TV, essas dezenas de milhões de pessoas sejam lembradas e valorizadas. E consideradas como companheiros da mesma luta por um Brasil mais justo, mais humano e cada vez mais forte e independente. Esses milhões de pessoas devem receber um chamado para sair da passiva atitude de “torcer pela Dilma”, como se fossem apenas membros de uma enorme torcida que só assiste futebol pela “telinha”.

Usando de muito jeito, (para não correr o risco de sermos acusados de estar querendo provocar uma insurreição ou algo assim), devemos chamar todo esse pessoal para participar do processo eleitoral , distribuindo o programa da Dilma nos pontos de ônibus ou de casa em casa, no seu bairro.

Ou então apenas servido como referência qualificada, para seus parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc , fazendo uma lista e tratando de convencer um por um, por telefone, por e mail ou pessoalmente, nos poucos dias que temos. Sobre isso, leia mais no: Página 13

Todos os dias o Lula, em pessoa, deveria, em tom coloquial, bem à vontade, como só ele sabe falar com o povão, dirigir uma chamada especial a essa multidão que lhe dá esse enorme índice de aprovação.

E, com muito jeito, pedir ao povo que não só “vote em Dilma”, mas que faça mais, dando um tempo do seu dia para ajudar a eleger a Dilma. Precisamos uma chamada que dissesse algo assim:

“Só votar na Dilma não resolve. Afinal, se a gente quer um país melhor para nós e nossos filhos, temos que lutar por isso. Temos que fazer algo mais e melhor do que fizemos até aqui. É preciso participação do povo nas eleições, mas não só no dia 31 de outubro, indo votar na Dilma. Precisamos de todos que puderem participando no trabalho de esclarecimento dos indecisos, mostrando as conquistas que tivemos, nesse que é o primeiro governo que cuidou dos trabalhadores, dos pequenos empresários e até dos grandes grupos produtivos.”

O risco de produzirmos internet e comícios para nós mesmos

Outra coisa que chama a atenção: é um absurdo que em pleno século XXI nosso programa de TV ainda ignore, olimpicamente, nossa campanha pela internet! Passou da hora do programa mostrar o endereço eletrônico do site da campanha da Dilma...

O que será que existe aí? Ciumeira mal resolvida? Disputa por espaço?

Outra coisa é nossa militância de internet, que teima em mandar e mails para nós mesmos, quando o necessário é atingir gente ainda não convencida politicamente de votar na Dilma. Algo parecido precisa acontecer com o tempo precioso perdido nos comícios pedindo aos milhares de presentes que apenas, “votem em Dilma”...Ora!

Será que o pessoal que comanda essa área ainda não se tocou que, por proibição legal, não tem mais show de cantores sertanejos antes dos discursos? E que, assim ,ninguém foi ali para “ver os artistas”??? A grande maioria daquela gente só no comício por que já apóia a nossa candidata!

Poucos foram ali “só para ver o que estava acontecendo”. A grande maioria já é eleitora da Dilma! Para aquele pessoal é muito pouco, pedir só para “votar em Dilma”...

A quem vai nos nossos comícios é preciso oferecer formas concretas de participação tais como: “venha ajudar a distribuir o programa de Dilma nos pontos de ônibus, na porta das fábricas, das escolas e dos mercados. Junte-se a nós, comparecendo no comitê eleitoral aqui do bairro para marcar os horários em que Você pode ajudar”.

Ao mesmo tempo, para poder acolher e dar serviço a toda essa multidão que poderá se somar à campanha a partir do programa de TV, o partido deve preparar-se, promover treinamentos, com verdadeiros “cursos” de uma ou duas horas, sobre panfletagem, de discursos-relâmpago, convencimento em pontos de ônibus, praças, etc.

Enfim!

Se todo mundo agora descobriu, finalmente, que eleição se ganha na rua e não só pela TV, com “bandeirantes” pagos só para balançar bandeiras, vamos fazer a coisa certa, como era feita nos bons tempos e a militância não tinha outra coisa para fazer senão ir para a rua.

(*) Engenheiro, foi diretor do SENGE-PR e fundador do primeiro núcleo do PT de Curitiba em 1979, membro do diretório nacional e vice presidente estadual. É secretario da Associação de Blogueiros Progressistas do Paraná, um dos editores do blog www.porumparanamelhor.com/mariocandido .

Oscar Niemeyer vota em Dilma

Cuba libre, nunca esclava

Hace 142 años, el 10 de Octubre de 1868, Cuba vio nacer su primera gran Revolución. A media mañana, y ante un puñado de hombres valientes reunidos en La Demajagua, cerca del pueblo de Manzanillo, Carlos Manuel de Céspedes proclamaba la independencia de la Isla, liberaba a sus esclavos y llamaba al alzamiento en armas.

Aquel fue el día del comienzo. Nacía así el movimiento de liberación cubano, y se echaba a andar el motor de esa tradición independentista que entraba a la historia con letras mayores.

En La Demajagua los cubanos proclamaron la independencia absoluta y sin condiciones; los esclavos, negros y mestizos, se hicieron un brazo más en la manigua. Las armas, el único camino y la batalla sigue siendo la misma: la de la dignidad y la igualdad humana, la soberanía y el bienestar, la independencia y la nacionalidad.

Hoy se sigue llamando al combate con el mismo lema de Céspedes, el que en la guerra se hizo grande y Padre de la Patria: "Independencia o Muerte, Cuba no sólo tiene que ser libre, sino que no puede ya volver a ser esclava".

VEJA, MAS QUE MENTIRA!

Uma singela homenagem da banda Domínio Abstrato à revista que quer um Brasil para poucos. Conheça mais a banda, entrando no MySpace www.myspace.com/dominioabstrato

Ciro dá o recado. Com classe!

ABORTO - PADRE LÉO ACUSA SERRA