9.3.12

Sacolinhas: Coisas que a mídia não fala.

Conar suspende campanha da APAS que prega o banimento de sacolas plásticas


A campanha publicitária da Apas sobre as sacolas plásticas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu por unanimidade, no dia 1º de março, pela suspensão da campanha Vamos tirar o planeta do sufoco, veiculada em jornais, revistas, internet, outdoor e materiais promocionais e ações internas nos supermercados, com objetivo de mostrar as sacolas plásticas como vilãs do meio ambiente. A campanha é uma iniciativa da Associação paulista de Supermercados (Apas) e do Governo do Estado de São Paulo.

A campanha publicitária da Apas sobre as sacolinhas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho, especialmente no aspecto que zela pela sustentabilidade, pelas questões socioambientais e pelo direito do consumidor.

A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br

Saiba mais no www.blogdojoaogabriel.blogspot.com

Com lançamento de ousado empreendimento turístico Cuba chama investidores internacionais

Dentro das reformas econômicas que vem acontecendo em Cuba, é lançado o Punta Colorada Cuba Golf Marina que será um complexo com hotéis, resorts, marinas, campos de golfe e tem objetivo de aumentar o fluxo turístico à Ilha e garantir a entrada de capital internacional. Vejam o vídeo do lançamento do empreendimento:

Lídia Possas: luta feminista é espaço para uma nova democracia

por André Carvalho via Sul 21

Antônio Milena/ABr
"Não há uma guerra entre os sexos, mas sim uma guerra contra as resistências da sociedade como um todo", diz historiadora da Unesp | Foto: Antônio Milena/ABr
Doutora e coordenadora do grupo de pesquisas LIEG (Laboratório de Interdisciplinar de Estudos de Gênero) da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), em Marília, a historiadora Lídia Maria Vianna Possas afirma que a luta feminista alcançou um estágio de pluralidade na América Latina. Com o qual, aparentemente, ainda enfrentamos dificuldades em lidar. “A gente não pode falar hoje em movimento feminista, a gente fala hoje em movimentos feministas, porque você vai ter colorido e nuances muito diversificados na América Latina”, afirma. “Democracia não é plasmar em uma homogeneidade. Hoje nós vivemos um momento muito rico, com a presença do que chamamos de polifonias femininas”, acrescenta a historiadora.
Em entrevista ao Sul21, concedida durante as atividades do Seminário Internacional Mulheres e a Segurança Pública, em Porto Alegre, Lídia Possas falou, a partir de uma perspectiva histórica, sobre a luta das mulheres sul-americanas por igualdade, em um processo que respeite a heterogeneidade das demandas feministas. “Ainda são visíveis as dificuldades que as mulheres têm para alçar postos políticos, lugares de poder”, diz a historiadora. “Não há uma guerra entre os sexos, mas sim uma guerra contra as resistências da sociedade como um todo”.
Sul21 – Quando teve início a luta das mulheres sul-americanas pela igualdade de direitos?
Lidia Possas - Todas as nossas lutas políticas, enquanto feministas, sempre tiveram como referência a Europa. Sempre foi um modelo branco europeu ou branco estadunidense. Mulheres de classe média. Eu observo que no final do século XX, com a redemocratização da América Latina, com o processo de consolidação da democracia e o fim da guerra fria, a democracia e a igualdade passaram a ser principios. Mas não uma igualdade a partir de um modelo que seria a igualdade da revolução francesa: uma igualdade diferenciada, uma igualdade que respeitasse as multiplicidades. Entretanto, dentro dos movimentos feministas, que é de natureza política, houve uma implosão, porque a direção do movimento de feministas era composta por mulheres, geralmente intelectualizadas e de esquerda. Elas tinham como princípios a luta contra o capitalismo e a luta contra as ditaduras militares. Só que passada a ditadura, estas feministas perceberam que havia outros movimentos de mulheres que não eram intelectuais nem de esquerda. E que levantavam outras bandeiras: elas queriam creches, elas queriam condições, elas queriam combate a inflação, pois nós saímos da ditadura com uma inflação altíssima.
Sul21 – Quais são as consequências dessa implosão para os dias de hoje?
Lidia Possas – Hoje, os movimentos de mulheres são diferentes, com demandas bem diversificadas. Há o movimento de mulheres e o movimento de feministas. O movimento de mulheres atende os anseios de suas comunidades e, é claro, as feministas tiveram que incorporar isso como lutas e bandeiras feministas. A gente não pode falar hoje em movimento feminista, a gente fala hoje em movimentos feministas, porque você vai ter colorido e nuances muito diversificados na América Latina. Hoje nós vivemos um momento, uma conjuntura muito rica, da presença dessa multiplicidade, daquilo que chamamos de “polifonias femininas”, quer dizer, as várias vozes das mulheres. E a gente tem uma dificuldade de viver com a heterogeneidade. Uma democracia não é plasmar em uma homogeneidade, pelo contrário. Mas muitas vezes as pessoas acreditam que sim, dizendo que a voz da maioria é a voz de todos. E pelo menos na luta feminista, nós estamos exercitando uma nova democracia, ou uma prática democrática que não estava na Revolução Francesa. Porque lá eles vêm de uma sociedade aristocrática, de bens de nascimento, baseada na individualidade da pessoa, na propriedade privada, onde todo mundo é igual perante a lei. Isso foi um grande engodo, porque quem era igual perante a lei?
Su21 – A lei da igualdade era diferente para os dois sexos…
Lidia Possas – A Revolução Francesa foi um grande retrocesso para as mulheres. Elas lutaram na revolução e voltaram pra casa, porque o ideal republicano instalado era de que elas se tornassem mães, produzissem cidadãos para a república. Então a maternidade foi exacerbada. E nós estamos hoje lidando com isso. E pra lidar com isso, você tem que partir de um pensamento, de um raciocínio que atue de uma maneira mais conciliatória. As pessoas têm que saber respeitar o novo, não podem ser resistentes. A realidade tem que ser observada com olhares afinados em ver a diversidade.
Antônio Milena/ABr
"As mulheres conquistaram seus postos legalmente, ou por concurso, ou por mérito, mas o que elas mais sentem? A dúvida sobre a sua competência" | Foto: Antônio Milena/ABr
Sul21 – Apesar de não existir uma homogeneidade nos movimentos feministas, podemos dizer que as mulheres têm alguma demanda em comum?
Lídia Possas - O que as mulheres mais retomam quando questionadas são as resistências por parte dos homens, especialmente as relacionadas ao trabalho. Elas conquistaram seus postos legalmente, ou por concurso, ou por mérito, mas o que elas mais sentem? A dúvida sobre a sua competência, quanto a sua fragilidade. Nos partidos políticos, por exemplo. Existem as cotas para mulheres, mas elas não são preenchidas devido às resistências. Dinheiro de campanha geralmente nunca vai de maneira equânime para todos. As mulheres que desejam participar da vida política sempre enfrentam restrições. Quer dizer, vieram as cotas, mas não veio essa mudança de atitude. É aí que entra a necessidade das lutas das mulheres, uma mudança de comportamento, de valores, que uma simples lei não transmite. Então, é preciso começar pela presença, pelo debate, pela educação.
Sul21 – Mas não há um confronto a respeito das mulheres quando elas conquistam lugares no poder? Quero dizer, quando se está na oposição o pensamento é um, quando se é situação o pensamento muda. Como isso afeta as demandas feministas?
Lidia Possas: Na verdade, a presença no governo é que dá o tom da discussão: “devemos ou não ter autonomia frente ao Estado?”, “Incorporar-se ao Estado não é ser tutelado?”, “Como manter nossa autonomia, nossas bandeiras sem cooptação pelo Estado?”. Esse é o momento da diversidade. Como manter nossa identidade, nosso perfil de luta e ao mesmo tempo como transitar na área institucional? Você pode ver, grande parte das nossas feministas estão na secretaria de políticas públicas. E como é que fica estar lá? Há discordância? Há divergência? Claro que há, mas há um principio legitimador que tem que estar lá, que tem que estar aceitando, mediando estas lutas. Ou seja, ainda são visíveis as dificuldades que as mulheres têm para alçar postos políticos, lugares de poder. Estes espaços são muito restritos. Não há uma guerra entre os sexos, eu já superei essa fase, mas sim uma guerra contra as resistências da sociedade como um todo.
UNESP / Divulgação
Lídia Possas: "Reforçar essa ideia de “natureza feminina” é uma faca de dois gumes. Se ela mostra que somos diferentes, ela acaba dizendo que essa diferença precisa de proteção" | Foto: UNESP / Divulgação
Sul21 – E nos locais menos conservadores, como se encontra esse processo?
Lidia Possas – Eu trabalho numa universidade, e não pense que na universidade o ambiente não é hostil. Hoje já não é mais tanto, mas quando eu entrei, há 18 anos, eu já estudava as questões de gênero de mulheres e o meu tema acadêmico de pesquisa era considerado de segunda categoria. No CNPq, você não conseguiria ter produtividade, que é o que todo o professor universitário almeja, com um projeto de segunda categoria. A área que eu trabalho é de relações internacionais, e eu tenho projetos elaborados pelos meus orientandos que são enviados para a FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado de São Paulo). Houve um caso de um dos primeiros projetos que eu encaminhei, mostrando a questão das relações internacionais trabalhando com as questões de gênero. O projeto voltou porque eu não tinha, segundo o parecerista – e ele foi muito infeliz em seu parecer –, uma produção acadêmica na área das relações internacionais. E eu disse: “Eu não tenho mesmo, eu sou uma historiadora”. Nessa luta de pareceres eu e a minha orientanda ganhamos. Mas foi preciso provar pra essa comissão científica que o tema era relevante. E cada vez que você adentra nesse espaço, há uma luta, uma disputa de poder, como se eu devesse ficar quieta no meu lugar.
Sul21 – E estas pesquisas acadêmicas, como elas estão se dando?
Lidia Possas – As pesquisas estão evidenciando, estão dando maior visibilidade a esse silêncio das mulheres. Elas buscam ramificar a “história oficial”. Quer dizer, por que a historia oficial republicana não contemplou as mulheres como cidadãs? A cidadania civil só foi surgir em 1933, por um decreto de Vargas, mas efetivamente ela só foi ocorrer em 1946, depois do Estado Novo. Mas essas lutas surdas das mulheres existiram em vários estados. E nós desconhecemos as historias regionais. A gente tem uma ideia de uma historia nacional, que inclusive foi um principio de criar uma nacionalidade. No século XIX quando você tinha que criar o país, não era só criar o país, tinha que criar a nação. A nação tinha que ter uma historia, tinha que ter heróis nacionais, uma historia nacional. E isso encobriu essas especificidades regionais, que hoje, com as universidades – e o “hoje” que eu estou falando é a partir dos anos 1930 –, e a institucionalização da Pós-graduação estão começando a surgir. Aí a pesquisa passou a ser o fulcro básico da academia. E isso levou a essa diversidade de pesquisas, e é sobre isso que eu trabalho. Eu tenho um laboratório na UNESP, em Marília (SP). O laboratório se chama LIEG (Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero), porque não dá pra estudar gênero só numa área, você tem que veicular essa categoria, porque ela passa a ser uma ideia que oxigena pensamentos de outras áreas, como nas Relações Internacionais. Para se ter uma ideia, a categoria de gênero só adentrou as relações internacionais em 2002. Você via mulheres de diplomatas, mas não via elas exercendo cargos da diplomacia. O mesmo vale para o Judiciário, que é um poder altamente conservador.
Sul21 – Você disse anteriormente que já superou a guerra entre os sexos, mas muitas mulheres ainda acreditam nela…
Lidia Possas – De fato, e a prova esta nesse seminário (Seminário Internacional – Mulheres e a Segurança Pública, em Porto Alegre). O lema desse seminário é o momento da mulher é agora, e eu discordo, porque eu acho que o momento sempre foi da mulher. E a partir disso eu lanço a pergunta: por que um seminário sobre mulher e segurança pública? Vamos mais a fundo. Por que temos que criar um seminário de mulheres e segurança pública? Não era para ser necessário, não é? Se nós tivéssemos direitos plenos… Desde a fundação da República, que nós tivemos praticamente uma influência das ideias iluministas da Revolução Francesa, por que nós mulheres não somos consideradas cidadãs ainda, sob alguns aspectos? E temos que fazer um seminário sobre mulheres e segurança pública? Então a inferioridade está posta aqui, na capa do convite do seminário. Você tem que fazer inúmeros seminários para mostrar e obrigar homens e mulheres a falarem sobre o tema, porque a coisa é muito silenciada, é muito velada.
Antônio Milena/ABr
Ideia de que existe uma "natureza feminina" serve para colocar mulheres em posição de "cidadãs passivas", afirma coordenadora do LIEG | Foto: Antônio Milena/ABr
Sul21 – Alguns diriam que isso vem da própria natureza feminina…
Lidia Possas – O que mais incomoda hoje, e é isso que precisamos parar para refletir, é esse olhar antropológico, que parece dizer que a mulher já nasce com uma natureza. Essa tal da natureza feminina que me incomoda. Existe uma natureza feminina, uma natureza masculina, uma natureza negra, uma natureza indígena, mas a natureza da mulher foi tão construída fora dela que a exclui. A exclui porque ela é frágil, porque ela procria. Mas quantas mulheres deixaram de procriar, na historia da humanidade, e foram a luta? Vamos pegar no paleolítico, no neolítico. As mulheres também caçavam, também guerreavam. Se você pegar as espartanas, na própria historia da Grécia as mulheres lutavam. Não era a maternidade que as impedia. Mas interessou à República criar esta “natureza feminina” que as impedia de ascenderem, ou seja, delimita poder. Por isso que a gente acha que não é a natureza, é a cultura. Há uma briga entre a cultura e a natureza, é uma construção cultural que faz com que se reforce essa ideia da natureza feminina. Tem muita mulher que não tem essa “natureza feminina”. Ela chega e diz: “eu não quero ser mãe”. É um direito dela. E como você explica isso? E tem muitas mulheres hoje, por questões de profissão, por opções próprias e individuais, que não querem assumir a maternidade. Reforçar essa ideia que me preocupa um pouco, dessa “natureza feminina”, que diz que a mulher é mais sensível, é uma faca de dois gumes na minha opinião. Porque ela é um paradoxo. Se ela mostra que somos diferentes, ela acaba dizendo que essa diferença precisa de proteção. Precisa de cuidados diferentes do que os homens. E não coloca as mulheres como cidadãs plenas e sim como cidadãs passivas.
Sul21 – E desde quando isso se manifesta?
Lidia Possas – Isso vem desde a Revolução Francesa. O Estado queria cuidar da mulher, do corpo dela. Por quê?  Pela grande questão de hoje, que é a questão do aborto. A sociedade diz que o corpo da mulher não é dela, então é crime abortar. Tanto pra ela, quanto pro médico. E isso deveria ser uma decisão pessoal. Se o homem quer fazer uma circuncisão, o estado não interfere. Não se trata de estabelecer uma luta de poder dicotômica, do tipo “o homem pode, a mulher não pode”. Quero pensar a cidadania, a participação cidadã. Como as pessoas desconhecem essa historicidade, então acabam achando que isso é natural. E é agora, em pleno século XXI, com essas luzes sendo pontuadas em diversas partes do nosso país e da América Latina, principalmente depois da ditadura militar, que essas questões estão sendo pesquisadas e ganhando visibilidade.

8.3.12

Frei Betto: O Papa em Cuba

por Frei Betto via ADITAL

Frei Betto

Para desgosto e fracasso das pressões diplomáticas da Casa Branca, o papa Bento XVI chega a Cuba dia 26 de março. Fica três dias na Ilha, após entrar na América Latina pelo México. A 28 de março, celebra missa na Praça da Revolução, em Havana.

Bento XVI celebrará, em Santiago de Cuba – histórica cidade do Quartel Moncada, onde Fidel iniciou sua luta revolucionária, em 1953 – os 400 anos da aparição da Virgem da Caridade do Cobre.

Em 1998, logo após o papa João Paulo II encerrar sua visita a Cuba, participei de almoço oferecido por Fidel a um grupo de teólogos. Em certo momento, um teólogo italiano manifestou, do alto de seu esquerdismo, indignação pelo fato de o pontífice haver presenteado a Virgem da Caridade com uma coroa de ouro.

Fidel não escondeu seu desconforto. E reagiu: "A Virgem do Cobre não é apenas padroeira dos católicos de Cuba. É padroeira da nação cubana.” E passou a relatar como sua mãe, Lina Ruz, católica devota, fez ele e Raúl prometerem que, se saíssem vivos de Sierra Maestra, haveriam de depositar suas armas junto ao santuário, para pagar a promessa que ela fizera. Em 1983, ao visitar o santuário pela primeira vez, vi ali as armas.

Por essas "cristoincidências” que só a fé explica e as pesquisas elucidam, a Virgem da Caridade e Nossa Senhora Aparecida têm tanto em comum quanto Cuba e Brasil. Como disse Inácio de Loyola Brandão, "Cuba é uma Bahia que deu certo”. As duas imagens foram encontradas durante a colonização: lá, em 1612, a espanhola; aqui, em 1717, a portuguesa. As duas, na água. As duas achadas por três pescadores. Lá, no mar; aqui, no rio Paraíba. As duas são negras.
O papa chega a Cuba no momento em que o país passa por mudanças substanciais, sem, no entanto, abandonar seu projeto socialista. Há um processo progressivo de desestatização, abertura à iniciativa privada, e mais de 2 mil prisioneiros foram soltos nos últimos meses.

Hoje, as relações entre governo e Igreja Católica podem ser qualificadas de excelentes. Já não há na Ilha resquícios do clero de origem espanhola e formação franquista, que tanto incrementou o anticomunismo nos primeiros anos da Revolução, quando um padre promoveu a criminosa Operação Peter Pan: convenceu os pais de 14 mil crianças de que haveriam de perder o pátrio poder e que seus filhos passariam às mãos do Estado... Carregou as crianças para Miami, sem pais e mães, e o resultado, como se pode imaginar, foi catastrófico. A Revolução não foi derrotada pela invasão da Baía dos Porcos, patrocinada pelo governo Kennedy, e nem todas as crianças escaparam de um futuro de delinquência, drogas e outros transtornos. Milhares jamais foram localizadas depois pelas famílias.

Tanto o Vaticano quanto os bispos cubanos são contrários ao bloqueio que os EUA impõem à Ilha. Pode-se discordar de muitos aspectos do socialismo daquele país, mas ninguém jamais viu a foto de uma criança cubana jogada na rua, famílias morando debaixo da ponte e máfias de drogas. Em Havana, um outdoor exibe um menino sorridente com esta frase abaixo da foto: "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana”.
Cuba tem muitos defeitos, mas não o de negar a 11 milhões de habitantes os direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde, educação, moradia, trabalho e arte (vide o cinema e o Buena Vista Social Club). O que mereceu elogios de João Paulo II durante sua visita de sete dias – uma das mais longas de seu pontificado.

Hoje, Cuba recebe, proporcionalmente, mais turistas que o Brasil. O que é uma vergonha para nosso país de dimensões continentais e com tantos atrativos. A diferença é que Cuba promove não apenas turismo de lazer (suas praias são paradisíacas), mas também turismo científico, cultural, artístico e desportivo.
A Revolução Cubana resiste há 54 anos, malgrado os atos terroristas contra aquele país, descritos em detalhes no best-seller de Fernando Morais, Os últimos cinco soldados da guerra fria (Companhia das Letras, 2011). E o fato de suportar, no seu litoral, a base estadunidense em Guantánamo, que lhe rouba parte do território, para utilizá-lo como cárcere de supostos terroristas sequestrados mundo afora.

Quem sabe a resistência cubana seja mais um milagre da Virgem da Caridade...
[Frei Betto é escritor, autor de "Sinfonia Universal – a cosmovisão de Teilhard de Chardin” (Vozes), entre outros livros. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.

7.3.12

55ª CARAVANA DA ANISTIA HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER






Realização:
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça

Parceiros:
Cinemateca Brasileira
Núcleo de Preservação da Memória Política
Fórum dos Ex Presos e Perseguidos Políticos
Comitê das Mulheres Pela Verdade
Associação Mulheres Pela Paz
Grupo Tortura Nunca Mais/SP
Associação da Madre Cristina do Instituto Sedes Sapientiae
União Brasileira das Mulheres
Memorial da Resistência
Mães de Maio de São Paulo
Arquivo Público do Estado de São Paulo


Data: 08 e 09 de março de 2012
         São Paulo - SP
Local: Cinemateca Brasileira
Endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - São Paulo.
PROGRAMAÇÃO
08 de março de 2012
19H00 – ATO DE HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
PRÉ LANÇAMENTO DOCUMENTÁRIO ‘REPARE BEM’, projeto Marcas da Memória do Ministério da Justiça, sob direção da portuguesa Maria de Medeiros.
MESA DE AUTORIDADES:
Ana de Hollanda - MINISTRA DA CULTURA DO BRASIL
Paulo Abrão - PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ANISTIA E SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Carlo Magalhães - DIRETOR DA CINEMATECA
·         ATO DE ASSINATURA DE TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA COM A CINEMATECA
·         EXIBIÇÃO DO DOCUMENÁRIO “REPARE BEM”
·         HOMENAGEM A EDUARDA E DENISE CRISPIM
·         HOMENAGEM A ZUZU ANGEL
·         CINE – DEBATE
Debatedoras:           Maria de Medeiros (Portugal)
                                   Denise Crispim (Itália-Brasil)
                                   Hildegard Angel (Brasil)
PROGRAMAÇÃO
09 de março de 2012
19H00 – ATO PÚBLICO EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
·         MESA DE AUTORIDADES
Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo
Presidente da Comissão de Anistia Paulo Abrão
Cinemateca Brasileira
Núcleo de Preservação da Memória Política
Fórum dos Ex Presos e Perseguidos Políticos
Comitê das Mulheres Pela Verdade
Associação Mulheres Pela Paz
Grupo Tortura Nunca Mais/SP
Associação da Madre Cristina do Instituto Sedes Sapientiae
União Brasileira das Mulheres
Memorial da Resistência
Mães de Maio de São Paulo
Arquivo Público do Estado de São Paulo
·         EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “VOU CONTAR PARA MEUS FILHOS” do Projeto Marcas da Memória em parceira com o Grupo Tortura Nunca Mais/PE sobre as 24 ex-presas da Colônia Penal de Pernambuco
·         HOMENAGEM A MULHERES QUE TIVERAM IMPORTANTE PAPEL NA REDEMOCRATIZAÇÃO DO PAÍS:
Encarnacion Lopez Peres
Maria Auxiliadora Arantes
Marina Vieira da Paz
Joana D´Arc Vieira Neto
Clara Charf
Adoração Sanchez
Consuelo de Toledo Silva
Damáris Lucena
Izaura Coqueiro
Josephina Bacariça
Maria Prestes
In Memorian:
Maria Lúcia Petit 
Elza Monerat 
Maria Emília Guerra
19H30 – INSTALAÇÂO DA SESSÃO DE JULGAMENTO DE MULHERES PERSEGUIDAS POLÍTICAS
Requerente
1
67159
Maria Niedja de Oliveira
2
66315
Maria Nadja Leite de Oliveira
3
61198
Maria Angélica Santos Bacellar
4
41345
Gilda Fioravanti da Silva
5
63288
Ida Schrage
6
63168
Hilda Alencar Gil
7
 66457
Darci Toshiko Miyaki
Paulo Abrão
Presidente da Comissão de Anistia
Ministério da Justiça

6.3.12

"Última hora: Fidel Castro supera a Jesucristo en número de resurrecciones"

via cubano 1er plano


Un nuevo rumor sobre su muerte involucra a políticos europeos y desata bromas en Twitter.

Un nuevo rumor que daba por muerto a Fidel Castro ha recorrido hoy Twitter desatando bromas de los usuarios ante lo repetitivo de estas especulaciones.

La "noticia" causó revuelo en los primeros momentos, porque parecía proceder de cuentas en la Red Social de políticos europeos como el primer ministro italiano, Mario Monti; el ministro español de Economía,Luis de Guindos, y la del comisario europeo de Economía y Finanzas,Olli Rehn.

"Fuentes del Gobierno de Cuba me comunicaron la noticia de la muerte de Fidel Castro. Estamos a la espera de confirmación oficial", decía un supuesto mensaje de Monti.

"El Ministro de Economía y Planificación de Cuba me informa de la muerte de Fidel Castro, en La Habana a las 2h", afirmaba el del español De Guindos.

El diario catalán La Vanguardia dijo que todo apunta "a que ungraciosillo ha usurpado la identidad de ambos líderes europeos para ver el impacto que tenía entre los usuarios de la red social y los medios de comunicación".

El rumor ha servido para que usuarios de Twitter, cansados de la repetición, hagan bromas sobre la muerte de Castro.

"Fidel Castro es el fichaje de la nueva temporada de The Walking Dead", la popular serie de televisión estadounidense, dijo en su cuenta Arael Arias Chao.

"Dan por muerto en Twitter a Fidel Castro y Adidas baja en bolsa", dijo por su parte Luis Miguel Arbella, en alusión a la afición del exgobernante por la ropa deportiva de esa marca.

"Otra vez habéis matado a Fidel Castro? Joder, si es q ya es como Kenny de South Park!", la serie televisiva de animación, afirmó Abel Arana.

"Última hora: Fidel Castro supera a Jesucristo en número de resurrecciones", dijo Jorge Salanova. Añadió que el octogenario exgobernante ha fallecido "por acumulación de muertes falsas en internet".

4.3.12

CICLO CINEMATOGRÁFICO SOBRE “LAS BRIGADAS INTERNACIONALES”

via EL BLOG DE CARLOS TENA

La Asociación de Amigos de las Brigadas Internacionales (AABI), en colaboración con la Universidad Complutense de Madrid (UCM), ha programado desde este lunes hasta el 15 de marzo un ciclo de cine sobre las Brigadas Internacionales, en el marco del 75 aniversario de su creación.

Así, a través de ocho producciones (siete documentales y un musical), se narra la historia de estos combatientes voluntarios “en la defensa de la legalidad de la República Española frente al golpe de estado franquista“, han señalado desde la Asociación. “Ofrecen una amplía visión del idealismo que movió a casi 40.000 mujeres y hombres de más de 50 países a luchar junto al pueblo español frente al fascismo”, añaden.


PROGRAMA:
Lunes 5 de marzo:
“The Spanish Earth” de 1937 (52 minutos) guión de John Dos Passos y narración a cargo de Ernest Hemingway.
“Madrid before Hanita” de 2006 (58 min.) sobre los judíos de Palestina que se incorporaron a las Brigadas Internacionales.

Miércoles 7 de marzo:
“Hollywood contra Franco” 2008. 92 min.

Viernes 9 de marzo:
“Almas sin fronteras: la Brigada Lincoln”. (90 min.)
“Poemas en homenaje a las Brigadas Internacionales” (30 min.)

Martes 13 de marzo:
“Brigadistas: solidarios de leyenda” (55 min.)
“75 años después. Historias de cuatro brigadistas hispanos” (30 min.)

Jueves 15 de marzo:
“Good bye Barcelona” Musical. Judith Johnson y Karl S. Lewkowicz

Más información en:
http://brigadasinternacionales.org/