15.7.11

Mais veloz e mais furioso – a proteção americana a um cartel mexicano


via Pública

A jornalista independente mexicana Anabel Hernandez, colaboradora da Pública, apresenta, com exclusividade, os documentos do expediente do filho de “El Mayo” Zambada, um dos chefes do Cartel de Sinaloa, que tem ganhando poder no México. A reportagem revela que Vicente Zambada Niebla, o filho, pretende revelar, diante de uma corte federal do distrito de Chicago, nos EUA, que nos últimos seis anos o Cartel de Sinaloa tem operado sob a suposta proteção das autoridades norte-americanas.
O processo judicial contra Vicente Zambada Niebla, filho de “El Mayo” Zambada, na Corte Federal de Distrito para o Distrito Norte de Illinois, abrirá a caixa de Pandora sobre a história dos últimos seis anos do tráfico de drogas do México para os Estados Unidos.
O julgamento que ocorrerá em Chicago, outrora território do capo Al Capone, promete ser explosivo.
O processo judicial iria se iniciar em 30 de março. Porém, após uma moção apresentada pelos advogados de Vicente Zambada Niebla, o juiz responsável pelo caso, Rubén Castillo propôs a próxima audiência para dia 15, quando será fixada a data para o início do julgamento.  No entanto ainda não se sabe a data será marcada ou se o processo será novamente adiado. De acordo com fontes próximas ao caso, haveria negociações entre o governo dos Estados Unidos e os advogados de Niebla.
Esta reportagem traz à luz parte do polêmico expediente, trabalho que é resultado de uma investigação realizada em conjunto com o jornalista Vicente Serrano, do programa radiofônico “De 10 a 12”, que é transmitido em Chicago.
Em 15 de março, os advogados de Vicente Zambada Niebla, “El Vicentillo”, que se encontra preso em uma prisão federal de Chicago, ingressaram na Corte com uma moção na qual se anuncia que a defesa irá basear-se no argumento jurídico de “autoridade pública”, segundo o qual supostamente há um “impedimento de autoridade” para acusar ou julgar seu cliente por delitos de narcotráfico.
O argumento é demolidor e, de acordo com especialistas consultados, se traduz da seguinte maneira: se hoje forem presos quem traficou mais de dois mil armas amparadas pelo plano “Veloz e Furioso”, nem o governo dos Estados Unidos nem nenhum juiz desse país poderia atribuir-lhes acusação nenhuma e teriam que liberá-los, já que mesmo que tenham violado a lei, o fizeram com permissão das autoridades.
Se confirmar-se o argumento jurídico de “autoridade pública” que a defesa de Zambada Niebla apresentou, significaria que durante os últimos seis anos, nas gestões de Vicente Fox y Felipe Calderón, o Cartel de Sinaloa havia contado com a proteção ou anuência de autoridades do governo dos Estados Unidos para traficar drogas.
Esta é a história:
Estratégia de defesa
O juiz Rubén Castillo, da Corte Federal do Distrito para o Distrito Norte de Illinois, de 56 anos de idade, de pai mexicano e mãe portorriquenha, ainda não sabe, mas um de seus casos fará história.
Esse homem, que em 1994 se converteu no primeiro juiz latino de Illinois, fixará no próximo dia 15 de junho a data do início de um dos julgamentos mais importantes de sua carreira, mas também da história do tráfico de drogas.
É o caso 1:09-CR-00383, correspondente a Vicente Zambada Niebla, de 32 anos de idade, filho do legendário narcotraficante Ismael “El Mayo” Zambada, uma das cabeças do Cartel de Sinaloa.
Vicente Zambada Niebla foi detido pelo Exército Mexicano há dois anos, em 17 de março de 2009.
De acordo com a informação oferecida pelo governo federal, a prisão se deu em frente a uma residência da colônia Fuentes del Pedregal, quando o filho de “El Mayo” e sua escolta supostamente portavam armas de uso exclusivo do Exército.
No dia 18 de fevereiro de 2010, “El Vicentillo” foi extraditado pelo governo do México aos Estados Unidos devido ao processo que se abriu contra ele em Chicago após sua detenção. Atualmente, está preso em uma prisão federal nessa cidade.
Vicente Zambada Niebla é acusado pelo governo dos Estados Unidos de conspirar com outras pessoas, entre maio de 2005 e novembro de 2008, para introduzir no território estadunidense grandes quantidades de cocaína e heroína, o que haveria rendido a ele cerca de 500 milhões de dólares.
No processo, ele também é acusado de tentar obter armas com o objetivo de usar a força e a violência para defender sua organização criminosa.
No final de fevereiro do ano passado, quando Vicente Zambada Niebla compareceu ante o juiz Rubén Castillo a través de Edward Panzer, um de seus advogados, ele se declarou “inocente”.
Agora, durante seu processo judicial, os quatro despachos de advogados que integram a defesa, dois de Nova Iorque, um de Arizona e outro da Califórnia, tentarão demonstrar a suposta relação que existe entre o Cartel de Sinaloa e as principais agências de inteligência e antidrogas dos Estados Unidos, como a DEA, o FBI, o serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, em inglês) e o Departamento de Segurança Nacional.
O Cartel dos Flores
O caso contra Vicente Zambada começou no dia em que os irmãos gêmeos Pedro e Margarito Flores foram presos, no final de 2009.
Quase idênticos – o bigode era a única coisa que os diferenciava –, aos 28 anos de idade Pedro e Margarito já conformavam uma das organizações de distribuição de droga mais importantes da união americana.
De nacionalidade estadunidense, mas descendentes de pais mexicanos, Pedro e Margarito se dedicaram durante anos a comprar droga dos principais integrantes do Cartel de Sinaloa ou da chamada Federação, no México, para distribuí-la nos Estados Unidos.
Na terra onde o legendário capo da máfia italiana Al Capone ficou sem império, os gêmeos Flores construíram seu próprio reino, e com a mesma impunidade.
Os Flores dominavam a distribuição de drogas em Chicago, Illinois; Detroit, Michigan; Cincinnati, Ohio; Filadelfia, Pensilvania; Washington, D.C.; e Nova Iorque, N.Y. No Canadá, operavam em Vancouver, Colúmbia Britânica.
De acordo com a acusação formal contra eles, cujo processo também se leva a cabo na corte do Distrito Norte de Illionois, os irmãos Flores chegaram a traficar, mensalmente, de 1,5 a 2 toneladas de cocaína e “multiquilogramas” de heroína.
Quando os Flores foram presos, a suposta negociação com as autoridades era para que recebessem uma condenação menor se revelassem os nomes de seus principais cúmplices no tráfico de drogas.
Pedro e Margarito não demoraram a proporcionar uma lista de nomes de seus principais sócios no México, para quem faziam chegar periodicamente toneladas de droga da Colômbia, Panamá e México. Tratavam-se de integrantes do Cartel de Sinaloa e do Cartel dos Beltrán Levya.
Deram os nomes de Joaquin “El Chapo” Guzmán, Arturo Beltrán Levya, Ismael “El Mayo” Zambada, Ignacio “Nacho” Coronel, Héctor Beltrán Levya, Alfredo Guzmán Salazar e Vicente Zambada Niebla. Os dois são filhos de “El Chapo” e “El Mayo”, respectivamente.
De acordo com o processo aberto contra os Flores, os envios de drogas eram feitos em aviões comerciais Boeing 747, aviões privados, submarinos, navios, semisubmergiveis, lanchas rápidas, barcos de pesca, trens, tratores, trailers e automóveis.
Em 20 de agosto de 2009, em uma coletiva de imprensa conjunta, o procurador geral dos Estados Unidos, Eric Holder, e o então procurador geral do México, Eduardo Medina Mora, anunciaram a abertura de 15 processos judiciais contra 43 acusados mexicanos e estadunidenses. Um deles era Vicente Zambada Niebla, o filho de “El Mayo”.
“É o caso de conspiração para a importação de drogas mais importante que houve em Chicago”, assinalou em 20 de agosto Patrick J. Fitzgerald, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Norte de Illinois.
Gary G. Olenkiewicz, agente especial da DEA a cargo da Divisão de Chicago, afirmou nesse mesmo anúncio que “desde as ruas de Chicago até o Cartel de Sinaloa, esta investigação cobriu todos os aspectos do tráfico ilegal de drogas”. Certamente, os Flores nunca pensaram que algum de seus sócios seria capturado.
Em dezembro de 2009, Arturo Beltrán Leyva foi assassinado em uma operação liderada pela Secretaria da Marinha em Cuernavaca, Morelos. Graças ao Wikileaks, hoje se sabe que esse operativo foi orquestrado pela agência Antidrogas dos Estados Unidos, a DEA, que obteve informação sobre o paradeiro do líder dos irmãos Beltrán Levya sem que se saiba até o momento onde e como a conseguiu.
O documento chave
Em várias ocasiões, o juiz Rubén Castillo adiou a audiência para determinar a data de início do julgamento contra Vicente Zambada Niebla.
Quando isso ocorrer, as partes, tanto a acusação quanto a defesa, deverão preparar sua melhor artilharia para ganhar o caso.
De acordo com o conteúdo da moção apresentada em 15 de março, a defesa conta com informação que gerará um grande escândalo no México e nos Estados Unidos.
O documento enviado à Corte Federal, do qual se obteve cópia nos escritórios da corte citada, revela que Vicente Zambada Niebla havia realizado as atividades das quais é acusado com a anuência do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a DEA, o FBI, o Departamento de Segurança Nacional e o ICE. Veja o documento original, em inglês.
A moção específica que os funcionários que supostamente incorreram nessa ação são o assistente regional da DEA para a América do Sul, o diretor geral da DEA para o México, assim como os agentes da DEA de Monterrey, Hermosillo e Cidade do México.
“(…..) incluindo, mas não limitando, aos chamados Eduardo Martínez, ‘Manny’ LNU, ‘David’ LNU e Esteban Monk e/ou Steven Monk e outros, incluindo agentes do FBI cujos nomes são desconhecidos pelo acusado, mas são conhecidos pelas agências”.
“A autoridade pública para os atos do defendido (Vicente Zambada Niebla) começa desde primeiro de janeiro de 2004 até 19 de março de 2009”, assinala o documento.
Essa última é a data da detenção do filho de “El Mayo” Zambada. Nesse assinalamento, há uma clara insinuação de que, até esse dia, o filho do narcotraficante atuava com a suposta permissão ou beneplácito das autoridades dos Estados Unidos.
Segundo a informação, o dia em que foi preso em Fontes de Pedregal, Vicente Zambada Niebla teria uma reunião com funcionários de alguma ou várias das dependências que hoje são apontadas na moção. E sabe-se que não havia sido o primeiro desses encontros.
Uma vez fixada a data do início do julgamento, o governo dos Estados Unidos poderia oferecer um acordo ao filho de “El Mayo” Zambada para cancelar o julgamento. Ou, se for levado a cabo, poderia fazer comparecer como testemunhas ante a Corte Federal alguns ou todos os funcionários assinalados na moção de defesa.
Se a acusação da defesa se confirmar, isso significa que no transcurso dos últimos seis anos, nos governos de Vicente Fox e Felipe Calderón, o Cartel de Sinaloa não havia contado apenas com a proteção das autoridades do México, mas também dos Estados Unidos.
Por Anabel Hernández, do Reporte Indigo

14.7.11

OTAN TEM SERVIDOR INVADIDO POR HACKERS

Un grupo de hackers denominado Inj3ct0r ingresó a un servidor de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN). Aunque no alteró su contenido, hizo un respaldo de 2 mil 646 archivos y los subió a Internet.

En un mensaje dejado en el servidor ds la OTAN, proclamaba: “¡Chinguen a su madre ustedes y sus crímenes! ¡Más temprano que tarde todas sus estúpidas ideas serán publicadas en Wikileaks!”

Entrevistado por The Hacker News,el equipo señaló la razón por la cual realizaron esa intromisión: “Las armas nucleares, su desarrollo y financiamiento”.

Los integrantes de Inj3ct0r aseguraron que podrían haber alterado el sitio de la OTAN, pero no lo hicieron. Sin embargo, hasta el momento la organización atlántica no ha confirmado la transgresión.

Se trata de uno de numerosos ciberataques que han ocurrido en días recientes, como los emprendidos contra la policía de Arizona y la empresa Sony. Pero éste destaca por haber vulnerado una de las alianzas militares más poderosas del planeta.

El grupo que se adjudicó la acción fue fundado en 2003 y sus integrantes se consideran hacktivistas, es decir, sus acciones tienen razones políticas y sociales. En su sitio hay un archivo deexploits (programas que aprovechan vulnerabilidades en el sistema) que pueden ser usados para hackear.

Entre las acciones que ha realizado Inj3ct0r está un ataque a Facebook, en 2009.

Por su parte, el sitio e-Bookshop, relacionado con la OTAN, ya había sufrido un ciberataque. LulzSec, el grupo que sustrajo información de los servidores de la policía de Arizona, pudo haber estado involucrado en estehackeo, ya que entre los últimos archivos de información que liberaron, antes de anunciar que se desintegraba, hace unos días, estaba la lista de 12 mil usuarios del e-Bookshop, informó Tech2.

“La OTAN ha comenzado a redefinir los parámetros de guerra en relación con los ciberataques y actos de ciberterrorismo, y ha declarado legítimas las represalias convencionales contra actos de ciberguerra”, según se informa en un artículo titulado ¿Llegará el espíritu de la primavera al ciberespacio?, escrito por el grupo Anonymous y publicado en Opendemocracy.net.

La sección de Información y Seguridad Nacional del Informe de Primavera 2011, de la OTAN, incluye apartados sobre el Cablegate (Wikileaks) y Anonymous.

En la parte dedicada a Anonymous, lo describe como “uno de los grupos dehackers más prominentes”, menciona algunos proyectos suyos y destaca el ataque a MasterCard, Visa y PayPal, cuando dejaron de proveer servicios aWikileaks. “Los observadores destacan que Anonymous se vuelve cada vez más sofisticado y potencialmente podría hackear importantes archivos gubernamentales, militares y empresariales”, agrega el informe.

Unas líneas más adelante, consigna:”Falta ver cuánto tiempo más tiene Anonymous para seguir por este camino. Mientras más se prolonguen estos ataques, es más probable desarrollar contramedidas y ponerlas en práctica, así como que los grupos sean infiltrados y los perpetradores perseguidos”.

En respuesta, a principios de junio Anonymous dirigió un mensaje a la OTAN : “Sabes que no nos tienes miedo por ser una amenaza para la sociedad. Nos tienes miedo porque somos una amenaza a la jerarquía establecida. Anonymous ha probado, en estos años, que una jerarquía no es necesaria para alcanzar un gran progreso -quizá lo que realmente temen de nosotros es darse cuenta de su propia irrelevancia en una era que ya rebasó la dependencia con respecto a ti”.

Y concluyen: “No cometas el error de retar a Anonymous. No cometas el error de creer que puedes descabezar a una serpiente sin cabeza. Si le cortas una cabeza a Hidra, 10 cabezas más surgirán en su lugar. Si tumbas un Anon, 10 más se unirán a nosotros, por el simple coraje provocado por haber pisoteado la inconformidad”.

El artículo de Opendemocracyadvierte: “Quizá piensen que esta es una amenaza en vano pronunciada por moradores de un sótano, pero la OTAN definitivamente no lo piensa. En la infoguerra, las cosas están cambiando a una velocidad sin precedente“.

Fuente. La Jornada / Ciudad Caracas

Varios reos en huelga del hambre hospitalizados, en EEUU: ¿Donde están las agencias de prensa?

Diario LA OPINION – Al cumplirse ayer 13 días de la huelga de hambre que iniciaron prisioneros estatales confinados en celdas de máxima seguridad conocidas como Security Housing Units (SHU), varios reos han sido víctimas de los estragos de esa dieta voluntaria a raíz de la inconformidad por las condiciones en las que viven y han tenido que ser hospitalizados.

Mientras tanto, las agencias internacionales de prensa que tanto escándalo forman alredeor de huelgas del hambre en países progresistas, mantienen un silencio absoluto sobre esta protesta de prisioneros y los malos tratos que la generaron.

Familiares de internos y activistas de derechos humanos hicieron un llamado al gobernador Jerry Brown y al secretario de prisiones Matthew Cate, para que intervengan en el conflicto.

Angélica Camacho, representante de la California Prison Hunger Strike Action Network, dijo que es necesaria la intervención de los dos altos funcionarios para que se llegue a un acuerdo y se tomen en cuenta las peticiones de los prisioneros.

De la oficina del Gobernador y del Departamento de Correccionales y Rehabilitación de California (CDCR) no se obtuvo una respuesta ayer.

Previamente el CDCR había informado que al martes 800 reos, de seis prisiones estatales, continuaban en huelga de hambre.

Los reos, principalmente en la prisión de máxima seguridad de Pelican Bay, en la frontera con Oregon, se quejan de que son aislados, que no han visto la luz del sol por años, que son castigados en grupo y que los alimentos que les dan están echados a perder.

Una veintena de personas en apoyo a los prisioneros se apostaron ayer frente al edificio estatal Ronald Reagan del centro de Los Ángeles para demandar una respuesta institucional.

Mientras un hombre gritaba hacia la calle que los reos están padeciendo de tortura psicológica por parte de los guardias de seguridad, una mujer sostenía un letrero en el que se leía: “Nuestros prisioneros están viviendo en el calabozo”.

Durante la protesta se repartieron volantes en los que piden a la gente que llamen al gobernador y a sus legisladores para que intervengan en lo que consideran es una crisis.

Los manifestantes aseguraron tener reportes de que las cosas se están poniendo muy feas en Pelican Bay, ya que muchos prisioneros han dejado de tomar agua y su salud se está deteriorando muy rápido.

Informes recibidos del interior de las cárceles, mencionaron los protestantes, indican que el personal médico ha sido ordenado para que trabaje tiempo extra.

Deputada Jaqueline Roriz desiste de recurso e cassação será decidida pelo plenário após o recesso

Brasília - Horas depois de o presidente da Câmara, deputado Marcos Maia (PT-RS), dizer que poderá designar outro relator para o caso, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) desistiu do recurso que seus advogados haviam apresentado à Comissão Constituição e Justiça (CCJ) contra a decisão do Conselho de Ética que aprovou o pedido de cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar.
Na carta, Jaqueline argumentou que qualquer decisão que venha a ser tomada pela CCJ terá que passar pelo plenário e que o recurso apenas prolongaria o assunto. "Pelo regimento da comissão, a próxima etapa será a apreciação do relatório. Posteriormente, qualquer que seja a decisão, caberá recurso ao plenário. No nosso entendimento, todo esse procedimento trará novos e inevitáveis constrangimentos não só aos integrantes da Comissão e Constituição e Justiça, mas a toda a Câmara dos Deputados", disse a deputada na carta.
Ontem (13), o deputado Vilson Covatti (PP-RS), relator do caso na CCJ, apresentou parecer contra a cassação de Jaqueline. Durante a votação no Conselho de Ética Covatti já havia votado contra a cassação, o que levou o P-SOL a pedir sua substituição na comissão. Agora, o presidente da Casa também cogita tirar Covatti da relatoria.
Na carta enviada a Marco Maia, Jaqueline disse que não pode ter o mandato cassado porque a denúncia contra ela foi motivada por um episódio ocorrido antes de ser eleita deputada federal. Em 2006, ela foi flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção descoberto durante o governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal.
Com a retirada do recurso, o parecer pela cassação do mandato aprovado pelo Conselho de Ética será levado direto ao plenário da Casa. Para que Jaqueline perca o mandato, serão necessários 257 votos a favor do relatório do Conselho de Ética. A votação é secreta e será realizada após o recesso parlamentar.

Guatemala, atrapada en su laberinto



El cadáver de un niño de 12 años que
 apareció en San Vicente Pacaya,
en 2009, un ejemplo de la violencia.

Imagen: EFE
En 2010 se produjeron 5960 casos de muerte violenta para una población de apenas 14 millones 361 mil 666 habitantes; una tasa de 41,5 homicidios cada 100 mil habitantes. El 85 por ciento de esas muertes fueron provocadas por armas de fuego.

Una espiral de asesinatos y crímenes envuelve a Guatemala. El asesinato del cantante Facundo Cabral el sábado es sólo el más reciente ejemplo de la crisis de seguridad de un país colonizado por los carteles del narcotráfico, amenazado por formaciones paramilitares y asolado por pandillas de jóvenes expulsados de Estados Unidos.

“Del mismo modo que ante el vidrio con azogue podemos ver nuestra imagen personal con ojos de desconsuelo o con mirada optimista, lo que estas páginas nos ofrecen podemos leerlo con la lente del pesimismo, pero igual tenemos la opción de ver la dura realidad aquí reflejada como el desafío de cuánto aún debemos enmendar, de cuánto aún debemos construir”, afirma el procurador Sergio Fernando Morales Alvarez, autor del último informe publicado por la Procuraduría de Derechos Humanos guatemalteca. El documento es lapidario y exige respuestas inmediatas. Desnuda la vulnerabilidad de los derechos humanos en ese país y se presenta como espejo de la violencia que se ensaña con los sectores más postergados. En 2010 se produjeron 5960 casos de muerte violenta para una población de apenas 14 millones 361 mil 666 habitantes; una tasa de 41,5 homicidios cada 100 mil habitantes. El 85 por ciento de esas muertes fueron provocadas por armas de fuego, dice el informe. Según ese estudio, las víctimas adultas se encuentran en un rango de edad que va de los 18 a los 25 años. Muertes jóvenes y evitables.

El informe –disponible en pdh.org.gt en su versión completa– aporta algunas claves. También desnuda la falta de políticas públicas. “Si el Estado no protege a sus ciudadanos no se puede evitar la violencia; si persisten la pobreza y la desatención de sectores vulnerables como mujeres, niñez y adolescencia, no se erradica la violencia.”

Sin embargo, el país centroamericano no escapa a una historia marcada por la violencia paraestatal. Marco Tulio Alvarez, director de los Archivos de la Paz de la Secretaría de la Paz de la Nación, asegura que lo que ocurre no es totalmente ajeno a la guerra civil que desgarró a su país. Afirma, además, que en ese período se sentaron las bases para el accionar de los cuerpos paralelos o aparatos clandestinos de seguridad que asuelan a Guatemala.

Alvarez considera que, durante la contrainsurgencia, se articuló una infraestructura de recursos de inteligencia que formaron el capital de aquellos oficiales que actuaban en las instituciones armadas. “Con el final de la guerra se llegó a la hipótesis de que seguía funcionando una estructura paralela al Estado”, analiza el titular de Archivos por la Paz. De alguna manera, no se descarta que esos ex militares participen en el armado de las nuevas organizaciones criminales. Alvarez estima que, en algunos casos, se observa que no son delincuentes comunes quienes llevan adelante determinadas operaciones criminales, sino que existe una aceitada organización detrás de esos delitos. “Eso implica la participación de una infraestructura de alto nivel”, señala.

Desde un trabajo de recuperación de la memoria histórica, Alvarez afirma que en los análisis realizados sobre el modo de operar del aparato militar en tiempos de dictadura, pudo determinarse que se habían ejercido ciertas prácticas propias de una guerra contrasubversiva; acciones que pasaron por alto normas legales y garantías constitucionales. “De alguna manera, esas prácticas crearon un sistema y una forma de funcionar de esos aparatos paraestatales, influyendo e infiltrando al propio Estado”, considera Alvarez, y evalúa que es probable que algunos funcionarios de las fuerzas de seguridad colaboren con estos aparatos.

“Es bastante claro que en nuestro país funcionan este tipo de cuerpos. Esa es la razón de la creación de la Comisión Internacional contra la Impunidad en Guatemala (Cicig). No sólo en el asesinato de Facundo Cabral sino en muchos otros casos estamos viendo una alta capacidad para operar donde las fuerzas estatales son limitadas en su accionar”, agrega. El avance de estos hechos de violencia coincide, según Alvarez, con un deterioro cada vez mayor de la seguridad. “Lo que nos está faltando es poder ubicar a esos aparatos clandestinos favorecidos por el narcotráfico, la delincuencia y ex militares”, dice y admite que no es fácil llegar hasta la médula del problema porque hay una estructura que disfraza la situación. Alvarez menciona el caso del general Héctor Mario López Fuentes, uno de los generales al frente del Estado Mayor en 1982. “Siento que estos oficiales participaron en prácticas muy duras, indudablemente cobraron cuotas y pasaron a formar parte de un grupo emergente que se enriqueció. A diferencia de los argentinos, nosotros todavía no hemos podido avanzar en el juzgamiento de estos criminales, eso está bloqueando la posibilidad de que tengamos nuestro nunca más.”

El informe anual de la PDH guatemalteca fue presentado en enero. Entre sus 1200 páginas, Morales Alvarez lanza un interrogante que demanda una acción inmediata de las autoridades: “Lo hemos dicho de viva voz y ahora lo ponemos por escrito: frente al pesimismo generalizado debemos preguntarnos, si Guatemala ya tocó fondo, ¿vamos a seguir saltando en ese fondo para hundirnos más? Mi respuesta es ¡No!”.

Estudiantes de Chile marchan nuevamente este jueves contra la privatización de universidades


El sector estudiantil de Chile volverá a marchar este jueves para demandar una mejor educación pública y el fin de la privatización de universidades, tras no aprobar ninguna de las reformas que el Gobierno chileno propuso para el sector el pasado 5 de julio.
 
Estudiantes secundarios y universitarios, profesores, trabajadores de la salud, representantes de la Central Unitaria de Trabajadores (CUT) y de la Corporación del Cobre (Codelco), protagonizarán lo que está llamado a ser otra gran movilización en defensa de la educación pública en Chile.
 
De acuerdo con los organizadores de la protesta, la movilización prevé ir desde la Universidad de Santiago hasta las Plaza de Los Héroes, en la capital chilena.
 
Sin embargo, los integrantes de la CUT y Codelco prevén marchar desde Plaza Italia hasta Los Héroes, como ha sido tradicional en manifestaciones anteriores.
 
"El esquema que propuso la autoridad es totalmente contrario a los deseos de los jóvenes, por lo que ya se prevé complicaciones en la convocatoria", dijo el pasado miércoles en rueda de prensa el presidente del Colegio de Profesores de Chile, Jaime Gajardo.
 
La manifestación podrá realizarse entre las 11:00 y las 14:00 horas locales (15:00 y 18.00 GMT) de este jueves, bajo medidas de seguridad que deberán ser coordinadas entre los convocantes, Carabineros (Policía) y la Intendencia (gobierno regional).
 
El presidente de Chile, Sebastián Piñera, sostuvo la semana pasada que su país “sigue en deuda con la educación” y planteó, en ese sentido, un acuerdo nacional, que incluye un fondo de cuatro mil millones de dólares, en un intento por acabar con las protestas que exigen mayor aportación del Estado para reducir las deudas de los alumnos.
 
En esa oportunidad advirtió que “ya es tiempo de terminar con las tomas y protestas y recuperar los caminos del diálogo y los acuerdos y propuso un Gran Acuerdo Nacional por la Educación (Gane), cuyos principales objetivos son mejorar la calidad, acceso y financiación de la Educación Superior”.
 
Dicho acuerdo lo resumió en cuatro puntos: crear un fondo para la educación de cuatro mil millones de dólares; que calificó como “un enorme esfuerzo financiero”, mejorar el acceso y calidad del financiación a los estudiantes, mejorar los sistemas de admisión, acreditación, información y fiscalización del sistema universitario, y definir una nueva institucionalidad para la estructura universitaria.
 
Asimismo, Piñera sostuvo que se convocaría a un grupo de trabajo, para proponer un nuevo sistema que reemplace al actual Crédito con Aval del Estado por uno más justo y eficaz “y reprogramar” a los 110 mil deudores morosos, para permitirles reiniciar sus pagos.
 
Desde mediados de mayo los estudiantes universitarios y de secundaria, entre otros, han realizado multitudinarias manifestaciones tanto en Santiago como en provincias y a la fecha hay cerca de 300 establecimientos ocupados por los alumnos.
 
Estos exigen el fin de la educación municipal, que los colegios vuelvan a ser administrados por el Estado, que se mejore la infraestructura de los establecimientos destinados a la enseñanza técnico-profesional y un sistema más justo que termine con la desigualdad y el fin del lucro en la universidades.

Exagente de la DEA y de la CIA asegura que los Zetas preparan “levantamiento armado” para el 2012


via CONTRAINJERENCIA


PAULINA HERRERA / Diario La Opinion (California) -Los Zetas pueden estar traficando armas militares a través de El Paso, Texas y Columbus, Nuevo México, para mantener su guerra contra otros carteles y posiblemente levantarse en armas durante las elecciones presidenciales de México 2012.

La alarmante hipótesis llega de parte de Phil Jordan, ex director del Centro de Inteligencia de la DEA de El Paso, Texas y ex agente de la CIA, quien asegura que la organización criminal transporta grandes cargamentos de todo tipo de armas a través de estos puntos fronterizos entre Estados Unidos y México.

La información de Jordan no es confirmada por ninguna de las agencias federales citadas pero el ex agente de la CIA explica el operativo de los Zetas:

“Compran las armas en Dallas y las transportan por aire desde el Alliance Airport, en Dallas a El Paso; luego las pasan por tierra a través de la frontera con Ciudad Juárez”, dijo el informante a El Paso Times.

La principal aportación de las afirmaciones de Jordan es el interés de este grupo de criminales en un proceso electoral; sobre todo cuando el partido de Felipe Calderón, a solo dos sexenios, se tambalea frente a su eterno rival el PRI.

¿Los Zetas en una guerra civil?
 
Parece absurdo y desproporcionado, pero no hay que olvidar que como grupo criminal, comenzaron como un puñado de guaruras al servicio del Cartel del Golfo, que rebasó los mandos para convertirse en la peor amenaza criminal contra la población civil en toda la historia de México.

Por otra parte, otra duda ¿Quién o quiénes son los más interesados en mantener al pueblo de México inmerso en un ambiente de violencia y crimen?
 
La violencia, en cualquiera de sus manifestaciones, no deja de ser una industria y en el caso de México, portar un arma y afiliarse a Los Zetas, más que una moda, podría convertirse es una disyuntiva para la juventud, una papa muy caliente para el partido de cualquier color…
 
¿Quiénes son los verdaderos responsables?

13.7.11

CUBA: OUTRO MUNDO TERIA SIDO POSSÌVEL


Aleida Guevara
Se a Cuba tivesse sido dada a possibilidade de viver em paz sua experiência socialista, o mundo talvez tivesse hoje o exemplo de um outro tipo de sociedade para se contrapor à selvageria do capitalismo e sua perda absoluta de valores. Os jovens que ocupam as praças da Europa em crise e que já estiveram nas ruas dos países árabes, sabem muito bem o que não querem, mas não têm uma idéia clara do que desejam e de como chegar a um mundo mais justo.

O capitalismo parece viver uma crise sistêmica e as populações são afrontadas pelo total desprezo que o sistema destina a elas. A insensibilidade social ofende no que exige dos países endividados por seguirem um modelo recomendado pelos donos do poder, e o comportamento dos responsáveis pela ciranda financeira agride a dignidade dos que sobrevivem com o suor do seu trabalho.

Alguém em sã consciência pode considerar normal e aceitável que o principal executivo de uma instituição financeira, que protagonizou a maior crise econômica mundial desde 1929, receba bônus de 200 milhões de dólares depois de seu banco ter sido socorrido pelo Estado, com dinheiro público? Em bom português, trata-se de uma sem vergonhice atroz, e, pior, sem punição.

O mundo clama por um novo modelo e uma semente foi plantada na ilha caribenha, que incomoda tanto, que até hoje é vítima de um implacável bloqueio. A primeira grande revolução, que sacudiu o mundo no século 20, foi a soviética, que, sem nenhum desprezo pelo que inspirou, inclusive Cuba, se perdeu no centralismo excessivo, tradições autoritárias e privilégios inadmissíveis numa sociedade que se pretende igualitária.

Cuba, inspirada pela alegria caribenha e pelo idealismo do Che, disseminou de forma mais sincera e próxima a nós os valores de solidariedade e de formação do homem novo. Che cobrava de todos os seus auxiliares, nos diferentes postos que ocupou em Cuba, a preocupação primordial com as pessoas de carne e osso. São elas que devem orientar a condução de um país e não a iluminação de seus líderes temporários.

Em Cuba, os interesses sociais prevalecem sobre os individuais. Os valores são outros. Lá, seria inadmissível jovens serem assassinados por outros jovens para lhes tomarem as mochilas e pares de tênis, como acontece com frequência por aqui. O problema foi que o modelo cubano de sociedade, voltado para o ser humano em primeiro lugar, não pode se desenvolver plenamente, afetado por um terrível bloqueio, que o estrangula economicamente há quase meio século.

Os críticos habituais enchem o peito para dizer que o país fracassou, que vive na miséria e não tem como atender seus cidadãos, mas estão lá, de pé, além dos serviços públicos e gratuitos, valores essenciais da humanidade, como a solidariedade e o respeito ao próximo.

Em recente passagem pelo Rio de Janeiro, a médica pediatra Aleida Guevara (foto), filha do Che, manifestou preocupação com alguns aspectos das reformas em curso na ilha. Mas os seus temores não estão relacionados ao poder, até porque não possui nenhum cargo dirigente, mas sim à possibilidade de uma transformação negativa do homem cubano. O que a inquieta é que os trabalhadores por conta própria passem a trabalhar para si mesmos e percam de vista a consciência social.

“O homem pensa segundo vive. Se você vive interessado em melhorar sua casa, a vestimenta, em ter dinheiro no bolso, esquece que a escola infantil da esquina, dos seus filhos, precisa de uma mão de pintura”, afirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Tal pensamento parece anacrônico em uma sociedade indiferente e movida ao consumo, mas sobrevive em Cuba, como Aleida Guevara nos prova com sua declaração. É por isso que a Cuba é vedada a evolução e o aprimoramento das transformações profundas a que se propõe. A ilha não tem poder econômico ou militar. Mas continua não existindo nada mais subversivo do que as idéias. E é preciso eliminá-las antes que voltem a se espalhar.

Um em cada cinco estudantes do ensino fundamental está atrasado na escola


Um em cada cinco estudantes brasileiros do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, pelo menos três em cada dez alunos também estão nessa situação. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2010 sobre as taxas de distorção idade-série. O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária.

Pela legislação que organiza a oferta de ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos fora da série adequada para a idade registrou leve alta. Em 2008, a taxa era 22,1% no ensino fundamental, passou para 23,3% em 2009 e para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008, foi para 34,4% em 2009 e chegou a 34,5% no ano passado.

Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa estagnação é resultado do arrefecimento da política de progressão continuada. Muitas redes de ensino que tinham como orientação a não reprovação dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental mudaram essas diretrizes. “Isso provocou uma manutenção da reprovação, quando ela é grande causa a distorção idade-série. Hoje já se pensa em políticas de correção de fluxo e de aprendizagem sem usar a reprovação, como o reforço escolar”, explica.

Apesar da estabilidade na taxa de distorção da idade-série nos últimos anos, Maria do Pilar destaca que na última década a redução do índice foi maior: entre 2001 e 2011 essa diferença caiu 16 pontos percentuais no ensino médio e 19 pontos percentuais no ensino médio. Ela acredita que a taxa deve continuar a cair e aponta que o patamar adequado seria entre 3% e 4%.

“Por exemplo, um aluno com necessidades especiais às vezes tem uma adaptação escolar mais difícil, principalmente quando vêm de uma escola especial. Ou uma criança que deixou a escola por algum tempo por problemas familiares. Você pode ter algum tipo de distorção idade-série, mas ela teria que ser sempre traço. Nunca poderíamos achar que 10% já é um índice bom”, avalia.

A taxa de distorção idade-série atinge picos no 6° ano do ensino fundamental, onde 32% dos alunos estão atrasados, e no 1° ano do ensino médio, quando o problema atinge 37,8% dos jovens. Segundo Pilar, o MEC preparou um material específico para trabalhar com alunos de 15 a17 anos que ainda estão no ensino fundamental. Será uma espécie de “curso” especial em que o conteúdo será ministrado de forma diferenciada, bem como a organização dos alunos. Em 2009, metade dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentava a série adequada para sua faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O projeto permitirá que em um ano ele receba o certificado de conclusão e possa seguir para o ensino médio. O material estará disponível no site do MEC e também poderá ser solicitado pelas escolas. Na avaliação da secretária, os adolescentes repetentes que estudam com crianças mais novas acabam com problemas de socialização. “Ele fica convivendo com grupos de idade que não têm muito a ver com ele. E começa a ser visto como o bagunceiro, aquele que é expulso de sala, o mau aluno”, aponta.

Norte e Nordeste concentram maior índice de estudantes fora da faixa etária

O percentual de estudantes que estão atrasados na escola é maior nos estados do Norte e Nordeste. No Pará, quase 40% dos alunos do ensino fundamental não cursam a série adequada para sua idade, enquanto a média nacional é de 23,6%. No ensino médio, o problema atinge quase 60% dos alunos paraenses. É o que apontam as taxas de distorção idade-série do Censo Escolar 2010. O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária. Bahia e Sergipe também têm altos índices: 38,1% e 37,9%, respectivamente.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado do Pará, o governo está desenvolvendo “ações de curto, médio e longo” prazo para resolver o problema. Uma delas é o projeto de aceleração nas escolas da rede estadual que promove a reorganização dos estudantes no período de três anos para correção de fluxo.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação de Sergipe disse que reconhece a alta taxa de distorção idade-série no estado e afirma que o problema é causado pelos “índices elevados de reprovação e abandono”.

O órgão também destacou que desde 2005 já desenvolve um programa para correção de fluxo e está investindo em projetos que “causem impacto direto na gestão da sala de aula”, mas que os resultados “não aparecem de imediato”. A Secretaria de Educação da Bahia foi procurada pela Agência Brasil, mas não se manifestou sobre o problema até a publicação desta matéria.

Pela legislação que organiza a oferta do ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos que não estão na série adequada registrou leve alta. A taxa passou de 22,1% no ensino fundamental, em 2008, para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008 e foi e chegou a 34,5% no ano passado.

Na outra ponta, o estado com a menor taxa de distorção idade-série no ensino fundamental é São Paulo: 8,4% dos alunos desta etapa não cursam a serie adequada a sua idade. Em seguida aparecem Paraná (14,8%) e Santa Catarina (15,2%). As três unidades da federação também têm os menores índices no ensino médio, sendo os estudantes catarinenses os com melhor resultado: 16,4% estão atrasados na escola.

Confira as taxas de distorção idade-série por estado:
Ensino fundamental


São Paulo
8,40%
Paraná
14,80%
Santa Catarina
15,20%
Distrito Federal
17,90%
Mato Grosso
18,30%
Minas Gerais
19,30%
Espírito Santo
20,60%
Goiás
21,70%
Rio Grande do Sul
22,60%
Roraima
22,80%
Tocantins
22,80%
Ceará
25,50%
Rondônia
26,90%
Mato Grosso do Sul
27,00%
Amapá
27,10%
Rio de Janeiro
28,00%
Acre
29,10%
Pernambuco
29,70%
Maranhão
30,50%
Rio Grande do Norte
31,10%
Paraíba
34,50%
Piauí
34,80%
Alagoas
35,40%
Amazonas
35,80%
Sergipe
37,90%
Bahia
38,10%
Pará
39,90%
Ensino médio


Santa Catarina
16,40%
São Paulo
18,10%
Roraima
23,50%
Paraná
23,90%
Espírito Santo
25,10%
Distrito Federal
29,40%
Rondônia
30,30%
Rio Grande do Sul
30,50%
Minas Gerais
31,30%
Mato Grosso do Sul
33,10%
Goiás
33,60%
Tocantins
34,20%
Ceará
34,70%
Mato Grosso
35,50%
Acre
36,30%
Paraíba
41,70%
Amapá
42,60%
Rio de Janeiro
43,50%
Rio Grande do Norte
45,40%
Maranhão
48,30%
Pernambuco
49,10%
Alagoas
49,40%
Bahia
49,70%
Amazonas
51,00%
Sergipe
51,60%
Piauí
56,70%
Pará
59,20%

10.7.11

Acaba de nacer Sudán del Sur




Arriba, un sudanés agita banderas en Jartum horas antes de la proclamación oficial de la independencia de Sudán del Sur. Vea datos básicos de la recién nacida, en la infografía de Reuters

Luego de un largo proceso de guerra civil en el que murieron casi dos millones de personas, el sur de Sudán se escindió oficialmente del norte y proclamó su propia república cuando el titular del Parlamento, James Wani Igga, leyó la declaración de independencia en un acto festivo en la capital, Juba.

El presidente Salva Kiir, quien ya mantuvo una reunión con el vicepresidente el Consejo de Estado de Cuba, Esteban Lazo, anunció amnistía para “quienes levantaron las armas contra Sudán del Sur”.

Miles de personas acudieron a la ceremonia, en la que se arrió la bandera de Sudán y se izó la bandera de Sudán del Sur. Reina un ambiente de fiesta. Ya en torno a la media noche del viernes, los campanarios de las iglesias anunciaron el histórico día y ritmos de tambores celebraron el nacimiento del Estado número 54 de África.

Salva Kiir firmó la Constitución de transición y juró el cargo, durante un acto en que estuvieron jefes de Estado y dignatarios de todo el mundo, incluido el presidente de Sudán, Omar al Bashir, sobre el que pesa la orden de detención dictada desde la Corte Penal Internacional por los crímenes de guerra cometidos en lo que hoy es Sudán del Sur.

Sudán no reconoció la independencia del sur oficialmente hasta el viernes, en el último momento. Entre tanto, el secretario general de la ONU, Ban ki-moon, manifestó el apoyo de la comunidad internacional a la nueva república. “Esta independencia supone un nuevo comienzo para Sudán del Sur. La comunidad internacional tiene una responsabilidad de cara al nuevo país”, dijo Ban.

Pero también el gobierno del sur deberá asumir sus responsabilidades, añadió el surcoreano. En el nuevo país no sólo es necesario emprender mejoras en la infraestructura y la economía, sino también garantizar el cumplimiento de la ley y los derechos humanos.

“El día de hoy recuerda que tras la oscuridad de la guerra es posible la luz de una nueva mañana”, afirmó por su parte el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, tras reconocer formalmente el nuevo país. También el presidente permanente de la Unión Europea, Herman Van Rompuy, felicitó a través de su Twitter al nuevo país y deseó a los sudaneses del sur “un exitoso y pacífico futuro”.

Tras una larga guerra civil que se prolongó durante décadas, el pasado mes de enero casi el 99 por ciento de los sudaneses del sur -mayoritariamente cristianos- se pronunciaron a favor de la independencia del norte -de mayoría musulmana-.

Los enfrentamientos finalizaron en 2005 y habían afectado especialmente al sur. Aproximadamente dos millones de personas perdieron la vida, mientras que otros cuatro millones se vieron obligados a huir. De momento, continúa sin aclararse la polémica entre las fronteras exactas y el reparto de los rendimientos petroleros.

En este sentido, el secretario general de la ONU se mostró preocupado por las crecientes tensiones y conflictos, sobre todo a lo largo de la nueva frontera con el norte. El estacionamiento de tropas de paz etíopes podría ayudar a calmar la situación, agregó. Con todo, es necesaria una solución política sostenible a largo plazo.
(Cubadebate, con información de Página 12, Argentina)

El sueño de Sudán del Sur

La nueva república es el primer Estado surgido en el siglo XXI y será, según las Naciones Unidas, el número 55 de África.

Sudán del Sur proclamó ayer, sábado, su independencia en una solemne y larga ceremonia a la que asistió una treintena de jefes de Estado y responsables de organismos internacionales en la que no se evitaron referencias a las dificultades que tendrán que asumir sus autoridades para levantar desde la nada al nuevo país.

“Hemos esperado 56 años y este es un sueño hecho realidad”, aseguró el presidente de Sudán del Sur, Salva Kiir Mayardit, en el acto de proclamación celebrado en Yuba, la capital del nuevo país, en el que también juró su cargo al frente del Gobierno y la nueva Constitución que regirá a sus ciudadanos.

Mayardit tuvo un emocionado recuerdo para los 2.5 millones de muertos que han provocado las dos sangrientas guerras civiles que los sudaneses del sur han librado con sus vecinos del norte, algo que, según subrayó, “hemos perdonado, pero no olvidaremos”.

“Ahora tenemos en nuestras manos la responsabilidad de nuestro futuro”, agregó Mayardit desde el estrado en el que, minutos antes, el presidente de Sudán, Omar Al Bashir, confirmaba que su país reconoce la secesión del sur y le brindaba su apoyo para entrar a formar parte de organismos internacionales como las Naciones Unidas.

Al igual que Mayardit, Bashir apostó por el diálogo entre ambas naciones para resolver las diferencias que persisten y que no fueron resueltas con el acuerdo de paz firmado en 2005 y que han permitido la independencia de los 10 estados que desde ayer forman Sudán del Sur.

Precisamente el control, todavía no definido, sobre el distrito fronterizo de Abyei y la vecina región de Kordofán del sur, donde se concentran los recursos petroleros de la zona, enfrentan a los dos Sudán y mantiene abierto el riesgo de una nueva guerra.

El respaldo de la comunidad internacional a las secesión del sur sudanés se hizo evidente con la asistencia a los actos celebrados en Yuba de delegados de 70 países y casi una treintena de jefes de Estado, la mayoría de ellos de África.

El secretario general de la ONU, Ban Ki Moon, y la jefa de la diplomacia europea, Catherine Aston, o el actual presidente de la Unión Africana y mandatario de Guinea Ecuatorial, Teodoro Obiang, fueron algunas de las personalidades que ofrecieron su apoyo a la nueva nación con discursos en los que apostaron por el diálogo entre norte y sur para asegurar su viabilidad.

Fue lo mismo que hicieron el ministro de Exteriores británico, Willlam Hague, los enviados de la Liga Árabe, China, Estados Unidos o Haakon de Noruega, heredero de la corona de este país, quienes desearon al nuevo Estado, que será el miembro 193 de la ONU, que se desarrolle sobre principios como la justicia, la igualdad y el respeto a los derechos humanos.

El mausoleo de John Garang, donde reposan los restos de uno de los héroes del país, muerto en 2005, fue el lugar elegido para la ceremonia a la que asistieron miles de ciudadanos, quienes no ocultaron su emoción e incluso rompieron a llorar cuando se izó la nueva bandera del país y el repliegue de la de Sudán.

“Es un gran día, ha habido mucha sangre en este país, pero estamos en el sendero de la libertad”, reconocía Tereza Athian, una de las muchas personas que lloraron al escuchar el himno nacional.

La República de Sudán del Sur es el primer Estado surgido en el siglo XXI y será, según las Naciones Unidas, el número 55 de África, un continente que no había vivido un proceso similar desde la secesión de Eritrea de Etiopía en 1993.

Las esperanzas de desarrollo de los sudaneses del sur, dedicados hoy mayoritariamente a la agricultura, están puestas en la explotación de sus recursos petrolíferos y del zinc, acero, cromo, plata y oro, para lo que necesitan ayuda exterior.

El río Nilo, que cruza el país, devastado por dos guerras civiles, es también una potencial fuente de riqueza relacionada con los recursos hidroeléctricos y el turismo de aventura.
Tomado de La Prensa, de Panamá

Chantaje y ciudadanía



Los compañeros de Rumbo a Gaza encerrados en la embajada de España en Atenas anuncian una huelga de hambre

Por Santiago Alba Rico via Rebelión

Por sexto día consecutivo, algunos de los compañeros de Rumbo a Gaza continuan encerrados en la embajada de España en Atenas, reclamando protección frente al gobierno griego, que sigue a su vez impidiendo la partida del Gernika. La cuestión ya no es el bloqueo de Gaza sino su extensión al territorio europeo; la cuestión no es ya -o no sólo- el criminal acoso de Israel sino la sumisión de la UE, alineada contra el derecho de manera tan servil que no duda en renunciar a su soberanía -por no hablar del compromiso con sus ciudadanos- para ayudar al sionismo a mantener la ocupación de Palestina y socavar toda posibilidad de paz en la región. La cuestión ya no es Gaza sino lo que se ve al trasluz: un mundo a la deriva, sin garantías, en el que nadie puede sentirse protegido o representado en un Parlamento, un Tribunal o una Constitución. La cuestión de Gaza se ha convertido en una confesión global. La Flotilla de la Libertad II no ha llegado a Palestina, ni siquiera ha salido de puerto, pero para impedirlo ha hecho falta movilizar las fuerzas más oscuras, violar las leyes europeas y dejar palmariamente al desnudo cuán frágiles e impotentes son nuestras instituciones. No hemos ayudado a liberar Gaza pero sí a mostrar las cadenas de los europeos. Los que creían que España, Italia o Grecia era países de primera clase, gallitos de la escena internacional capaces de imponer sus intereses a las naciones minusoberanas del Tercer Mundo, deben ahora aceptar la verdad: nuestros gobiernos deciden sus destinos tanto como el del Congo o el de Haití. Económica y políticamente nos parecemos cada vez más a los que hasta ahora hemos sojuzgado y explotado.

Desde el primer día, los miembros de la Flotilla fueron vigilados y acosados y los barcos sometidos a inspecciones, sabotajes y bloqueos. Israel mandaba y Grecia se inclinaba; España, junto a los otros países de la UE, callaba. Cuando el gobierno griego impidió por la fuerza la salida de las naves, los miembros de Rumbo a Gaza acudimos a la embajada buscando protección frente al desmán legal que retenía el Gerniza en Kolymbari. Nos negamos entonces a salir del recinto de la legación diplomática y los compañeros que allí permanecen siguen negándose a hacerlo mientras nuestro ministerio de Asuntos Exteriores no proporcione al Gernika el amparo legal que le corresponde, como propiedad que es de un armador español al que no puede negarse, cumplimentados los requisitos de las autoridades portuarias, el libre desplazamiento por el Mediterráneo. Pero estamos una vez más en el mundo al revés: al chantaje de Israel se le llama estabilidad política y al reclamo de legalidad de los ciudadanos españoles se le llama chantaje. Los pasajeros del Gernika encerrados en la embajada, al contrario que Israel, no están presionando para doblar la ley ni para reproducir un crimen denunciado por la ONU; de hecho no están presionando sino solicitando protección, como en las antiguas catedrales, frente a la persecución y el abuso. Desgraciadamente la embajada de España en Atenas no es una catedral sino un barrio de Gaza; y nuestro ministerio de Asuntos Exteriores no es la expresion y garantía de la soberanía del Estado español sino un departamento de la policía israelí. Trinidad Jiménez ha hecho llegar a nuestros compañeros su negativa a reconocerlos como interlocutores. Digamos la verdad: lo que ocurre es que no los reconoce como ciudadanos. Es normal que el gobierno israelí, que tampoco reconoce la ciudadanía de los palestinos que viven dentro de sus fronteras, haya agradecido a nuestra ministra la israelización de nuestro país. Salvando las enormes diferencias en términos de sufrimiento, nuestros valientes compañeros de la embajada son hoy un poco palestinos. El gobierno español es un oficina de Israel; los habitantes del Estado español son también gazatíes. Israel, ante el silencio de casi todos y el aplauso de unos cuantos, ha impuesto un bloqueo a Europa.

¿Qué piden nuestros compañeros en la embajada de Atenas? La cosa más sencilla, la más banal, la más evidente, aquella que debería ser el presupuesto indiscutible de todas las demás. Piden que Trinidad Jiménez los reconozca, no como interlocutores, no, sino como ciudadanos. Si son ciudadanos, porque son ciudadanos, el gobierno español debe asegurar sus derechos elementales, entre ellos el de disponer libremente del Gernika y el de moverlo libremente por el Mediterráneo. No hace falta que la ministra hable con nuestros compañeros: basta con que exija al gobierno griego que permita zarpar a nuestro barco. No es necesario que sea ni razonable ni elegante: es suficiente con que el Gernika largue amarrras sin que nadie se lo impida. Eso en el supuesto de que nuestros compañeros sean ciudadanos. Porque si no son ciudadanos, entonces no sólo se les puede negar la voz sino también, como a los habitantes de Gaza, todos los derechos, incluido el derecho al alimento. En Gaza se pasan penalidades. Quizás por eso algunos de los compañeros encerrados en la embajada de España en Atenas han anunciado el comienzo de una huelga de hambre a partir del lunes. Para hacer saber que la furia de Israel ha entrado en territorio español provocando efectos parecidos a los de Gaza; y para hacer saber que despojar a un ser humano de su ciudadanía es despojarlo de la supervivencia misma. Su decisión es todo lo contrario de un chantaje; es una metáfora y una revelación. Metáfora de Gaza; revelación de la subsidiariedad de Europa.

Ojalá el gobierno español no ceda al chantaje israelí y devuelva su ciudadanía -en este caso en forma de barco- a nuestros valientes compañeros de Atenas y a todos los que los apoyamos desde todos los rincones del mundo.