31.7.11

TERRORISMO NA NORUEGA: A marca registrada do fascismo

por Mauro Malin via Observatório da Imprensa

Duas das mais importantes revistas semanais brasileiras, Época e IstoÉ, poderiam ter disputado, no fim de semana de 23-24/7, para saber quem foi capaz de errar mais na avaliação dos violentíssimos atos terroristas cometidos na sexta-feira (22/7), na Noruega, por um fascista local.
IstoÉ errou de cabo a rabo: simplesmente atribuiu o atentado à Al Qaeda. Ilustra a reportagem com uma foto de prédios abalados em Oslo e outra de Ayman Al-Zawahiri, sucessor de Osama bin Laden.
A revista, como as demais, apresentou a Noruega como um cenário político idílico. Esse engano se repetiu em todas as mídias. Ou quase. Na noite de terça-feira (26/7), Alberto Dines abriu o programa doObservatório de Imprensa na TV com um comentário que colocou em contexto histórico o ato aparentemente desvairado de Anders Behring Breivik:
“O monstro de Oslo certamente agiu sozinho, mas ele não estava nem está sozinho. Breivik faz parte de uma legião mundial de extrema-direita que não nasceu agora, começou nos anos 20 do século passado e levou a humanidade à mais sangrenta guerra de todos os tempos. A ideologia de Breivik só difere do nazifascismo no acréscimo do ingrediente religioso. De resto, nada a diferencia do rancor hitlerista e fascista. Sua xenofobia é gêmea do Tea Party americano. O antissocialismo que levou Breivik a atacar a sede do governo e massacrar 68 jovens conterrâneos num acampamento de verão é o mesmo que leva a direita americana a travar o orçamento do país com o pretexto de que Barack Obama é socialista. A pacífica Noruega foi invadida em 1940 pelas tropas de Hitler, que lá instalaram um ditador local, chamado Quisling, cujo nome tornou-se sinônimo de colaborador do nazismo. A Segunda Guerra Mundial ainda não acabou.”
Os suspeitos habituais
A Época evitou a imagem de uma Noruega isenta de riscos, mas os atribuiu exclusivamente à hostilidade de fundamentalistas islâmicos devido à participação do país no contingente da Otan que combate o Talibã no Afeganistão e à reprodução, em jornais noruegueses, de charges dinamarquesas que, em 2005, provocaram a ira de religiosos muçulmanos.
No fim da reportagem, mencionou a hipótese de o ataque ter sido promovido pela extrema direita norueguesa, dada a nacionalidade do atirador preso, mas isso não abalou o tom geral do texto, encimado por um subtítulo onde se lia: “Um duplo atentado à [sic] bomba e a tiros, endereçado ao governo norueguês, lembra o Ocidente de que o sinistro legado de Osama bin Laden continua à espreita”.
Presente desenraizado?
Veja esperou para dar as informações corretas, embora não tenha deixado de mencionar a hipótese de uma ação de fundamentalistas islâmicos. O que não saiu a contento foi o cenário norueguês. O clichê usado na capa da revista, “Terror no país da paz”, patenteia granítica ignorância histórica.
Por sinal, a reportagem afirma, logo no início, para criar um mote com o qual “amarra” o texto no final, que Alfred Nobel, antes de morrer, em 1896, estabeleceu que a entrega do prêmio que leva seu nome seria feita na Noruega, porque ela era “um país sem apego ao militarismo e dirigido por uma elite tolerante”.
Ocorre que em 1896 a Noruega não era um país, mas parte da Suécia (desde 1814, após uma dominação pela Dinamarca que remontava a meados do século 16). Tornar-se-ia independente em 1905 e, num plebiscito, escolheria como rei um príncipe dinamarquês. O regime é desde então essencialmente democrático, em molde parlamentarista.
O colaborador norueguês
A Noruega independente é um país pacífico, que ficou fora da Primeira Guerra Mundial e teria repetido essa escolha na Segunda se não tivesse sido invadida por Hitler. A Alemanha importava da Suécia o ferro que era escoado pelo porto norueguês de Narvik e daí pelo Mar do Norte. Hitler adiantou-se aos britânicos, que teriam invadido o país para cortar esse fluxo. O exército da Noruega resistiu dois meses aos alemães até capitular, tempo suficiente para a família real e o governo buscarem refúgio.
Forças antinazistas norueguesas impuseram ao invasor uma resistência nada desprezível, que, juntamente com a possibilidade de ataque dos Aliados, obrigou Hitler a manter no país 300 mil soldados que teriam sido preciosos em outras frentes de batalha.
O Quisling mencionado por Dines no programa de TV, Vidkun Quisling (sobrenome aportuguesado como quisling, sinônimo de quinta-coluna), foi primeiro-ministro entre 1942 e 1945, sob a égide de um “comissário civil” alemão, o nazista Josef Terboven. Das fotos que ilustram este texto (publicadas na Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial, 1939-1945, vol. 4), uma mostra Quisling durante uma visita a Berlim e outra é de seu julgamento.


Por vontade própria
O que importa aqui não é a narrativa histórica, mas sinalizar para o leitor a força que teve e tem na Noruega, como na Europa inteira, nos Estados Unidos e alhures, a extrema-direita racista, antissemita, xenófoba.
Quisling era um homem da elite norueguesa, filho de conhecido pastor luterano. Foi ministro da Guerra entre 1931 e 1933. Depois, fundou o Nasjonal Samling, agremiação nacionalista que acabaria transformada em partido nazista, com escassos votos (2% nas eleições de 1935), embora tenha chegado a 45 mil filiados sob a ocupação hitlerista. Logo após o desembarque alemão, em abril de 1940, tentou sem êxito formar um governo pró-nazista. Não foi aceito. Só em 1942 conseguiu tornar-se primeiro-ministro.
Essas informações servem para sublinhar que Quisling não foi um colaborador “forçado”, ou alguém que se deixou cooptar em nome do “mal menor”. Era nazista convicto. Uma parte da intelectualidade norueguesa simpatizava com o nazismo – como, de resto, acontecia em todos os países.
O caso mais notório foi o do escritor Knut Hamsun, autor do celebrado romance A Fome e Prêmio Nobel de Literatura em 1920. O cartaz de propaganda nazista reproduzido abaixo mostra a expectativa de entendimento entre nazistas e noruegueses “contra o bolchevismo”.

Punição radical
Quisling, acusado de corrupção, assassinatos e traição, foi julgado, condenado e executado em outubro de 1945. Segundo Tony Judt (Pós-Guerra – Uma História da Europa desde 1945), na Noruega todos os integrantes do Nasjonal Samling (ele dá o número de 55 mil) foram julgados, “além de outros 40 mil indivíduos; 17 mil homens e mulheres receberam penas de detenção e trinta sentenças de morte foram expedidas, das quais 25 levadas a cabo. Em nenhum outro local as proporções [de punição a colaboracionistas pró-nazistas] foram tão elevadas”.
Segundo algumas interpretações, punições adotadas podiam ser classificadas como retaliações. Esse rigor era tanto antinazista como anti-alemão. Não funcionou para “sepultar” o radicalismo de direita, como se deu a entender depois da guerra (minha geração cresceu com essa ideia na cabeça, até que, no Brasil, a ditadura militar, com suas indisfarçáveis inclinações fascistas, enterrou ilusões).
Teimosa erva daninha
Giogio Almiranti fundou o Movimento Social Italiano, sucessor do Partido Nacional Fascista, em 1946. Franco, o ditador espanhol, governou de 1939 até morrer, em 1975. O ditador Antônio de Oliveira Salazar morreu em 1970, mas só em 1974 Portugal se viu livre do regime por ele instaurado em 1933.
Em 1999, a revista The Economist publicou um artigo cujo título é expressivo: “Fascismo ressurgente?”. O motivo imediato era a ascensão, na Áustria – país que teve proporcionalmente o maior número de nazistas, mas não os puniu em escala comparável à da Noruega e mesmo às de outros países ocupados por Hitler −, de Jörg Haider e seu Partido da Liberdade. Haider, que morreu num acidente automobilístico em 2008, propagandeava sua admiração por algumas políticas de Hitler.
Em relação à Noruega, a The Economist assinalava o crescimento do Partido do Progresso, de Carl Hagen (cerca de 15% dos votos nas eleições daquele ano; hoje, é o segundo partido no Parlamento, com 41 cadeiras), mas não o considerava uma ameaça à democracia escandinava, “menos ainda um herdeiro da depravação de Vidkun Quisling”. Entre as características do Partido do Progresso, a revista apontava o empenho em “espremer o estado de bem-estar social” e “um sopro de agressividade anti-imigrantes”.
Armas da direita
Com o terrorista Breivik o sopro virou vendaval, voltado contra noruegueses que seriam complacentes. O Christian Science Monitordisse na quinta-feira (28/7) que a oposição ao multiculturalismo e os sentimentos anti-imigrantes são “supreendentemente comuns” na Noruega.
Breivik não é louco. Ele aparentemente agiu sozinho, mas, como constatou Dines, não estava nem está sozinho. Com raríssimas exceções, atentados de direita de grandes proporções ou intensa repercussão política produziram recuos da democracia nas últimas décadas.
Isso aconteceu, por exemplo, na Itália (1976, assassinato de Aldo Moro; os autores se imaginavam de esquerda radical; 1980, atentado de Bolonha) e nos Estados Unidos (1995, bomba de Oklahoma, detonada por um simpatizante da milícia, governo Clinton; 2001, Torres Gêmeas e Pentágono, governo G.W. Bush).
Teria acontecido no Brasil em 1981, truncando a reconquista democrática, se a bomba destinada ao Riocentro não tivesse explodido no colo do sargento que a portava.
A Segunda Guerra Mundial derrotou Mussolini e Hitler, mas não o fascismo, que brota e rebrota indiferente ao grau de severidade com que seus praticantes tenham sido punidos após a vitória aliada.
As revistas que noticiaram o terror em Oslo informaram, na edição do mesmo fim de semana, que a prefeitura de Wunsiedel, sul da Alemanha, decidiu destruir o túmulo do segundo homem na hierarquia nazista, Rudolf Hess, exumar seus ossos, cremá-los e jogar suas cinzas no mar, para acabar com a peregrinação de neonazistas ao cemitério onde ele estava enterrado havia quase 25 anos.
A consciência dessa desafiadora realidade está um pouco distante das redações brasileiras.

¡VIVA EL PERÚ CARAJO! - Povo Peruano celebrou o dia da independência e seu novo Presidente Ollanta Humala

Fotos del 28 de Julio 2011 en Lima Perú, día del 190 aniversario de la independencia del Perú y la toma de posesión del Presidente Ollanta Humala.
¡OLLANTA HUMALA PRESIDENTE!

Chile: Forte mobilização social põe em evidência profunda crise política do regime

via kaosenlared.net
Camila Vallejo presidenta de la Federación de Estudiantes de la U. de Chile FECH
Parece ser que en algunos países de América Latina los problemas societales tienden a expresarse políticamente, e incluso más allá, dado un cierto desarrollo se manifiestan como crisis políticas, así ocurrió en Venezuela, en Bolivia, en Ecuador y ahora en Chile, con esto quiero decir que no son los problemas socioeconómicos los que logran movilizar ampliamente a los sectores sociales sino aparecen como una movilización social por reivindicaciones que algunos politólogos han denominado sin mucho rigor como “pos materiales”.
Lo de “pos material” y su sentido, después de lo material o más allá de lo material, nos parece una categoría insuficiente porque esconde la secreta ilusión de la sociedad del bienestar que da por superados los problemas socioeconómicos, cuestión que la actual crisis capitalista en EEUU y Europa ha echado por los suelos y que el movimiento de los “Indignados” ha puesto en evidencia cuando los jóvenes pintan carteles como “rebeldes sin casa”, no puede haber nada más material que el problema de la vivienda que no ha sido resuelto para los jóvenes, no puede existir nada más concreto-material que resolver el problema del empleo o como cuando se plantean problemas como los ecológicos por ejemplo, lo “pos material” daría la idea de no ser materiales o los problemas de la educación podrían resolverse con efluvios de una extraña energía etérea.
Ahora la composición social de esta movilización social, que tiende a constituirse en sujeto es amplia: son capas medias, sectores de trabajadores, resistencias de los pueblos originarios como en Bolivia, Ecuador, Chile, junto a otros sectores de masas empobrecidas.
En realidad estos movimientos sociales han logrado instalar en la agenda social y política a través de su movilización las problemáticas que el capitalismo decadente en su espiral regresiva va dejando. Son reivindicaciones de supervivencia frente a la depredación capitalista. Estas mismas movilizaciones van poniendo en evidencia los límites que la democracia representativa tiene para procesarlas y se vuelven eminentemente políticas.
Ocurre entonces que es la movilización social, los niveles de conciencia que esta alcanza, la que va descubriendo que es en el ámbito político en donde en última instancia se comienzan a resolver los problemas.
Esto no significa que los problemas socioeconómicos: las desigualdades sociales, las injustas redistribuciones del ingreso, los bajos salarios, la pobreza, la marginalidad dejen de existir o no estén presentes, lo están, pero de una manera subordinada a los problemas políticos, la gente visualiza a las “clases políticas” como las responsables del conjunto de la situación, se cansa de su demagogia e ineficiencia, de sus corrupciones, de sus privilegios, de sus amarres, todo esto se vuelve más visible y central que la explotación y la dominación cotidiana que el peso ideológico, la hegemonía ha logrado invisivilizar o hacer aparecer como el estado natural de las cosas.
Es así como en Chile, huelgas como las de los trabajadores del cobre y otras como el movimiento de resistencia Mapuche, la poderosa movilización ecologista, las justas luchas de las orientaciones sexuales diferentes, y el magnífico movimiento estudiantil con el emblemático liderazgo de Camila Vallejo presidenta de la FECH han puesto en jaque no solo “la nueva forma de gobierno” que no era sino una versión remozada de un gobierno gerencial y tecnocrático del Presidente Piñera, sino una crítica más profunda al conjunto del sistema de dominación política que se instaló con un pacto a espaldas y contra los sectores populares al término del régimen dictatorial, ese pacto ha quedado obsoleto, la gente quiere una participación efectiva en la resolución de los graves problemas que la aquejan.
La movilización estudiantil que ha sido la más consistente y continuada si bien logró la salida del ministro de educación, una gran victoria, por otro lado provocó un reajuste ministerial que implicó la toma de la ultraderechista UDI del gobierno
Este pacto oligárquico entre las coaliciones de derecha y la centro derecha, que se expresaba en la Alianza por Chile y la Concertación por la Democracia respectivamente llegó a su fin y tiene profundamente cuestionado tanto a los unos como a los otros, la movilización social cambió definitivamente el escenario social y político y ya nada volverá a ser como antes.
Mientras más se demore el gobierno en aceptar esta situación más se acrecentarán las movilizaciones porque el malestar es mayoritario y profundo, se trata, desde luego, de abordar la especificidad de cada problema, pero al mismo tiempo situarlo en la problemática más general y sustancial la de un sistema político que ya no representa el actual nivel de conciencia social que tiene Chile.
La respuesta de este gobierno a semejante crisis es absolutamente insuficiente y apunta en la dirección equivocada, porque tiene limitaciones estructurales, aparte de los errores coyunturales iniciales como el gobierno de la tecnocracia gerencial, que terminó en el más rotundo fracaso, está la imposibilidad de resolver los conflictos de intereses y la estrechez que impone el modelo neoliberal. Como va a resolver este gobierno el problema del lucro en la educación cuando importantes sectoresde apoyo al gobierno están comprometidos en el negocio y no solo eso, su ideología mercantil la considera legítima, de ahí su calificación de ideológico a todos aquellos que cuestionan la compra y venta de este “bien de consumo” como el propio presidente calificara a la educación.
La presencia de la UDI y el manejo, ahora con otra política de las acciones gubernamentales no va resolver la crisis sino podría agudizarla, el populismo clientelar ya no es suficiente y el llegar a acuerdos con una concertación prácticamente sin peso, ni fuerza no sirve.
Ha sido tal la influencia de la movilización social que ha puesto y con firmeza en la agenda de la discusión pública dos cuestiones centrales: lo de la “Asamblea Constituyente” y lo de la nacionalización del cobre para financiar una educación de calidad y sin costo.
Ahora la batalla por la “Asamblea Constituyente” recién comienza y aunque esta representa la salida más democrática e incluyente, Chile no tiene una tradición en este sentido, como la tiene Ecuador por ejemplo, y por lo tanto los esfuerzos deberán ser más intensos y las batallas más duras, la Constituyente no va a concretarse por su propio peso, tendrá que ser producto de una lucha denodada.
De hecho ya el Partido democratacristiano por su propio fuero e independientemente de la Concertación está planteando reformas constitucionales como un manera de desviar el proceso de la Constituyente, y procurar salvar los muebles al régimen, esta es una trampa hábil que entiende la profundidad de la crisis, pero no es la forma más democrática de resolverla, esta situación debe solventarse con la participación efectiva de todos los ciudadanos.
Además siempre surge esta pregunta ¿Por qué la Democracia Cristina no planteó e impulsó estas reformas constitucionales en alguno de los 20 años que estuvieron en el gobierno?
Es en situaciones como esta que se pone en evidencia la demagogia y el oportunismo de estos partidos burgueses en el último congreso ideológico del partido Demócrata Cristiano el ex candidato y ex presidente de la República Eduardo Frei Ruiz-Tagle, planteaba la "Asamblea Constituyente" como una de sus propuestas, hoy no dice una sola palabra.
Una “Asamblea Constituyente” y soberana se vuelve absolutamente necesaria para terminar definitivamente con el modelo de simulación democrática que dejó la dictadura y de la cual se han aprovechado los miembros de la llamada “clase política” usufructuando entre otras cosas del sistema binominal que constituye una verdadera lacra.
Hay un hecho que no podría enorgullecer a nadie todavía tenemos la Constitución Pinochetista reformada por El ex presidente Lagos y a eso hemos estado llamando democracia.

30.7.11

Pelé cutuca Teixeira, que o excluiu do sorteio da Copa

via BRASIL 247

Pelé cutuca Teixeira, que o excluiu do sorteio da CopaFoto: JONNE RORIZ/AGÊNCIA ESTADO

EXCLUÍDO DA LISTA DA CBF PARA O SORTEIO DOS GRUPOS, ELE DISSE QUE NÃO ENTRA ONDE NÃO É CONVIDADO

Por Agência Estado
30 de Julho de 2011 às 07:52Agência Estado
A um dia do sorteio das Eliminatórias da Copa, primeiro grande evento que antecede o Mundial que será realizado no Brasil em 2014, as figuras mais representativas da organização demonstram que não se entendem. Nesta sexta-feira, na apresentação de Pelé como embaixador da Copa, as desavenças entre governo federal e CBF foram mais uma vez declaradas.
Ao lado de Pelé, o ministro do Esporte, Orlando Silva disse que a presidente Dilma deseja que o Mundial tenha "a cara de Pelé". Na Copa da França, o Comitê Organizador Local (COL) ficou a cargo de Platini. Na Alemanha, com Beckenbauer. No Brasil, Pelé foi preterido, já que Ricardo Teixeira fez questão de assumir as rédeas. O posto de embaixador, dado a Pelé por Dilma, foi a forma encontrada de capitalizar a imagem do Rei do Futebol em prol do Mundial.
Em entrevista coletiva, Pelé mostrou-se chateado por não ter sido convidado por Teixeira para o sorteio das Eliminatórias, que acontecerão neste sábado, na Marina da Glória. "Só vou a uma festa se for convidado. Eu não vou na casa de ninguém se não for chamado", comentou. "A CBF tem um presidente e ele decide quem convida ou não. Se não me chamou, não vou."
No começo da semana, o presidente da CBF garantiu que Pelé havia sido convidado pela Fifa para participar do sorteio. O ex-craque vai estar na cerimônia, mas por interferência direta de Dilma. Mais tarde, o COL e a Fifa divulgaram nota parabenizando Pelé pelo cargo e revelando que, em abril, o ex-jogador foi convidado a ser uma das estrelas do sorteio. Por e-mail, teria recusado alegando outros compromissos. "O evento agora está completo", diz a nota.
Ainda em sua coletiva, Pelé foi perguntado sobre a discussão entre o presidente da CBF e um jornalista inglês, mais cedo, na Marina da Glória. Teixeira teria chamado o repórter de corrupto. "Isso não é bom para o Brasil. Infelizmente, as pessoas falam mais do que sabem. A controvérsia é desnecessária", lamentou Pelé. Depois, amenizou o discurso e fez questão de ressaltar que o presidente da CBF e do COL pode ter sido mal interpretado pela imprensa.

28.7.11

O DEPOIMENTO DE UM MÉDICO BRASILEIRO, FORMADO EM CUBA, QUE ATUA JUNTO ÀS COMUNIDADES INDÍGENAS DA VENEZUELA

via CUBA DEBATE

Marcus
El Dr. Marcus Dutra en Nabasanuka.
El Dr. Marcus Dutra, médico brasileño graduado en la Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM), ha escrito a Arleen Rodríguez un comentario, a propósito del artículo El hombre del año, que no quisiéramos dejar de compartir con nuestros lectores. Marcus se encuentra prestando servicios en una comunidad indígena llamada Nabasanuka, en Delta Amacuro, Venezuela.
Arleen querida,
No había visto el texto que escribiste por Cubadebate, gracias por las palabras que me dedicas. Seguro que si no fuera por la Revolución cubana y la Revolución bolivariana jamás sería posible nada de eso.
Y qué casualidad que me hayas enviado el correo hoy; ayer por la noche, a las 4 de la mañana en punto, yo había realizado un parto a una señora con eclampsia, convulsionó, le apliqué todo el tratamiento y las medidas en lo posible, pues yo no cuento aquí con todos los recursos de un hospital, ni tenía tiempo para trasladarla a otro centro porque era de madrugada.
La lancha del ambulatorio no tenía una sola gota de gasolina, y ya ella había empezado a parir. El hecho es que después de todo el estrés de la situación, donde era posible que ella no viviera, bueno, al final nació bien el niño, un varón, gordito. La madre comenzó a mejorar, estuve toda la noche a su lado, pendiente de cualquier cosa. Ella se mejoró, no convulsionó, la presión se normalizó, ya no tenía dolor, estaba tranquila, el medicamento iba bajando lentamente junto al suero… Todo se calmó.
Cuando ella se durmió y yo pude salir afuera a tomar aire, eran como dije las 4 de la mañana. Caminé por el pequeño muelle que hay frente al ambulatorio, hecho de tablas semipodridas, un silencio tomaba cuenta de la comunidad, algunas casitas con las luces prendidas brillando solo lo suficiente que permiten las velas, un perro acostado sobre las tablas, y el silencio profundo de todo ese pueblo. No podia dejar de sentirme feliz por haber ayudado a la madre y a su hijo. Un orgullo sano tomó cuenta de mi alma, y al sentir eso no podia dejar de preguntar:
coño, ¿sabrá Fidel la exacta dimensión del bien que ha hecho a la humanidad? ¿Acaso imaginará que en una pequeñísima comunidad del estado más pobre de Venezuela frente al Orinoco, a las 4 de la mañana hay un médico hijo de la ELAM salvando a la gente que había sido olvidada por todos? ¿Podrá él comprender cuánto lo necesitan, cuánto se necesitan hombres como él para hacer la felicidad de los seres humanos? ¿Entenderá que no hay palabras suficientes para calificarlo? Y acaso, ¿sabrá el niño algún día que si no fuera por Fidel Castro él mismo no tendría vida?
Es decir, sin Revolución no habría ELAM, sin ELAM yo no habría sido medico, y si yo no estuviera acá, en el momento que convulsionó la madre y hubiera actuado a tiempo el niño probablemente iba a morir, o quizás la madre. Fue entonces, Arleen, que sentí más que nunca el orgullo de todos los internacionalistas cubanos, los que partieron a Argelia en el 60, los que fueron al Congo, los que estuvieron con el Che en Bolivia, los que pelearon en Angola, y sentí un frío en la barriga, Arleen, cuando me enteré de que ahora yo soy un internacionalista cubano también… un soldado, un revolucionario, a la orden de la Revolución cubana, y de este increíble gigante, Fidel Castro
Si algo no se entiende de esto que escribo de manera apurada, es que el deseo de compartir eso contigo es muy fuerte, y no puedo dejar para después. Además ya tocan a la puerta, llamando por el médico, parece que viene un niño con deshidratación. Tengo que ir. Cuídate mucho por allá, gracias por las palabras tan bellas,  y sí, claro que puedes compartir mi correo, no hay problema, un beso grande.
Marcus
marcus venezuela medicos
Un niño del Delta Amacuro. Foto: Marcus Dutra
Niños. Foto: Marcus Dutra
Niños. Foto: Marcus Dutra
Lo que se ve desde mi ventana. Foto: Marcus Dutra
Lo que se ve desde mi ventana. Foto: Marcus Dutra
El caserío al pie del Orinoco.
El caserío al pie del Orinoco.
El Río Grande. Foto: Marcus Dutra
El nombre del río es de origen tamanaco, quienes lo llamaban Orinucu.. Foto: Marcus Dutra
Foto: Marcus Dutra.
El día a día. Foto: Marcus Dutra.

UM SOM PARA QUINTA FEIRA: OMARA PORTUONDO CANTA "DOS GARDENIAS" E "BESAME MUCHO"

Cardenal Óscar Andrés Rodríguez pretende que “sabe” quién interviene a teléfonos en Honduras

EL LIBERTADOR – El cardenal hondureño golpista Óscar Andrés Rodríguez, en su testimonio ante la Comisión de la Verdad y Reconciliación (CVR) aseguró decir quiénes son los que intervienen los teléfonos en el país.

En la comparecencia, el religioso ultraderechista afirmó sin prueba alguna: “Cuando estaba el presidente Zelaya en la Embajada de Brasil, yo le mandé a monseñor Pineda 3 veces…incluso pedí permiso a la Policía…, a las 4:00 de la tarde interceptaron una grabación que yo la oí, del presidente Hugo Chávez hacia Zelaya, donde decía secuestren a este hijo de tantas y van a tener a la iglesia y al Estado de rodillas”.

El purpurado comentó que policías y militares que rodeaban la embajada de Brasil donde se encontraba el ex gobernante le dijeron que “no hay permiso para que entre a la Embajada” porque el propósito –añadió– era dejarlo de rehén.

También le dijo a los comisionados que en la visita que el obispo auxiliar de Tegucigalpa, Juan José Pineda a la legación diplomática, “vio algunos soldados, o agentes, o policías venezolanos armados”.

Lo manifestado por el jerarca de la iglesia coincide con las denuncias de espionaje telefónico y cibernético que ha padecido el presidente Porfirio Lobo en los últimos días,  donde “ciberpiratas” se han introducido en la computadora personal de Lobo con el fin de obtener información clave, aprovechando la escasa seguridad que las redes de internet de Casa Presidencial poseen.

Gobierno boliviano denuncia que DEA y NAS sabían que General René Sanabria traficaba drogas

via CONTRAINJERENCIA
El gobierno de Bolivia denuncia que las dos agencias antinarcóticos estadounidenses, la DEA y la NAS, conocían que el ex director de la Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN) René Sanabría traficaba con drogas.

“La detención del general responde a una estrategia de la DEA y los Estados Unidos. Sanabria ha sido, desde 1995, funcionario de la DEA. Un amigo personal de Sanabria es un agente de la NAS en la embajada de Estados Unidos en nuestro país. Cómo puede ser que un hombre que conoce el movimiento del narcotráfico en nuestro país no sepa que el general Sanabria traficaba droga a Estados Unidos. Había un conocimiento de la DEA”, sentenció el viceministro de Coordinación Gubernamental, César Navarro.

La autoridad brindó el apellido del presunto funcionario de la agencia antidroga que tenía relación con el ex jefe de la FELCN, sin embargo, el mismo no pudo ser verificado.

El general René Sanabria fue director del Centro de Inteligencia y Generación de Información, una extinta unidad que era parte del Ministerio de Gobierno. Fue detenido por la Interpol el 24 de febrero en Panamá y actualmente está detenido en Miami, Estados Unidos.

Hace un mes se declaró culpable de conspirar para traficar con sustancias ilícitas. Su sentencia será leída en septiembre.

Desde que estalló el caso, el Gobierno expresó sus susceptibilidades por la actuación de Estados Unidos y otros países en la detención del general.

El presidente Evo Morales llegó a acusar a la DEA de utilizar a expertos en investigar al narcotráfico de países vecinos para usar a personas implicadas con el narcotráfico y denigrar a Bolivia y a su Policía.



Morales, además, atacó, entonces, duramente a Chile por no haber comunicado al país de los operativos realizados en Arica para descubrir a Sanabria.

Asimismo, los asambleístas del oficialismo afirmaron que la detención del general de Policía fue efectuada por Estados Unidos para dañar la imagen internacional de Evo Morales.

Ayer, en Nueva York, el Presidente manifestó por segunda vez que teme que los operadores del Gobierno estadounidense lo involucren con el narcotráfico.

Risco de calote dos EUA faz mercados falarem em "cataclismo"

via Carta Maior

Os Estados Unidos estão a uma semana de serem obrigados a suspender os pagamentos à sua administração pública, aos veteranos de guerra e a credores estrangeiros se o governo Obama e o Partido Republicano não resolverem a queda de braço em torno do limite da dívida pública. Fundo Monetário Internacional e Wall Street falam em "cataclismo" de âmbito mundial se esse cenário se concretizar. A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB do país.

Existe a convicção de que as duas partes não irão até à ruptura mas reina o nervosismo nos mercados financeiros e respectivos símbolos, desde a diretora geral do FMI a Wall Street, que não hesitam em recorrer à palavra “cataclisma” de âmbito mundial se o cenário se concretizar.

São muitas as divergências entre Obama e os democratas de um lado e os republicanos, que dominam a Câmara dos Representantes, do outro. No entanto, que impede verdadeiramente o acordo é o calendário para integração do limite do déficit no orçamento. A Casa Branca insiste que a alteração deve fazer-se de uma só vez, válida até 2013, portanto já depois das eleições presidenciais do próximo ano. Os republicanos, através do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, pretendem que a operação seja a dois tempos: um aumento até fevereiro ou março de 2012 e o outro até 2013.
Obama contesta porque, em seu entender, uma crise do mesmo tipo seria reaberta dentro de nove meses, praticamente já em plena campanha eleitoral; Boehner argumenta que o presidente “quer um cheque em branco”. Analistas políticos norte-americanos consideram que o duelo é uma verdadeira queda de braço com um conteúdo eleitoral em que ambas as partes testam reacções perante as suas próximas linhas econômicas e orçamentárias.
Na sequência de uma mensagem televisiva presidencial pedindo aos cidadãos para que pressionem seus representantes sobre a necessidade de se entenderem, Washington tem estado nas últimas horas sob uma tempestade de chamadas telefônicas e mails, sufocando comunicações, websites de representantes e agitando o Twitter através da campanha“Fuck You Washington”.
A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB, e, mais do que a definição do limite da dívida, o que divide os dois partidos do sistema de poder norte-americano são os conteúdos das reduções de gastos que devem acompanhar esse aumento. Os republicanos pretendem cortes entre 2,7 e 3 trilhões e os democratas vão até 1 trilhão contando com mais 1,2 trilhões que viriam da retirada de tropas do Afeganistão e do Iraque.
Os números nem sempre dão uma ideia da envergadura dos montantes envolvidos, o que levou um website a defini-la graficamente a partir da acumulação de notas de cem dólares de modo a perfazerem o total da dívida do Estado federal norte-americano. Os resultados podem ser encontrados aqui.
As agências de classificação de risco, que mantêm a dívida norte-americana sob pressão, consideram que sem cortes de despesas de 4 trilhões de dólares não haverá condições para travar a “indisciplina orçamentária”.
A imprensa norte-americana recorda que desde que o aumento da dívida norte-americana se tornou vertiginoso, a partir das administrações Reagan nos anos oitenta, os limites já foram alterados cerca de 40 vezes, o que torna inusitado o prolongamento da resistência republicana em relação ao teto. Alguns órgãos da imprensa europeia lembram também que os alargamentos dos limites das dúvidas públicas são frequentes em Estados da União Europeia, inclusivamente na Alemanha, que em 1949 estabeleceu na sua Constituição um limite para o déficit e logo deixou de cumprir essa norma.