5.3.07

Até tu?

Ainda não refeito da viagem e tentando acertar-me com o fuso horário, cá estou, acompanhado de uma Stolichnaya Elit Ultra Premium que ganhei de Feodor, o velho capitão comunista.
Nas últimas horas, estive colocando as informações em dia. Li os JC’s, os Bom Dias e os Diários Oficiais do período em que estive fora. Assisti aos programas jornalísticos das Tv’s TEM e Prevê, além da programação local da TV Câmara, que foram gentilmente gravados por alguns amigos.
Valem registro alguns momentos sublimes:

Audiência Pública do Transporte Escolar

A postura dos assessores do alcaide explicitou exatamente aquilo que venho postando nesse blog – a arrogância que se alastrou nas entranhas da prefeitura . Noto que os nossos edis foram até complacentes demais com as atitudes dos referidos assessores. Com respostas prontas, mas mal combinadas, acabaram caindo em profundas contradições, deixando clara a falta de controle quanto ao cumprimento do contrato em discussão. Importante também sublinhar que a única pessoa que tinha alguma informação sobre o processo era o prestador do serviço. Admirável!

CEI da SEAR e DAE

Mais um espetáculo mal preparado. Não é necessário ser nenhum grande causídico para, à luz dos depoimentos e das contradições entre eles, constatar que ainda há muito que ser analisado nessa CEI, inclusive com a realização de acareação entre os depoentes. Porém, o fato singular foi assistir ao vídeo da sessão e comparar com as matérias publicadas no dia seguinte em um dos jornais da província. Que vergonha! Ficou transparente a tentativa de desviar o foco das apurações que devem ser feitas, e jogar a responsabilidade sobre o cineasta. Querem enganar a quem?

Administração?

Foi com preocupação que li as manchetes espalhafatosas na imprensa local em maio de 2006, quando se apregoava que 1.700 servidores correriam risco de perder cargos ou benefícios. De acordo com as reportagens da época, a Prefeitura de Bauru iria começar a tomar providências administrativas em relação à cerca de 1.700 casos suspeitos de irregularidades em ocupação de cargos e pagamento de vantagens salariais. A medida seria resultante de uma auditoria de 2005 que apontava problemas em incorporações, transposição de cargos e pagamentos indevidos de vantagens como insalubridade, periculosidade e outros acréscimos.
Pois bem, o que vemos agora?
Com parte das tais medidas adotadas, dia após dia temos notícia de decisões judiciais considerando-as ilegais. Seria o estardalhaço do ano passado mais uma propaganda enganosa?
Aliás, o blog do Chinelo:
http://www.chineloneles.blogspot.com tem explorado bem esse assunto. Vejam lá!

MEA CULPA

Vocês já repararam que, para alguns falastrões, somos os culpados por todos os problemas da cidade. Leiam os jornais.
Tem lixo na rua: a culpa é do povo
Tem mato alto: a culpa é do povo
Tem dengue: a culpa é do povo
Tem leishmaniose: a culpa é do povo
Daqui a pouco serão capazes de dizer que também somos culpados pelos buracos. Quem sabe não acabam criando uma comissão de iluminados para propor a redução da utilização do leito carroçável do município com a conseqüente redução no desgaste do asfalto?
Sabem qual a verdade?
Não tem prefeito: a culpa é do povo!

ATÉ TU?

Aconteceu nesse domingo, 4 de março de 2007, na missa das 20 horas de uma das paróquias da cidade. Após a leitura do Evangelho, pregava o bom padre sobre a ubiqüidade de Deus. Citou exemplos diversos e lá pelas tantas, fala aos paroquianos:
“- Deus pode estar em qualquer lugar, até aqui. Imaginem que Nosso Senhor poderia estar em Bauru. E o que aconteceria?”
“- Cairia em um buraco.”
Murmurou uma das paroquianas verbalizando aquilo que veio de forma instantânea à mente de quase todos os presentes.
O burburinho foi imediato. E foi por respeito que a casa não veio abaixo numa solene gargalhada, que teve que ficar contida por todos até o final da cerimônia.
Eu estava lá.

3.3.07

De Príncipes, Bruxos e Falastrões

Estou de volta. Após dez dias pela Europa, onde estive fazendo ampla pesquisa sobre assuntos de interesse da província, volto ao meu posto. Desembarquei hoje no Aeroporto de Arealva, e viajei para a velha província. Que maravilha!

Leio os jornais e, surpresa, nada mudou. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. Bem, mas disso, falaremos outra hora.

Foi uma longa viagem, de São Paulo a Roma sem escalas, seguidos de 230 quilômetros num ônibus sacolejante e lá estava eu na primeira parada.


Florença, berço do Renascimento italiano, terra de gênios. Lá, nasceram da Vinci, Michelangelo, Dante Alighieri, Filippo Brunelleschi e também, aquele cujo estudo justificava minha visita, Niccolò Machiavelli.

Às margens do Arno, observando ao fundo os Pirineus e maravilhado com as belezas daquela cidade que data do século I a.C. e foi edificada junto a ruínas etruscad, inicio minhas atividades.

Primeiro, uma visita à Biblioteca Nacional Central, acompanhado de Carla, jovem descendente e conhecedora das obras de Machiavelli, onde pude ter acesso a uma das primeiras edições de “Il príncipe”.

Após um café num dos inúmeros bares da Praça da Repubblica, seguimos para a propriedade de San Casciano, perto de Florença. Ali, Carla e seus pais, herdeiros da bela quinta onde Machiavelli ficou exilado entre 1512 e 1519, falam-me sobre “L'arte della guerra” e os “Discorsi sopra la prima deca di Tito Livio”, obras indispensáveis à correta interpretação do pensamento que percorre as páginas de “Il príncipe”.

Foi assim, inspirado pela história daquela terra que no passado esteve sob domínio de ostrogodos, bizantinos e lombardos, e transportando-me para a nossa terrinha, que pude entender o uso da astúcia inescrupulosa como método de governo, compreender o porquê do uso de todos os meios, inclusive a mentira, a fraude e a violência para conquistar o poder absoluto.

Agora eu começava a entender as razões da incompetência!

Mas a viagem não parou por aí. Despedi-me de Carla e sacudindo fui novamente até Roma, onde um penoso vôo da Aeroflot levou-me a São Petersburgo, a velha Leningrado. Esperavam-me no aeroporto Mikhail e Lena, velhos amigos dos idos de 68 na União Cultural Brasil-URSS, quando eu ainda sonhava em ir estudar na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba.

Apesar do frio intenso naquela que é considerada uma das cidades mais belas da Europa, o calor da amizade e algumas doses da boa vodca elevaram o ânimo. Uma visita ao antigo palácio de inverno de Pedro o Grande, onde hoje está localizada a sede principal do Museu Ermitage foi pouco esclarecedora.

Ali encontrei publicações sobre a vida de Grigori Efimovitch Novikn. Conhecem-no? E se o chamássemos de Rasputin (o Depravado)? Agora já sabem, não é mesmo?

Pois bem, consultas aqui e acolá, permitiram-me descobrir que o siberiano Rasputin auto intitulou-se monge, sem nunca ter sido ordenado. Graças à sua fama de bruxo, numa época em que amplo segmento da aristocracia local propendia ao ocultismo foi calorosamente recebido no seio da mesma, até conseguir tornar-se o favorito da czarina Alexandra Feodorovna, esposa de Nicolau II.

Porém, os temas que me interessavam, os estudos sobre poder e jogos de influência na corte imperial, não consegui encontrar. Decepcionado, acabei afogando meu desencanto pelo tempo perdido numa garrafa de Stolichnaya e nos braços da bela Ivana, recepcionista do Ermitage.

Na manhã seguinte, já reparado dos vapores etílicos, fui fazer, por sugestão de Ivana, um passeio turístico de barco pelo gelado rio Neva em cujas águas Rasputin morreu por afogamento na noite de 29 de dezembro de 1916. O capitão do barco, Feodor, ex-oficial da marinha soviética, que chegou a trabalhar como adido militar no Brasil, recebeu-me de braços abertos e, em português, acompanhados de mais algumas doses da velha Stoli, pode esclarecer-me de forma mais precisa e concisa sobre os tão propalados poderes do “bruxo”.

Na longa conversa, acalantado já pela segunda garrafa, Feodor falou-me sobre os poderes da comunicação, discorrendo longamente sobre o papel que o Pravda desempenhou na manutenção do antigo regime comunista. Citou Lenin, Trotsky, Stalin e, o importante, ao fazer comentários sobre esse último lembrou-se das relações do mesmo com Hitler antes da virada de mesa que acabou por levar a União Soviética a entrar em guerra contra o Eixo. Naqueles tempos disse Feodor, citando uma passagem de um dos escritos de Trotsky ao tratar da programação das rádios locais: “Beethoven era um gran consuelo, pero habia poca musica. Generalmente nos veiamos obligados a escuchar Hitler; Goebels o a algun de los invariablemente ignorantes e grosseros oradores de Moscú”.

Essa citação alertou-me para um detalhe importante: a forma que os príncipes e os bruxos se utilizariam para “falar” com as massas, e foi por sugestão de Feodor que no dia seguinte comprei a passagem de retorno ao Brasil com escala em Berlim. Eu precisava saber mais sobre Goebbels.

Frio em Berlim, sozinho e com os euros terminando pouco pude fazer. Uma série de visitas rápidas a locais como a Universidade de Berlim, a Academia Alemã de Ciências, a Biblioteca Nacional, ao Altar de Pérgamo, a igreja de Santa Maria e a porta de Brandemburgo, permitiram-me descobrir que Paul Joseph Goebbels, nascido em 29 de outubro de 1897 na cidade de Rheydt, havia estudado literatura e filosofia nas universidades de Bonn e Heidelberg. Foi ele o precursor da propaganda de massa e tornou-se um expert na mobilização de todos os meios de comunicação para impor ao povo alemão uma única idéia política e social. Através da imprensa, transformou cidadãos honestos em ladrões e corruptos em “anjos”. Dei-me por satisfeito. Era hora de voltar.

Agora estou aqui no calor da terrinha tentando analisar os resultados da viagem. Concluo, portanto, que temos aqui na província vários arremedos de Príncipes, na medida em que usam os métodos prescritos por Machiavelli não para conquistar a meta principal estabelecida em “Il príncipe”, que é a felicidade do seu povo, mas apenas para garantir a sua satisfação pessoal. Bruxos, só fantasiados para o halloween, que deveriam utilizar-se de suas vassouras para limpar um pouco a cidade. Já os falastrões; esses aprenderam à lição. Tentam a todo o custo, apesar do descontentamento e revolta da população, enganar a si mesmos, travestindo o inferno de paraíso.

É uma pena! Vai demorar muito para aprendermos a lição.

17.2.07

O Embuste

Enganam-se aqueles que, festejando, acham que a saída do braço direito do alcaide será um lenitivo para os problemas por que a cidade passa. Na realidade, trata-se de um lance previsto, pois são características do “Príncipe” jogadas e atitudes desse gênero.
A saída anunciada, não irá resolver os problemas estruturais da cidade, não irá tapar buracos, capinar, motivar os servidores, resolver as demandas da saúde e da educação, ajustar os controles internos, qualificar a gestão, enfim, dar a Bauru o governo que merece.
Por outro lado, a serem confirmados os intensos boatos sobre as causas da exoneração e considerando-se que não há porque acreditarmos que as ações adotadas pelo seu braço direito não eram de conhecimento do alcaide, fica clara a necessidade daqueles que amam essa cidade unirem-se no sentido de, com a cautela que a população de Bauru tem direito, adotarem as medidas saneadoras que forem necessárias.

16.2.07

Notícias do front

Informantes bem situados na Praça das Cerejeiras dão conta que o alcaide trava uma batalha singular para tentar convencer seu braço direito a pedir exoneração.
Dizem, esses mesmos informantes, que na tentativa de salvar sua própria pele do “imbroglio” em que se meteu, o alcaide deverá “fritar” alguns de seus auxiliares diretos.
Esse é o resultado da postura arrogante adotada pelo alcaide e sua troupe desde o início dessa administração.
Outras novidades deverão acontecer na próxima semana, não só no legislativo municipal como também no judiciário.
Já são muitos os munícipes que acreditam ser chegada a hora de iniciarmos uma assepsia que coloque Bauru novamente nos trilhos.

14.2.07

Cena do dia

Terça-feira, 13 de fevereiro, 9 horas da manhã. Um ônibus da SEMEL chega a um dos bairros esburacados da cidade e dele descem 22 (eu contei) trabalhadores da Secretaria de Obras.
Logo que desembarcam, alguns deles seguem em direção ao núcleo de saúde do bairro. "Vieram tomar café e buscar remédios", conta-me uma das auxiliares de enfermagem do núcleo.
Enquanto isso, outro grupo, sentado junto ao meio-fio, conversa animadamente e observa, enquanto quatro servidores enchem os buracos da rua com pedras descarregadas de um caminhão. Após umas 2 horas embarcam novamente no ônibus e vão todos embora.
Os buracos? Bem, vamos aguardar a próxima chuva.
Essa, é a cara atual da Prefeitura. Servidores desmotivados, sem comando, sem "vestir a camisa".
Esse, é o preço que a população, surpreendida, paga por ter confiado em gente que ainda não conseguiu mostrar para o que veio.

13.2.07

Santinho

O alcaide é muito ingênuo, afastou Servidores de carreira substituindo-os por seus apadrinhados os quais, desprezaram ações, controles, documentos e outros instrumentos importantes, para criarem os seus próprios “modus faciendi”. Isso fica claro nas recentes ocorrências da SEAR, Educação e outras secretarias.
Ao pretender estabelecer agora a tal controladoria, tão exaltada pela mídia amiga, vai, como é seu costume, trocar a gestão pela intromissão, usando os palpites dos “iluminados” que há dois anos o acompanham, tateando como cegos, ávidos à “res publica”, e prosseguir, a cada acontecimento, a Ópera bufa, onde a culpa nunca é sua, vertendo as lágrimas do incompreendido.
Dizer mais o quê......?

Câmara 1

Disse um vereador na sessão de hoje: Grande parte do atual secretariado é como abelha; ou voa ou faz cera!

Câmara 2

Palavras de outro vereador: Esse é o “secretariado vestibular”, eles estudam, estudam, estudam........

Câmara 3

Falou o terceiro vereador: Vejam o Parágrafo único do Artigo 21 da Lei 8.429 de 2 de junho de 1992 (para quem não conhece, essa é a Lei que trata das sanções aplicáveis a agentes públicos, sendo que o referido parágrafo único tem o seguinte texto: “Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual”).

Hummmmm Será o Benedito?

9.2.07

Frase do dia

Do "filósofo" Nétão em se programa matinal:

"Bauru é a única cidade que tem aeroporto e não tem avião, tem buraco e não tem metrô, tem prefeitura e não tem prefeito"

8.2.07

À luta!


Servidores que acompanham o dia-a-dia da prefeitura informam que as despesas com pessoal representam, hoje, com relação à receita, algo em torno de 47%.
Com base nessa informação, é importante que os trabalhadores municipais e seu sindicato, estejam atentos para evitar negativas, por parte da administração, na concessão de um reajuste salarial digno.
É bom lembrar também, que no próximo mês, começará a ser feito, por parte do governo federal, o repasse do FUNDEB, inclusive com o pagamento retroativo dos valores devidos desde janeiro. Com esse aumento substancial na receita, o índice atual de 47% baixará mais ainda, o que impedirá a velha argumentação dos impedimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal para a concessão do reajuste.
Portanto, à luta!

7.2.07

Estão fuçando

Tem gente tentando fuçar no meu blog.
Em homenagem a esses curiosos, vai aí uma histórinha de Bauru:

Inaugurado no coração de São Paulo, em 1922 - o mesmo ano da Semana de Arte Moderna, realizada a alguns quarteirões de distância - , o Ponto Chic presenteou a cidade com um sanduíche antológico. Até hoje atiça o imaginário gustativo de grandes comilões. Ao longo do tempo, já se deliciaram com ele os escritores Mário e Oswald de Andrade, o compositor Adoniran Barbosa, o cantor Nélson Gonçalves, os presidentes Jânio Quadros e Fernando Henrique Cardoso, o governador Mário Covas, o jornalista Boris Casoy, o violeiro Almir Sater e toda a banda dos Titãs. O sanduíche foi inventado em 1933 e batizado de Bauru, apelido de seu idealizador, o locutor de rádio Casimiro Pinto Neto, popular na época, um dos futuros apresentadores do Repórter Esso. O sucesso se justifica. Apesar da simplicidade, o Bauru seduz porque é muito bem-feito. Além disso, combina divinamente ingredientes de qualidade. Leva rosbife pré-assado, rosado e frio; quatro tipos de queijo derretidos com água e manteiga - prato, suíço, estepe e gouda; fatias de tomate fresco e rodelas de pepino curtido em vinagre. É morder e amar. A receita permanece inalterada há setenta anos, desde o dia em que o Bauru radialista orientou o sanduicheiro Carlos na sua elaboração. A única mudança foi que o Ponto Chic acrescentou novos endereços. Três filiais se incorporaram à loja original do Largo Paissandu, no centro da cidade. A ampliação da rede multiplicou o público do Bauru. Atualmente, são elaborados mensalmente 13 000 sanduíches. Em meados do ano a casa pretende lançar o livro de memórias Ponto Chic, um Bar na História da Cidade. Mais paulistano impossível.

Rasputin

É impressionante a forma com que parte da mídia, faz de conta que não vê o que está acontecendo na província. Por muito menos, esse mesmo pessoal já transformou questões corriqueiras da administração pública em “escândalos”.
Correm rumores, inclusive, que essa “cegueira” estaria relacionada aos encantos do Rasputin, que consegue enganar a todos com seus poderes. Será?
Sempre é bom lembrar, que no primeiro governo (há segundo?) do alcaide, foi criada uma grande estrutura de imprensa com cargos comissionados, e que parte dos integrantes daquela estrutura está hoje à frente de diversos órgãos da imprensa local.
Importante, porém, é que muitos formadores de opinião têm percebido esse movimento – dito “pró-ativo” (faz-me rir) – e já está protestando contra a postura dessa parcela da mídia.
Será o Benedito!

2.2.07

Com a pulga atrás da orelha

Dois releases, distribuídos pela assessoria de imprensa do alcaide, e publicados hoje pela imprensa, despertam nossa curiosidade.
Tratando da área da educação, um dos releases informa sobre as obras de sete unidades de Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs), cujos valores variam entre R$ 185 mil e R$ 225 mil.
Surpreendentemente, outro release, informa que as aulas nas hoje existentes 44 classes de CEJAs já recomeçaram, "mas ainda há vagas disponíveis".
Ora, se não há demanda, qual o motivo de estarem sendo construídos novos CEJAs?

1.2.07

Correria

Comenta-se à bôca pequena que, feito baratas tontas, cargos comissionados de alguns órgãos públicos bauruenses, correm contra o tempo atrás de notas e outros comprovantes de pagamento para "acertar a casa". Nessa quarta-feira, até uma das eminências pardas foi vista num determinado órgão público da cidade tentando resolver o "imbroglio".

31.1.07

Terra em transe - Marcelo Soares - http://deunojornal.zip.net

A PM baiana retirou, após a posse do petista Jacques Wagner, a escolta policial que cuidava para que a estátua do falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho de ACM, não fosse pichada. Da Folha de hoje:
Ao ser informado da decisão, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), 79, pai do deputado morto em abril de 1998, encaminhou um fax ao gabinete do governador em que diz que não se opõe à decisão, mas faz uma advertência: "É do meu dever responsabilizá-lo por qualquer ato de vandalismo praticado por seus correligionários contra o monumento".Nunca soube de um monumento que tivesse escolta policial para não ser estragado. O que até é uma pena, considerando o estrago que se faz nesses marcos, mas a polícia costuma ter mais o que fazer. O primeiro registro do caso saiu
no jornal baiano A Tarde, no sábado. Nele, ACM reconhece que a escolta policial não está prevista em lei. O texto também menciona o fato de o monumento ter sido erguido com recursos levantados por amigos do falecido deputado, reunidos em uma associação.O Diário de Pernambuco de ontem usa outros trechos do despacho da Agência Folha e informa:
Deputado estadual eleito, o capitão da PM Tadeu Fernandes (PSB) fez um relatório em 2001 revelando que 11 policiais se revezavam na vigilância do monumento. "Liguei para os 417 municípios da Bahia e constatei que 281 têm um número menor ou igual ao dos que trabalhavam no memorial. Se o Estado assume que não tem condições de dar segurança pública às cidades, jamais uma estátua poderá ser prioridade."Boa comparação. Em São Paulo, até onde eu saiba, não existe escolta policial defronte ao recém-reformado Marco Zero, na Praça da Sé. Em Porto Alegre, nenhum brigadiano vigia a bela fonte Talavera de la Reina, doada pelo Uruguai. No Rio de Janeiro, nunca vi escolta no obelisco onde Getúlio Vargas amarrou seus cavalos na Revolução de 1930, na Rio Branco. Os que atacam esses monumentos não são necessariamente petistas - muitas vezes são apenas arruaceiros. Ou personagens, como é o caso do lendário Toniolo portoalegrense.Claro que na Bahia dos Magalhães a coisa tinha que ser um tanto diferente. Lá, não apenas o experiente senador se tornou patrono de rua ainda vivo como também
faz esquina com Jesus Cristo de Nazaré. Luís Eduardo, além de monumento, virou patrono de aeroporto, avenida e cidade. O monumento, inaugurado em 1998, ficou famoso por ser também o lugar onde o coração do deputado foi enterrado.Nunca visitei a Bahia, apesar dos convites de alguns queridos amigos que lá vivem. Ainda corrijo esse grave defeito. Mas suponho que, se o tratamento dado ao monumento carlista era um privilégio só dele (há escolta em outros monumentos?), certo está o governador em cortar esse privilégio. A polícia certamente tem outras prioridades. E certo está o senador em colocar vigias particulares em torno da estátua se o seu negócio é preservá-la. Antes outros fizessem o mesmo. Mas com dinheiro público o buraco é sempre mais embaixo.

30.1.07

E agora José?

O Conselho Monetário Nacional aprovou medida, que entrará em vigor no próximo dia 2 de abril, dando autonomia aos trabalhadores para optarem pela abertura e movimentação de conta bancária na instituição que quiserem – ou que oferecer melhores vantagens. Com isso, as transferências passarão a ser feitas das contas-salário para a conta que o trabalhador determinar , sem cobrança de IOF e outras taxas.
E agora José? Como é que ficam os servidores que foram obrigados a abrir contas no BB, numa operação mal explicada?
É importante que a imprensa e o Sindicato dos Servidores informem os trabalhadores da Prefeitura sobre seus direitos.

28.1.07

Como é mesmo?


SEM COMENTÁRIOS

Barba de molho

Encontros furtivos em cafeterias e conversas ao pé da orelha entre um certo capa preta da província e um conhecido fornecedor vêm sendo acompanhadas com interesse. É bom que o alcaide coloque a barba de molho.

25.1.07

Olho Vivo 2

1- Deve ser vista com muita cautela a repentina mudança do controle do transporte escolar para Emdurb. Os argumentos utilizados para justificar a medida não são convincentes. Vem coisa por aí.
2- Afinal de contas: quantos quilos de carne foram enterrados mesmo?

21.1.07

Olho Vivo

Com os "afagos" de parte da mídia, prepara-se a possível terceirização da merenda escolar.
É hora de prestarmos muita atenção ao que vem por aí.

Cegueira, surdez e o que mais

Estou surpreso!
Um dos jornais da cidade desse domingo mostra-me duas Baurus. No canto esquerdo da página 2, alguém tenta nos convencer que a Suiça é aqui. Está tudo em ordem, a cidade vai a mil maravilhas, o staff do edil passeia, vai aos campos de futebol, sai de férias (aliás, a editoria de política não sabe onde está o secretário, mas o colunista social sabe - só rindo).
Já no canto direito da mesma página, o povo faz o contraponto e desce a lenha.
Afinal de contas, qual será a Bauru em que vivo?

O RETORNO

As asneiras são tantas e tamanhas, que nem consegui terminar meu período de descanso. Voltei, ainda meio capenga, mas cada vez mais surpreso com a inoperância do alcaide e seus seguidores.
Apenas uma passada de olhos nos jornais de Bauru já provoca arrepios:

- Carne estragada(e a culpa ainda vai cair nos pobres servidores, vocês vão ver. Não será dos ineficientes nomeados pelo alcaide para os cargos de direção), Novo Aeroporto (para moscas, e já tem gente querendo vender a área do velho. Que sêde!), Buracos (tapados com terra em plena época de chuvas, que novidade), Carnaval (ei você aí me dá um dinheiro aí....- mais detalhes no Maracutaia - link ao lado), e por aí afora.

Mamma mia! São tantas coisas acontecendo que nem o Benedito aguenta.

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