28.7.11

Fifa rechaça privilégios a Globo em transmissão de Copa 2014



Com a divulgação de que a Rede Globo é uma das organizadoras do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, no próximo sábado, na Marina da Glória, começaram os questionamentos se a emissora teria algum tipo de privilégio na transmissão da Copa do Mundo de 2014, ou se até participaria ativamente da produção das imagens que são levadas para o mundo todo do torneio.

Em um bate-papo com jornalistas brasileiros organizado pela Fifa, o diretor da divisão de TV da entidade máxima do futebol, Niclas Ericson, fez questão de rechaçar qualquer possibilidade de prioridade à emissora carioca. De acordo com ele, a rede brasileira terá os mesmos direitos e as mesmas imagens das emissoras que detêm os direitos por todo o mundo.

"Quero deixar claro que a produção das imagens da Copa do Mundo de 2014 serão feitas pela HBS que já está com a gente há alguns anos e o sinal dela que será passado para todos as emissoras com direitos de transmissão. A Globo é um desses clientes nossos e é tratado como todos os outros".

De acordo com Niclas Ericson, a emissora brasileira pode, se quiser, se inscrever para ter um dos poucos espaços para colocar uma câmera extra nos gramados em jogos do Mundial.

"Existe essa possibilidade de partida em partida. São alguns poucos espaços e sempre muito concorridos. Mas quero ressaltar que raramente há uma imagem exclusiva a se fazer. Temos 32 câmeras em campo. Tem uma câmera para cada banco de reserva, em cima dos técnicos. Esta câmera extra só valeria se a emissora quisesse fazer imagens de um atleta específico", explicou.

Para o diretor da Fifa, a vantagem que a Globo ganha com o Mundial no Brasil é o espaço físico. "Com a Copa no Brasil, ela não precisa se preocupar em ocupar o espaço no IBC (centro de mídia onde ficam as emissoras com direito de transmissão) por conta dos estúdios. Fora isso, ela pode filmar a torcida em locais diferentes, como em favelas e outros locais onde tem aglomeração do público".

Mudanças tecnológicas para 2014

Niclas Ericson evitou prever quais serão as novidades tecnológicas para a Copa do Mundo de 2014. Apesar de considerar que a transmissão em 3D teve êxito no Mundial de 2010, o diretor de TV da Fifa não crê que este tipo de tecnologia será predominante nas televisões do mundo nos próximos três anos.

"Fizemos 25 jogos com transmissões em 3D na Copa do Mundo de 2010, mas ainda não sei se passaremos todos os jogos com esta tecnologia no Mundial de 2014. Ainda há algumas coisas para se ajustar neste sistema. No fim das contas, a transmissão atual ainda é a predominante". 

Eduardo Galeano: Os ninguéns, os nenhuns, os negados de tudo,correndo como coelhos, morrendo ao longo da vida, fodidos, re-fodidos

CNPq divulga primeiros editais para o Ciência sem Fronteiras na próxima segunda

O programa Ciência sem Fronteiras começa a sair do papel na próxima segunda-feira (1º) quando o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgará as regras e os primeiros editais para concessão de bolsas no site do programa.
A informação é do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que participou hoje (28) do programa de rádio Bom Dia, Ministro, feito pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Segundo o ministro, o governo quer acelerar “a possibilidade de ter uma universidade de classe mundial” e “desenvolver a economia do conhecimento”. “Tem que preparar o enxoval para ter casamento, nós estamos preparando esse enxoval”, disse o ministro no rádio.
Em quatro anos, o programa concederá bolsas de estudo a 100 mil brasileiros para cerca de 20 áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, inovação tecnológica e registro de patentes na área de engenharia, tecnologia e ciências da saúde. O CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) fornecerão 75 mil bolsas. O governo pretende que as 25 mil restantes sejam custeadas pela iniciativa privada.
De acordo com Mercadante, empresas multinacionais, como a British Gas e a Portugal Telecom; e entidades como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já manifestaram interesse em custear a formação de pesquisadores e até estágios no exterior.
O programa Ciência sem Fronteiras terá quatro modalidades. A Bolsa Brasil Graduação será destinada a alunos com melhor aproveitamento e terá duração de um ano (sendo seis a nove meses cumpridos no meio acadêmico e o restante em empresas ou centros de pesquisa e desenvolvimento no exterior). A Bolsa Brasil Jovem Cientistas, com duração de três anos, é destinada a pesquisadores em início de carreira (doutorandos) que tenham produção científica destacada.
Também terão bolsas os especialistas e engenheiros empregados na iniciativa privada ou instituições de pesquisa tecnológica que tenham sido aceitos nas melhores universidades do mundo para treinamento de até 12 meses. Além dessas bolsas haverá modalidades para estrangeiros e, especialmente, brasileiros radicados no exterior que queiram ser pesquisador visitante especial no Brasil durante três anos e recebam estudantes e pesquisadores brasileiros no seu laboratório no exterior.
Mercadante avalia que a boa fase da economia brasileira, a crise financeira na Europa e o problema de orçamento do governo norte-americano vão favorecer o intercâmbio com pesquisadores estrangeiros e estimular o regresso de brasileiros que vivem no exterior. Até 2014, o governo deverá investir R$ 3,16 bilhões no programa: R$ 1,7 bilhão da Capes (40 mil bolsas) e R$ 1,4 bilhão do CNPq (35 mil bolsas).
Com os recursos das duas agências, mais de 27 mil bolsas serão destinadas a alunos da graduação; 24,6 mil para estudantes de doutorado sanduíche (um ano); cerca de 9,8 mil para doutorado integral; e 8,9 mil para pós-doutorado. Haverá 2.660 vagas para estágio sênior de seis meses: 700 para treinamento de especialistas de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas; e 390 para pesquisadores visitantes especiais no Brasil.

20.7.11

Mensagem da lider guatemalteca Rigoberta Menchú ao povo nicaraguense: “¡Sigan adelante!” .

La Revolución Sandinista que cumple su 32 Aniversario, es una inspiración para todos los pueblos de América Latina, destacó la Premio Nobel de la Paz, Rigoberta Menchu, al dirigir el mensaje del Frente Amplio Guatemalteco y del pueblo maya al pueblo nicaragüense durante el acto central del 19 de Julio.
 
“Gracias a toda Nicaragua por darnos esta alegría tan grande de celebrar el día de hoy 32 años de Revolución nicaragüense. Esta revolución nicaragüense ha hecho que cada uno de ustedes sean jóvenes con metas, con luchas, jóvenes con conciencia y sobre todo conciencia social”, resaltó.
 
La líder indígena guatemalteca resaltó que “la paz para nuestros pueblos es educación, la paz es salud; la paz es tranquilidad, la paz es ser hombres y mujeres libres; la paz es precisamente la construcción ciudadana”.
 
“Ustedes son la inspiración de todos los pueblos de América Latina, de que es posible lograr una construcción ciudadana”, indicó.
 
“Gracias por mantener esta lucha revolucionaria, gracias por su participación y gracias por compartir con todo el mundo esa tenacidad, esa consecuencia de lucha revolucionaria”, recalcó.
 
Dijo que la Revolución y la lucha del pueblo nicaragüenses “también es nuestra revolución, porque también es nuestra lucha”.
 
“Queremos alcanzar la libertad para los pobres, los analfabetos, para todos los pueblos del mundo que aún viven en la opresión, en la injusticia, en la desigualdad”, dijo.
 
Destacó igualmente la figura del comandante Tomás Borge, el único sobreviviente de los fundadores del Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN).
 
“Nos inspiramos de sus luchas y nos inspiramos de sus transformaciones. Gracias por luchar por un mundo mejor, porque otro mundo es posible, porque otra Nicaragua no hay en América Latina”, concluyó.

18.7.11

E na Califórnia, o Gulag de Obama: Ao menos 400 detentos de Pelican Bay, em greve de fome, estão em estado crítico de saúde

via CONTRAINJERENCIA

Al menos 400 reclusos de la prisión de máxima seguridad Pelican Bay, que hace tres semanas iniciaron una huelga de hambre, entraron hoy en estado de salud crítico, según fuentes estatales.

Los ayunantes iniciaron la protesta el pasado 1 de julio en demanda de mejores condiciones de vida dentro del recinto y en pocos días se sumaron reos de 13 de las 33 penitenciarías californianas, hasta llegar a la cifra de seis mil 600 el 4 de julio. Terry Thornton, vocero del Departamento de Correccionales y Rehabilitación de California (CDCR), dijo, citado por el diario La Opinión, que existe personal médico disponible para los manifestantes, pero la institución no tiene planes de cambiar sus políticas.

Los líderes de la huelga rechazaron el fin de semana la propuesta de las autoridades carcelarias que pondría fin a la protesta. En respuesta a los principales puntos de los cautivos, el CDCR distribuyó un documento en el cual asegura que efectuará “una evaluación exhaustiva de su política actual y el procedimiento”.

De acuerdo con los negociadores hay reos que han perdido de 25 a 35 libras cada uno.

El coordinador de la Coalición de Solidaridad con los Presos, Todd Ashker, uno de los huelguistas de Pelican Bay, transmitió mediante un abogado que los cautivos están dispuestos a mantener su demanda de diálogo hasta la muerte.

Por su parte Isaac Ontiveros, portavoz del grupo Resistencia Crítica, que apoya a los presos, reiteró que las principales peticiones de los internos se relacionan con castigos y prejuicios.

Entre las exigencias de los enclaustrados están que se eliminen los castigos colectivos, la interrogación obligatoria sobre afiliaciones pandilleras, el confinamiento en solitario prolongado o el traslado a la población carcelaria general para presos mantenidos en aislamiento por periodos indefinidos de 10 a 40 años o más.

Además, llaman la atención sobre las condiciones insalubres de las instalaciones y solicitan el acceso a la luz del sol y a servicios de salud.

Ontiveros denunció que los condenados solo salen una hora al día de sus celdas a un patio en el que únicamente ven paredes y una parte del cielo.

Un informe de 2006, realizado por expertos legales advierte sobre las violaciones que se comenten con el con el encierro en solitario como forma de tortura y que esto puede inducir al deterioro mental.

En su tercera semana, más de 800 prisioneros ratifican su postura, al tiempo que reciben la solidaridad no solo dentro de Estados Unidos, sino en Canadá, Turquía y Australia, pese al silencio mediático que en general ha rodeado este caso.

16.7.11

“Los ricos no saben lo que son 100 reales en las manos de un pobre”, señala Lula da Silva

El ex presidente brasileño Luiz Inacio Lula da Silva criticó a las elites que defienden la desigualdad social tras anunciar que retomará la actividad política de cara a las elecciones municipales de 2012. La reducción de las desigualdades “incomoda a algunas personas en Brasil”, declaró.

La reducción de las desigualdades “incomoda a algunas personas en Brasil” en momentos donde los más carenciados “pueden hasta viajar en avión” y gozan de “una mayor capacidad de consumo”, declaró el ex presidente.

“Los ricos no saben lo que son 100 reales (75 dólares) en las manos de un pobre”, cuyos salarios “aumentaron” en los últimos años, recordó quien fuera mandatario entre el 2003 y 2010.

“Cuanto más sindicatos y asambleas existan tendremos mejor calidad de empleos”, añadió, consecuente con su antigüo liderazgo frente al sector metalúrgico de San Pablo en los años 70.

En tanto, esta semana Lula apoyó la reelección de la presidenta Dilma Rousseff.

EEUU necesita admitir que Brasil es una potencia global, según informe de expertos

Por Jim Lobe via enfoques365

Estados Unidos necesita admitir que Brasil es una potencia global y tratarlo como tal, sostiene un informe publicado en Washington por el influyente Council on Foreign Relations.

Tal tratamiento debe incluir un apoyo total del gobierno de Barack Obama a la pretensión brasileña de obtener un asiento permanente en un Consejo de Seguridad de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) ampliado, afirma el documento de 109 páginas titulado "Global Brazil and U.S.-Brazil Relations" (El Brasil global y las relaciones Estados Unidos-Brasil), que se publicó el día 12 y se presentó a la prensa este jueves 14.

"Un apoyo formal de Estados Unidos a Brasil ayudaría a superar la sospecha del gobierno brasileño acerca de que el compromiso estadounidense con una relación madura y entre iguales no es más que retórica", sostiene el documento elaborado por un grupo de 30 expertos presididos por el expresidente del Banco Mundial, James Wolfensohn, y el exsecretario (ministro) de Energía, Samuel Bodman.

Entre otras recomendaciones, el informe reclama una "comunicación abierta y regular" entre presidentes y altos funcionarios de los dos países, la creación de una oficina de asuntos brasileños en el Departamento de Estado y de un mecanismo de alto nivel en el Consejo Nacional de Seguridad para coordinar las muchas agencias de este país que tratan con Brasil, y la eliminación de los aranceles a la importación de etanol brasileño, un elemento de permanente irritación de las relaciones bilaterales.

"Brasil superó su estatus de país más grande y más rico en recursos de América Latina, para contarse ahora entre las potencias fundamentales del mundo", afirma el texto. "Las autoridades estadounidenses deben reconocerlo como actor global, tratar su emergencia como una oportunidad para Estados Unidos y trabajar con él para desarrollar políticas complementarias".

Ese reconocimiento requiere que Washington se haga a la idea de la independencia de Brasilia en materia de política exterior, inclusive en asuntos como el diferendo internacional por el programa nuclear de Irán, que Brasil intentó solucionar el año pasado junto a Turquía, causando el fastidio del gobierno de Obama.

"Como Estados Unidos nunca superó la idea de que Brasil debería alinearse con sus políticas…, no manejó las diferencias sobre este problema como lo hace con muchas otras diferencias que sostiene con otros países del bloque BRIC" (Brasil, Rusia, India y China), indicó David Rothkopf, ex miembro del Consejo Nacional de Seguridad y uno de los redactores del informe.

Rusia y China ya tienen asientos permanentes en el Consejo de Seguridad de la ONU, y Obama apoyó el año pasado la candidatura india.

"Este tipo de doble discurso… es la fuente del escepticismo de Brasil sobre la sinceridad con que Estados Unidos saluda su avance", escribió Rothkopf en su blog. La publicación del informe constituye "el más reciente temblor de un cambio tectónico en la forma en que Estados Unidos observa el papel de las potencias emergentes", agregó.

Hace más de una década que expertos e instituciones como Brookings Institution e Inter-American Dialogue reclaman a Washington que preste mucha más atención a Brasil en sus políticas.

Un mes después de la investidura del expresidente George W. Bush (2001-2009), otro grupo de trabajo del Council on Foreign Relations, en el que predominaban inversores, empresarios, cabilderos y exdiplomáticos, publicó una carta abierta instando al nuevo mandatario a establecer "una estrategia de alto nivel y un diálogo estratégico y cooperativo con los gobernantes brasileños".

"Brasil es demasiado importante en todo lo que está pasando en América del Sur como para sostener una política de benigno abandono", advertía la carta, ignorada por la administración Bush que pronto se vio mucho más preocupada por lo que pasaba en Medio Oriente y Asia meridional.

Pero lo que era cierto sobre Brasil en América del Sur una década atrás se aplica cada vez más al mundo. La nación sudamericana de 190 millones de habitantes juega un papel clave en un abanico de asuntos que van desde el cambio climático y la energía hasta la seguridad alimentaria, la lucha contra la pobreza y la paz y la seguridad internacional, sostiene el informe.

Es que ese país "es y seguirá siendo una fuerza integral en la evolución de un mundo multipolar", proclama el texto. "Es el quinto mayor territorio, tiene la quinta mayor población y la octava economía" y se encamina a ser la quinta economía en sólo unos años.

El gobierno de Obama parece estar tomándose el tema con más seriedad, pese a las diferencias que se manifestaron ante el golpe de Estado de 2009 en Honduras, las negociaciones secretas entre Estados Unidos y Colombia para ocupar varias bases militares en ese país y la política en Medio Oriente.

Esos elementos llevaron al expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) a expresar su creciente decepción con su par Obama poco antes de entregar el mando a su sucesora, Dilma Rousseff.

La investidura de Rousseff ofreció una oportunidad de relanzar la relación, y en su visita de marzo a Brasilia, Obama llevó no menos de siete ministros y otros altos funcionarios.

"El viaje de Obama fue alentador, así como su afirmación de que el ascenso de Brasil constituía un elemento de interés para Estados Unidos", dijo la exembajadora en Brasilia, Donna Hrinak, que habló ante la prensa este jueves junto con la directora del grupo que redactó el informe, Julia Sweig.

Pero, para molestia de su anfitriona, Obama se abstuvo de suscribir formalmente la candidatura de Brasil al Consejo de Seguridad, que sí había prodigado a India cuando viajó el año pasado a Nueva Delhi.

"Los brasileños quieren un asiento en el Consejo de Seguridad y la eliminación de los aranceles a su etanol", dijo el presidente del Inter-American Dialogue, Michael Shifter.

La velocidad con la que Washington debería dar el primer paso dividió al grupo redactor del informe. Nueve de ellos reclamaron que "empiece el trabajo diplomático" para suscribir la candidatura de Brasil a miembro permanente del Consejo de Seguridad.

La mayoría, en cambio, pidió un apoyo inmediato, seguido de consultas con otros países de la región y de un "intenso diálogo" con Brasil sobre "asuntos de gobernanza regional, multilateral y global".

Esta opción, opina el grupo minoritario, corre el riesgo de generar "reacciones adversas de aliados clave de Estados Unidos en América Latina, que verían la elección de Brasil como un bloqueo a sus propias ambiciones multilaterales".

Otro grupo de cinco redactores –Hrinak, Sweig y Rothkopf entre ellos– creen que la recomendación de un respaldo inmediato seguido de consultas tampoco va tan lejos como debería.

"Es un mensaje equivocado a Brasil y al mundo", sostuvieron. "Si Estados Unidos apoya, como ha dicho Obama, estructuras de liderazgo de las instituciones internacionales que reflejen mejor las realidades del mundo, debe apoyar sin más la candidatura de Brasil".

NOS EUA: OS RICOS FICAM MAIS RICOS, OS POBRES SÃO DESPEJADOS

do Liberation News via diário liberdade

O abismo entre as classes nos EUA se alargou consideravelmente como resultado da crise econômica.

Para a classe trabalhadora, a vida se tornou incrivelmente difícil. Se você é estudante, você enfrenta aumentos nos custos de educação e precisa pegar mais empréstimos. Se você é trabalhador, você enfrenta cortes nos pagamentos ou nos benefícios ou é demitido - e enfrenta também um mercado de trabalho no qual o número de desempregados excede de longe o número de abertura de vagas.

Se você é um dono de fortunas ou alto chefe executivo neste país, você e seus colegas estão se deleitando com quebras de recordes nos lucros, imensos bônus, taxas mais baixas e, para algumas empresas como a General Electric, absolutamente nenhum imposto.

De acordo com a CNN.com: "Dos quase 14 milhões de pessoas consideradas agora desempregadas, um recorde de 44% está sem emprego por mais de seis meses. Antes da última recessão, esses números nunca tinham alcançado os 24%." Esses números representam pessoas reais com famílias para sustentar e contas a pagar!

Um artigo de 2 de julho no New York Times revelou como altos chefes executivos estão numa situação incrivelmente melhor do que o trabalhador padrão:
"O resultado final mostra que a média salarial de altos executivos em 200 grandes empresas no último ano foi de $10,8 milhões... Isso significa um aumento de 23% em comparação com 2009... E isso não significa que a maioria dos trabalhadores está ganhando aumentos gordos. O trabalhador americano médio estava recebendo $752 dólares por semana (em torno de $36.000 por ano) no final de 2010, um aumento de apenas 0,5% em relação ao ano anterior. Depois da inflação, os trabalhadores estavam ganhando ainda menos... A maioria dos americanos não está tendo aumentos nem próximos daqueles dos grandes executivos. Muitos não estão tendo aumento algum - ou nem mesmo salário. O desemprego ainda perdura na casa dos 9%.

Os lucros elevados das empresas estão enchendo os bolsos dos ricos, os quais pela mera propriedade de capital, terra ou por meio de aluguel podem manter um estilo de vida luxurioso sem nem ao menos trabalhar. Tais proprietários são os menos produtivos em nossa sociedade. São sanguessugas sugando nossas comunidades. Sofreram apenas pequenas perdas durante a crise recente, se sofreu alguma, porque seus fantoches no Congresso e na Casa Branca os salvaram com nossos impostos.

Enquanto as pessoas são despejadas todos os dias neste país, com várias se tornando sem-teto, enquanto mais trabalhadores se encontram desempregados, enquanto mais estudantes enfrentam o dilema de deixar a escola e arrumar um emprego para pagar as taxas e empréstimos que não conseguem cumprir, os ricos permanecem seguros e confortáveis com os enormes lucros do que nós produzimos.

É necessário uma mudança neste país, precisamos do socialismo!

GERHARD GRUBE: TORTURA E TERROR

A finalidade da tortura é amedrontar, aterrorizar aquele que está sendo torturado.

E com isso ceda em qualquer propósito dos torturadores. Seja revelar segredos, seja confessar coisas que fez. E coisas que não fez.

A tortura sempre dá resultado, desde que o objetivo não seja a verdade. Depois de algumas horas qualquer um confessa qualquer coisa. Excelente para conseguir um bode expiatório. Muito menos quando se deseja esclarecer fatos.

Este é o argumento utilizado para justificar a tortura: Obter informações.

Que freqüentemente não têm nenhum valor. Mas se existir alguma coisa, isto não pode 
ser ocultado dos torturadores. Nunca.

Torturar é fácil e barato. Os resultados são obtidos rapidamente. Economiza muito em demoradas investigações. E sempre dá resultado, quando a finalidade é obter um culpado. Nem que não seja.

O filme de 1966 “A Batalha de Argel” (“La Battaglia di Algeri”, “The Battle of Algiers”), mostra que de certo modo a tortura é uma necessidade.

Foi no início da luta pela libertação da Argélia da dominação exercida pela França, uns 50 anos atrás. Concretizada alguns anos mais tarde. Os franceses responderam com tortura ao movimento de libertação.

Os revolucionários estavam estruturados em pirâmide, de modo que cada membro conhecia apenas três elementos da organização: Aquele que o convidou e mais dois que ele mesmo convidou para participar.

Se um deles fosse aprisionado, vinte e quatro horas seriam suficientes para que os outros três desaparecessem e não pudessem mais ser capturados pelo exército francês. A estrutura da organização ficava preservada. Depois de 24 horas o prisioneiro poderia confessar qualquer coisa. Já não era mais prejudicial ao movimento de libertação.

Os franceses então torturavam o prisioneiro, para obter respostas rapidamente. Obtinham o que queriam. E também o que não queriam, se o prisioneiro fosse inocente, denunciando parentes e amigos, só para livrar-se da tortura.

Assim, explica-se a tortura. Muito mais eficiente que humanos (e demorados) interrogatórios.

Mas objetivo maior da tortura, muito mais importante ainda, é aterrorizar os demais membros da organização clandestina. Para que fiquem com medo. Para que se desmantele por si só, pelo terror que significa a possibilidade de ser torturado.

Como foi no regime militar brasileiro. Tortura pelo terror. E pelo prazer de torturar.
E certamente é o caso dos estadunidenses que mantém sob tortura, já por anos a fio, muitos “terroristas” em Guantánamo e outras prisões mundo afora. É para aterrorizar todos aqueles que pensem em se rebelar contra o regime opressivo estadunidense. É para servir de exemplo e alerta. Aterrorizar o mundo.

Pois se o objetivo fosse obter informações ou uma confissão isso seria conseguido em algumas horas, ou dias de tortura.

Por isso estes prisioneiros não são submetidos a julgamento. Um julgamento iria gerar condenação e o assunto estaria resolvido. Mas pior que isso, poderia ser provado serem inocentes. E certamente são, todos eles. Foram aprisionados arbitrariamente, sem nenhum argumento.

É um recado, para que o mundo fique sabendo, que para “inimigos” dos Estados Unidos não existe lei. Nem a internacional, nem a dos seus países de origem, nem a dos países de onde foram seqüestrados, nem a lei estadunidense.

Mas com isso ficaram com batata quente na mão. Prenderam inocentes e não podem libertá-los. Pois se antes não eram terroristas, alguns deles certamente vão ser, quando liberados.

Os estadunidenses não os querem. Não os querem também os países de onde foram seqüestrados e os seus países de origem. Ninguém quer gente que foi barbaramente torturada.

Sigilosamente os estadunidenses estão contatando países, inclusive o Brasil, para que aceitem alguns destes prisioneiros. Mas ninguém quer. Inclusive por medo de futuramente ser acusado, pelos próprios Estados Unidos, de ser um país que abriga terroristas!

Bradley Manning, o informante da Wikileaks, que mostrou ao mundo o vídeo de soldados estadunidenses matando civis iraquianos, está sendo mantido sob prisão, já há meses, sem acusação formal. Sob regime que se assemelha a tortura de Guantánamo.

Não é para que confesse, o que quer que seja. É para servir de exemplo. Para que os demais soldados estadunidenses jamais ousem fazer algo semelhante. É para que fiquem aterrorizados.

E assim vai ser com Julian Assange, da Wikileaks, quando ele for extraditado para os Estados Unidos. Será torturado. Para servir de exemplo.

Ambos podendo ser acusados de crimes cuja pena é a morte, e executados.
Terror maximizado.

Umberto Eco vai reescrever "O nome da rosa"

El escritor italiano Umberto Eco (Alessandria, 1932) va a reescribir la novela que le dio fama, El nombre de la rosa, para hacerla "más accesible a los nuevos lectores", informó hoy el diario La Repubblica.

Eco aligerará ciertos pasajes y refrescará el lenguaje de su obra, un culto "thriller" medieval ambientando en el siglo XIV, nacido de su declarado amor por los libros y la pasión medievalista del autor italiano, según el rotativo.

El escritor pretende actualizar su libro para aproximarlo a las nuevas tecnologías y generaciones.

El objetivo es que, quienes solo conocen la obra por pasajes en internet dada su dificultad idiomática o por lo denso de algunos pasajes, puedan leerlo también, así como los lectores digitales.

Bompiani, la editorial tradicional de Eco, que publicó originalmente la novela en 1980, ha puesto como fecha de relanzamiento de la obra el 5 de octubre próximo.

En El nombre de la rosa, dos monjes, el franciscano Guillermo de Baskerville (personaje basado en el filósofo Guillermo de Occam y en el detective literario Sherlock Holmes) y su pupilo, Adso de Melk, investigaban una serie de asesinatos en un monasterio benedictino, todos ellos relacionados con un libro prohibido.

Además, para el periódico francés Le Monde, cabecera que lleva años haciendo listas literarias, se trata de uno de los cien títulos fundamentales del siglo XX.

En 1986, el cineasta francés Jean-Jacques Annaud rodó la adaptación cinematográfica, con Sean Connery en el papel protagonista de Guillermo de Baskerville, y Christian Slater como Adso de Melk.

15.7.11

Especialista inglesa faz balanço 'catastrófico' das PPP's na Saúde

"Quando se vai para o mercado, as pessoas que não têm acesso ao sistema tornam-se invisíveis", diz Allyson Pollock, especialista em política de saúde pública na Universidade de Londres.

No Reino Unido "há hoje 450 mil pessoas que dantes estariam cobertas pelo SNS e deixaram de estar", calcula a investigadora, com os maiores cortes a abater-se sobre "o apoio aos idosos, cuidados continuados e no tratamento de doentes psiquiátricos e dos crónicos". Para Allyson Pollock, as PPP's são o caminho da privatização como no sistema norte-americano, com os utentes a pagarem mais e onde há "71 milhões de pessoas sem acesso ou com acesso limitado à saúde", cidadãos que são "invisíveis para o sistema, porque o mercado só se interessa por quem pode pagar".

Em entrevista à revista Visão, esta Professora de Saúde Pública que investiga a fundo os planos de privatização do sistema público de saúde inglês, aponta as desvantagens dos modelos de Parceria Público-Privado nesta área. "Há que vê-las como parte de uma política de privatização", explica Allyson Pollock, um processo que começa pelos terrenos e pelos edifícios e avança pelos seviços de apoio e pela contratação externa. Mas para além da "mudança da relação entre os cidadãos e os seus serviços", é nos custos que está a diferença deste modelo.

Esta investigadora diz que as PPP's "têm custos altíssimos" logo à partida por causa do pagamento das administrações às equipas de consultores, advogados e contabilistas que o Estado e os privados contratam "quer antes do contrato, quer quando surgem problemas". Allyson desmente a propaganda dos políticos que apostaram nas PPP's dizendo que o risco é transferido do público para os privados. "Esse risco tem um valor, fixado pelo mercado. O público tem de pagar as altas taxas de juro resultantes desse risco mais o retorno que os accionistas exigem", explica a professora que já dirigiu centros de investigação de Saúde Pública na Universidades de Edimburgo e Londres.

Também a falta de transparência do sistema é apontada como alarmante neste negócio das PPP's na Saúde. "Nem o Governo nem o sector privado querem que o público saiba bem o que se passa", porque os privados obrigam ao sigilo comercial nos contratos. Feita as contas, Allyson Pollock explica porque é evidente que as PPP's saem sempre mais caras ao erário público que o SNS: "o governo recorre ao capital de risco e aos bancos, quando, se pedisse os empréstimos directamente, arranjava muito mais baratos".

Paraguay extradita a Argentina a ex militar acusado de crímenes durante la última dictadura

El ex militar argentino Norberto Atilio Bianco podría 
pagar una pena de hasta 10 años de cárcel. (Foto: Archivo)
El ex militar argentino Norberto Atilio Bianco será extraditado este viernes por la Justicia paraguaya a Argentina, país que lo solicita para que responda por varios delitos cometidos durante última dictadura castrense (1976-1983). Bianco, ex traumatólogo del Hospital Militar de Campo de Mayo, en Argentina, partirá del aeropuerto internacional Silvio Pettirossi, de la ciudad de Luque, aledaña a Asunción, en un vuelo de Aerolíneas Argentinas, informó la Policía Nacional.

El galeno ex funcionario de la última dictdura argentina tiene 66 años y es acusado por los delitos de privación ilegítima de libertad, tormentos y homicidio, en transgresión de los artículos 79, 140 y 144 del Código Penal de Argentina, por lo que puede ser condenado a una pena máxima de 10 años.

Tuvo participación en la detención de las ciudadanas argentinas María Eva Duarte De Aranda y Silvia Quintella Dallastra, arrestadas ambas en estado de gravidez, durante los meses de junio de 1977 y agosto de 1978, según fuente judiciales argentinas.

En ese período ambas mujeres fueron alojadas en el sector de epidemiología del Hospital Militar de Campo de Mayo, dependiente operativamente del Comando de Institutos Militares durante los años 1977 y 1978, lugar donde dieron a luz a sus respectivas criaturas, cuyos paraderos se desconocen.

El acusado fue condenado a arresto domiciliario en Paraguay desde el 7 de mayo de 2008, al encontrarse con problemas de salud, y su extradición ocurrirá varios años después ante la apelación de la sentencia presentada por su defensa y que luego fuera ratificada por el Tribunal de Apelación y la Corte Suprema de Justicia.

La solicitud de extradición fue hecha por el abogado Alberto Martín Suárez, juez Penal Federal de San Martín, provincia de Buenos Aires.

Esta será la segunda vez que el ex médico será extraditado a su país, pues en 1997 fue enviado a la Argentina donde fue condenado a 11 años de cárcel, de los cuales cumplió sólo dos, y al ser excarcelado retornó a Paraguay.

Com bombas e jatos d'água, polícia acaba com megamanifestação estudantil em Santiago

via OPERA MUNDI

De nada adiantou a Intendência Metropolitana (governo regional) de Santiago proibir a marcha dos estudantes a partir da Praça Itália, localizada no centro da capital do Chile. Tampouco as barricadas policiais em frente ao palácio presidencial de La Moneda foram suficientes para deter o ímpeto dos manifestantes. 

Uma multidão de 80 mil pessoas (segundo os organizadores, 20 mil segundo a polícia) participou de uma nova marcha pedindo mudanças radicais no sistema educacional chileno. O evento no entanto, foi duramente reprimido pelas forças de segurança locais, terminado no confronto mais violento já verificado desde o começo da série de manifestações. Os comícios programados pela organização não puderam ser realizados devido à intervenção da polícia.

 
 

A marcha foi organizada por entidaes estudantis e conta com o apoio dos sindicatos de professores. O objetivo dos manifestantes é propor uma alternativa ao GANE, polêmico projeto do governo chileno para a área de Educação e acusado de ser um tubo de ensaio para iniciar uma onda de privatização do setor. Às 11h locais (12h de Brasília), uma multidão de cerca de 80 mil pessoas, segundo cálculos dos organizadores do evento, iniciou a passeata. Ela terminou na Praça dos Heróis, em frente à embaixada do Brasil, às 13h30 (14h30 de Brasília). Leia mais: Governo do Chile consegue apoio dos reitores para aprovar reforma educacional Estudantes chilenos iniciam nova marcha em defesa da educação Governo do Chile consegue apoio dos reitores para aprovar reforma educacional Trabalhadores da Codelco retomam atividades após paralisação Com greve no setor do cobre, manifestações contra presidente do Chile se intensificam A Intendência Metropolitana da capital chilena havia solicitado aos organizadores que realizassem a manifestação nas proximidades da Universidade de Santiago (zona oeste da capital chilena), e longe do centro. Mas a Confech (Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile, principal organizadora da passeata) já havia montado seu palanque na Praça dos Heróis e insistiu em realizar a marcha pelo mesmo trajeto percorrido nas manifestações anteriores. Início pacífico Às 11h, após um diálogo entre o presidente do Sindicato dos Professores, Jaime Gajardo, com comandantes da força policial, os estudantes começaram a transitar pela Alameda Bernardo O'Higgins, a principal via da cidade.
O desfile dos estudantes pela alameda se desenvolveu com certa tranquilidade, apesar da falta de autorização, e contou com uma série de manifestações artísticas. Diversos grupos de percussão, de diferentes universidades, se encarregaram de ditar o ritmo. Alguns grupos de teatro universitário também realizaram performances especiais, assim como os alunos do curso de artes cênicas da Universidade de Santiago, que se fantasiavam de personagens emblemáticos da história chilena, como os ex-presidentes Salvador Allende e Frei Montalva. Mesmo em setores onde havia barricadas policiais, como na Plaza de la Ciudadania, em frente ao Palácio de La Moneda, a passeata não registrou maiores incidentes. 

 

Ainda durante a marcha, a presidente da Confech, Camila Vallejo, em entrevista ao Opera Mundi, procurou destacar o caráter pacífico da manifestação. O objetivo, segundo ela, é demonstrar o descontentamento dos estudantes com o projeto do governo para a educação, o  GANE, apresentado pelo governo na semana passada. Segundo ela, "as autoridades estão querendo impor um acordo sem antes falar com os estudantes. O GANE não considera nossas principais demandas, os estudantes somente querem dizer ao governo que o que eles oferecem não é suficiente". O confronto O palanque montado na Plaza Los Heroes já estava completamente tomado pela multidão às 13h (hora local), quando se iniciaram os discursos das lideranças do movimento. Porém, vinte minutos depois, justamente quando o presidente do Sindicato dos Professores, Jaime Gajardo, iniciaria uma série de discursos, os conflitos começaram.  Tanques passaram a lançar jatos d’água, policiais jogavam bombas de gás lacrimogêneo e tropas montadas cercaram a praça. Dezenas de estudantes reagiram ao cerco policial atirando pedras e pedaços de madeira. No início das hostilidades, Gajardo chegou a pedir para os policiais não atacarem os manifestantes, e para os estudantes que não reagissem às provocações. Porém, o confronto se intensificou e o presidente do sindicato dos professores, entre lágrimas e uma tosse intermitente, tratou de fazer um apelo à autoridade: "Espero que o Sr. Echeverría (prefeito de Santiago) tome consciência do que está fazendo! Essa é uma marcha pacífica, não podem nos reprimir dessa forma, somos estudantes e professores, não delinqüentes!". Porém, logo em seguida, um tanque passou ao lado do palanque e lançou uma bomba de gás, encerrando prematuramente o comício. A maioria dos estudantes se dispersou rapidamente, enquanto uma linha de frente formada por algumas dezenas deles preferiu confrontar a polícia. 

Ricardo Kotscho: Serra, Abilio Diniz e a onipotência derrotada

No final da noite de terça-feira (12), ao ler o noticiário sobre o fracasso de Abilio Diniz, 71 anos, na tentativa de fusão do Pão de Açucar com o Carrefour no Brasil e o artigo "A ética do vale-tudo" publicado por José Serra, 69 anos, na página de opinião de O Globo, apareceu-me na cabeça uma palavra pouco usual para definir os dois personagens: onipotência. Neste caso, a onipotência derrotada.

Duas definições que encontrei com a ajuda do dr. Google:

* No Dicionário Informal _ onipotência: s.f. todo poder, poder absoluto, todo-poderoso.

* No Dicionário Web _ onipotência: s.f poder supremo ou absoluto; o poder de fazer tudo.

Os dois achavam que nasceram para ser os maiorais, cada um em sua área. Filhos de pequenos comerciantes — Serra, de um feirante; Diniz, de um padeiro —, eles acreditaram no destino e jogaram suas vidas para alcançar os mais altos objetivos.

Desde pequeno, José Serra já dizia às suas tias que queria ser presidente da República. Abilio Diniz em algum momento da vida achou que poderia transformar a padaria e confeitaria do pai no ponto de partida para dominar o comércio varejista mundial de alimentos.

Serra optou pelo mundo acadêmico e, antes de se tornar um político profissional, engajou-se na luta contra a ditadura que o levou a um longo exílio. Abilio sempre foi empresário e dedicou todo seu tempo a alastrar seu império de lojas para se tornar o maior supermercadista do país, depois de uma longa disputa familiar, e da conquista, sempre por meios beligerantes, dos seus principais concorrentes.

O político elegeu-se deputado federal, senador, prefeito e governador do estado de São Paulo, sempre abandonando os mandatos pelo meio para chegar mais rapidamente ao seu objetivo maior, a Presidência da República. Foi também ministro do Planejamento e da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso. Perdeu sua primeira eleição presidencial para Lula, em 2002; a segunda, para Dilma Rousseff, apoiada por Lula, em 2010.

O empresário, que quase faliu no final dos anos 1990 do século passado, salvou-se ao se associar ao grupo francês Casino. Em 2005, vendeu ao grupo francês o controle acionário do Pão de Açucar, que entregaria em 2012, mas nunca se conformou em perder o comando. Diniz veio daquele mundo em que só há dois tipos de gente: quem manda e quem é mandado.

Por isso, resolveu dar o grande golpe de mestre da sua vida: reaver o controle do Pão de Açucar-Casino com a compra do Carrefour, utilizando para isso U$ 4 bilhões do BNDES, quer dizer, de um banco público.

Apresentados desta forma rápida e singela os dois personagens deste texto sobre a onipotência, vamos ver o que aconteceu na fatídica terça-feira, 12 de julho de 2011, em que ambos, após tantas conquistas, bateram no fundo do poço.

Vamos começar pelo ex-governador de São Paulo. Os amigos de José Serra, se é que ele ainda os tem, deveriam ficar preocupados com o artigo que ele escreveu no jornal O Globo. No tijolaço que ocupa de alto a baixo o lado esquerdo da página 7, no mesmo estilo tucano-barroco de um acadêmico que escreve todo dia no jornal, Serra joga a toalha.

Mais parece o epitáfio de um político perdedor. Da primeira à última linha, o velho político é incapaz de lançar uma proposta original para o país, qualquer ideia nova, uma utopia, um sonho que seja, como fez Marina Silva na semana passada, ao deixar o PV.

É só porrada em Lula, em Dilma, nos governos e práticas do PT num texto pobre em conteúdo e capenga na forma (repete duas vezes a palavra "malfeitos" nos três primeiros parágrafos), em que repete os mesmos argumentos da sua derrotada campanha de 2010.

Vou dar um exemplo. Só José Serra entre os tucanos ainda é capaz de escrever coisas como no parágrafo reproduzido abaixo: "Depois de um ano da primeira eleição de Lula (leia-se: e da minha primeira derrota para Lula), analisando o que já se delineava como estilo de governo, qualifiquei o esquema partidário petista como uma espécie de bolchevismo sem utopia, em que a ética do indivíduo é substituída pela ética do partido".

Acho que nem na Albânia se escreve mais essas coisas. É triste. Ao contrário do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que chega aos 80 anos de bem com a vida e ares de vencedor, cercado de amigos e homenagens, o político José Serra ficou falando sozinho. Parece ter envelhecido mal, perdido o bonde no fim do caminho.

Nem o PSDB o leva mais a sério. Depois de perder para Aécio Neves e Tasso Jereissatti todos os cargos que almejou na recente disputa interna dos tucanos, teve que se contentar com a presidência de um até então inexistente Conselho Político que inventaram para ele.

Na semana passada, convocou a primeira reunião em Brasília, e levou pronto um texto desancando Dilma, Lula, o PT e o governo para os outros assinarem. Ninguém concordou, alegando que precisavam consultar primeiro o senador Aécio Neves, ausente da reunião. Serra acabou publicando o texto, muito parecido com o do artigo de O Globo, em seu próprio blog, como se fosse o pensamento oficial do partido.

Em Paris, para onde viajou sozinho e de peito aberto para enfrentar os inimigos franceses do Casino em seu próprio território, Abilio Diniz tomou a maior surra da sua vida: por unanimidade, os conselheiros do grupo francês rejeitaram sua proposta de compra do Carrefour no Brasil.

Antes da reunião, o BNDES, por ordem da presidente Dilma Rousseff, já havia avisado que tiraria qualquer apoio à operação se Diniz não se entendesse com os sócios franceses. Abilio, como Serra, ficou falando sozinho, dependurado na brocha.

Sem perder a pose, segundo o relato da sempre brilhante correspondente Deborah Berlinck, de O Globo, encarou de bom humor os repórteres ao encontrá-los na saída da reunião: "Não, não estou chorando na calçada. Fizemos uma reunião do conselho e vamos ver o que vai acontecer".

Aconteceu que Abilio Diniz aprendeu tarde demais que ninguém pode achar que pode tudo, nem ele. Talvez pensasse nisso quando o encontrei umas duas semanas atrás na arquibancada de uma festa junina promovida na quadra do Colégio Santa Cruz, onde seus filhos pequenos e minhas netas iriam se apresentar numa dança de quadrilha.

Sentou-se a meu lado com a jovem e bonita mulher. Não conversou com ela, não cumprimentou nem falou com ninguém, não sorriu nenhuma vez. Ficou o tempo todo com o olhar fixo no horizonte. Achei que alguma coisa estranha estava acontecendo com o grande empresário. Vai ver que ele já estava prevendo o desfecho trágico desta história.

Assim como Abilio não virou o dono do mundo, Serra também não será presidente da República do Brasil na marra, xingando os adversários, só porque ele acha que está mais preparado para isso do que os outros — se é que o PSDB vá cometer o desatino de concorrer novamente com ele.