4.11.11

Goleiro do milésimo gol de Pelé será julgado por crimes de ditadura

via SUL 21

Reprodução
Entidades de Direitos Humanos da Argentina denunciavam a atuação do ex-atleta na repressão | Foto: Reprodução
O ex-arqueiro argentino Edgardo Andrada, que atuou no Vasco da Gama nas décadas de 1960 e 70, é acusado pelo sequestro e morte de dois militantes montoneros, Osvaldo Cambiasso e Eduardo Pereyra Rossi, em 1983. Andrada deverá prestar depoimento ao juiz federal de San Nicolas, Carlos Villafuerte Ruzo, na próxima quarta-feira (9). Andrada ficou notabilizado por levar o gol mil de Pelé, de pênalti, em 1969, num duelo entre Vasco e Santos no Maracanã.
O ex-goleiro iniciou a carreira no Rosário Central onde jogou por quase uma década e chegou a jogar pela Seleção Argentina. Em seguida, teve carreira exitosa pelo Vasco, clube pelo qual jogou por oito anos. Ainda passou pelo Vitória da Bahia e pelo Colón de Santa Fé. Ao acabar a carreira, se tornou “personal civil de inteligência” da repressão argentina.
Há testemunhas de que ‘Antelo’, codinome de Andrada, participou da ação que vigiou e capturou os dois montoneros no Bar Magnum, em Rosario. Entidades de Direitos Humanos da Argentina denunciavam há bastante tempoa atuação do ex-atleta na repressão. Até esta semana Edgardo Andrada ainda atuava na comissão técnica das categorias de base do Rosario Central. Na última quarta-feira (2), o presidente do clube, Julio Colabianchi, declarou que Andrada pediu para deixar o cargo. “Andrada renunciou, já tem substituto e é mais saudável para o Rosario Central”, declarou o dirigente.
Andrada não é o único acusado pelo sequestro e morte dos dois montoneros. Vários repressores civis e militares estão sendo acusados e deverão depor à Justiça, inclusive o general Reynaldo Bignone, que era ninguém menos que o presidente da Argentina quando foram cometidos estes crimes.
Com informações de La Capital e Tiempo Argentino

De Jorge Amado para Carlos Marighella

Texto escrito por Jorge Amado, amigo de Marighella e seu companheiro na bancada comunista da Assembléia Nacional Constituinte e na Câmara dos Deputados entre 1946 e 1948.


Lido por Fernando Santana em 10 de dezembro de 1979 – Dia Universal dos Direitos do Homem – por ocasião do sepultamento dos restos mortais de Marighella no cemitério das Quintas, em Salvador.



“Chegas de longa caminhada a este teu chão natal, território de tua infância e adolescência.
Vens de um silêncio de dez anos, de um tempo vazio, quando houve espaço e eco apenas para a mentira e a negação.


Quando te vestiram de lama e sangue, quando pretenderam te marcar com o estigma da infâmia, quando pretenderam enterrar na maldição tua memória e teu nome.
Para que jamais se soubesse da verdade de tua gesta, da grandeza de tua saga, do humanismo que comandou tua vida e tua morte.


Trancaram as portas e as janelas para que ninguém percebesse tua sombra erguida, nem ouvisse tua voz, teu grito de protesto.


Para que não frutificasses, não pudesses ser alento e esperança.


Escreveram a história pelo avesso para que ninguém soubesse que eras pão e não erva daninha, que eras vozeiro de reivindicações e não pragas, que eras poeta do povo e não algoz.


Cobriram-te de infâmia para que tua presença se apagasse para sempre, nunca mais fosse lembrada, desfeita em lama.


Esquartejaram tua memória, salgaram teu nome em praça pública, foste proibido em teu país e entre os teus.


Dez anos inteiros, ferozes, de calúnia e ódio, na tentativa de extinguir tua verdade, para que ninguém pudesse te enxergar.


De nada adiantou tanta vileza, não passou de tentativa vã e malograda, pois aqui estás inteiro e límpido.


Atravessaste a interminável noite da mentira e do medo, da desrazão e da infâmia, e desembarcas na aurora da Bahia, trazido por mãos de amor e de amizade.


Aqui estás e todos te reconhecem como foste e serás para sempre: incorruptível brasileiro, um moço baiano de riso jovial e coração ardente.


Aqui estás entre teus amigos e entre os que são tua carne e teu sangue. Vieram te receber e conversar contigo, ouvir tua voz e sentir teu coração.


Tua luta foi contra a fome e a miséria, sonhavas com a fartura e a alegria, amavas a vida, o ser humano, a liberdade.


Aqui estás, plantado em teu chão e frutificarás. Não tiveste tempo para ter medo, venceste o tempo do medo e do desespero.


Antonio de Castro Alves, teu irmão de sonho, te adivinhou num verso: “era o porvir em frente do passado”.


Estás em tua casa, Carlos; tua memória restaurada, límpida e pura, feita de verdade e amor.
Aqui chegaste pela mão do povo. Mais vivo que nunca, Carlos”.


Lançado em Nova Iorque livro que revela como Che foi assassinado por ordem dos Estados Unidos

via CONTRAINJERENCIA

Who killed chePL – El libro Quién mató al Che, de los norteamericanos Michael Ratner y Michael Steven Smith se presentó ayer ante más de 300 personas colmaron la sede de la Misión Permanente de Cuba en Naciones Unidas.

Los asistentes pudieron escuchar una conversación telefónica en vivo entre los autores del libro y el presidente de la Asamblea Nacional del Poder popular (parlamento) de Cuba, Ricardo Alarcón, quien elogió el trabajo realizado por Ratner y Smith.

Ustedes demostraron muy bien quién mató al Che Guevara, afirmó el dirigente cubano, quien escribió el prólogo de la obra, publicada en idioma inglés y que en el presente se trabaja en la traducción al español para su futura presentación en la isla caribeña.

Ratner explicó que los cubanos conocen muy bien la historia, que el Che fue asesinado por orden de Estados Unidos, pero el pueblo norteamericano piensa que el gobierno boliviano de entonces y el estadounidense querían capturar vivo al guerrillero argentino-cubano.

Nuestro libro demuestra que Washington quería asegurarse de que el Che fuera asesinado, al igual que pretendieron hacerlo con el líder de la Revolución Cubana, Fidel Castro, y el actual presidente, Raúl Castro, agregó.

La obra pone en evidencia un caso irrefutable en el cual la Agencia Central de Inteligencia (CIA) no solo conocía y aprobó el asesinato del Che, sino que fue el instrumento para cometerlo, sostuvo.

El título en inglés es Who Killed Che? How the CIA Got Away with Murder.

Por otro lado, Ratner afirmó que Los Cinco antiterroristas cubanos “son cinco héroes para todos nosotros” porque trataron de detener las acciones terroristas contra Cuba.

Ratner es presidente del Centro de Derechos Constitucionales de Nueva York y encabezó el Gremio Nacional de Abogados.

También fue autor de los títulos The Trial of Donald Rumsfeld: A Prosecution by Book y coautor de The Pinochet Papers y Against War with Iraq and Guantánamo: What the World Should Know.

Por su parte, Smith, abogado que ejerce en Nueva York, integra la directiva del Centro de Derechos Constitucionales y escribió Notebook of a Sixties Lawyer: An Unrepentant Memoir y Lawyers You’ll Like. También es coautor de The Emerging Police State, de William Kunstler.

3.11.11

¡QUE VUELVAN YA ! (Video Clip VII Coloquio por la liberación de Los Cinco)

Para os incrédulos: Já se pode comprar casas em Cuba

via Professionales frente al Drama

Vários sitios da imprensa cubana publicaram hoje, a entrada em vigor do Decreto-Lei 288 e de varias resoluções ministeriais complementares,  relacionadas com a transmissão de propriedade de residências, que anteriormente exigiam um tortuoso caminho.

A medida, comentam os meios de comunicação cubanos, tem como objetivos eliminar proibições, flexibilizar trâmites relacionados com a trasnmissão de propriedade de residências e contribuir para a realocação voluntária dos espaços habitáveis entre as pessoas, segundo normas publicadas pela Gaceta Oficial Extraordinaria número 35, de 2 de novembro de 2011.

30.10.11

Un Comando de élite franco-británico fue quien capturó a Gadaffi y lo entregó para que lo lincharan

via inSurGente
En su edición del 24 de octubre, el Daily Express británico afirma de fuente militar que un comando mixto, formado por elementos del célebre Regimiento de reconocimiento británico y del servicio acción de la DGSE francesa, habría recibido la orden de cazar el hijo de Gaddafi, Seif el Islam, quien habría sido herido en un bombardeo aéreo en la región de Beni Walid.
La orden era de matarlo para impedirle que se convirtiera en el nuevo jefe carismático de la resistencia libia al nuevo orden político a la bota de la OTAN. El mismo periódico reitera que es este mismo comando quien intervino en tierra para liquidar varios decenas de guardias de Gaddafi antes de entregar este ultimo a sus verdugos quienes lo lincharon y ejecutaron despúes.
El sitio “geotribune” defiende una versión similar : «El ataque a la caravana de Gaddafi no habría sido ejecutada únicamente desde los aires, sino igualmente en tierra. Los oficiales de la Organizacion Atlantica tenian sospecha de la presencia de Gaddafi o de uno de sus hijos en el último reducto de Sirte, por causa de la resistencia a muerte entablada por el ultimo grupo de fieles al guía libio. Antes de la caída del último edificio tomado por los pro-Gaddafi, los aparatos de la OTAN habían ubicado y parado vehículos que intentaban huir de la ciudad sitiada.
Es en ese momento que la orden fue dada a un comando británico para entrar en acción. Los soldados de elite no habían tardado en eliminar toda resistencia alrededor de Gaddafi y arrestarlo. Fue después que lo entregaron vivo a los “rebeldes” antes de esfumarse.».
Fuente: http://oumma.com/Kadhafi-a-t-il-ete-livre-a-ses?utm_source=Oumma+Media&utm_campaign=81db025fd0-RSS_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email

Cuba entrega 1,3 milhão de hectares de terra ociosa para usufruto da população

via Opera Mundi
A medida faz parte do "reordenamento" do setor agrícola, incluído no plano de reformas impulsionado pelo governo

O governo de Cuba terminou em setembro a entrega de mais de 1,3 milhões de hectares de terra em usufruto, das quais 79% se encontram sob exploração, a maioria nas mãos de agricultores "individuais".

O fundo de terras ociosas de Cuba foi estimado em 2008 em mais de 1,8 milhão de hectares, por isso o jornal oficial Granma ressaltou neste sábado (29/10) que as entregas em usufruto e o posterior índice de exploração "contribuíram para reverter o estado desfavorável em que estavam estes terrenos".

O diretor do Centro Nacional de Controle da Terra, Pedro Olivera, informou ao jornal que foram concedidos 1.313.396 hectares desde julho de 2008, quando o governo do presidente Raul Castro decretou as entregas em usufruto para revitalizar a agricultura.

A medida faz parte do "reordenamento" do setor agrícola, incluído no plano de reformas impulsionado pelo governo, com o propósito de atualizar o modelo econômico da ilha.

Segundo o Granma, as terras entregues estão sob responsabilidade de 146.816 usufrutuários individuais, que representam 97% do total das solicitações recebidas pelo governo.

Além disso, ressalta que dos novos agricultores um quarto não tem vínculo trabalhista anterior, 13% são aposentados, a terceira parte são jovens de 18 a 35 anos e mais de 13 mil são mulheres.

O jornal destacou que o novo sistema de usufruto na ilha não só permite um aumento na produção de alimentos, mas gera "grandes oportunidades de emprego".

Em agosto, o governo cubano rebaixou os preços de vários produtos agrícolas para estimular a produção de alimentos, em particular nas parcelas de usufrutuários.

Os meios de comunicação oficiais informaram em julho que o direito de exploração das terras recebidas por mais de 9 mil pessoas foi retirado por "aproveitamento ineficiente".

Quando foi decretado o regime de usufruto em 2008, 51% do total das terras cultiváveis da ilha estava inativo ou mal explorado.

Em Cuba, a revitalização da agricultura para aumentar a produção de alimentos é considerada um assunto de segurança nacional, porque o país gasta mais de US$ 1,5 bilhão ao ano importando 80% dos alimentos que consome.

En Libia descubren 267 cuerpos ejecutado de partidarios de Muamar Gaddafi.

via Sandino Vive

Libia
Los cuerpos ejecutados de 267 partidarios del ex líder de Libia, Muamar Gaddafi, fueron encontrados en la ciudad de Sirte y sus alrededores, informó la víspera la Cruz Roja Internacional.

Según el informe, la mayoría de los enterrados recibieron un disparo en la cabeza. La televisión local dijo que los cuerpos de los muertos antes de ser enterrados fueron contados y fotografiados por las autoridades que mostraran las fotos a los familiares de los ejecutados.

El Consejo Nacional de Transición (CNT) de Libia declaró que realizará una investigación en relación con el terrible descubrimiento y sancionará a los responsables de la ejecución en masa.

Anteriormente, los familiares del derrocado líder libio, Muamar Gaddafi, asesinado el pasado 20 de octubre, declararon que denunciarán a la OTAN ante la Corte Penal Internacional de la Haya para que investigue el asesinato de Gaddafi como posible “crimen de guerra”.

Gaddafi fue asesinado cerca de su ciudad natal de Sirte, junto con su hijo Muatasem y el ex ministro libio de Defensa, cuando intentaban salir de la localidad.

La caravana que acompañaba a Gaddafi sufrió un ataque aéreo de la OTAN. Gaddafi resultó herido pero pudo refugiarse en una instalación de drenaje, donde fue encontrado por un grupo de militares del Consejo Nacional de Transición de Libia.

Según algunos informes, Gaddafi y su hijo Muatasem, tras ser capturados vivos primero fueron torturados y luego asesinados. Las autoridades libias niegan esta versión.

Las circunstancias de la muerte del ex líder libio, aún no han sido aclaradas. La semana pasada, medios de comunicación informaron que patólogos realizaron una autopsia a Gaddafi, pero los resultados no se revelaron.

Cadena perpetua para 11 militares de la dictadura argentina

via Tercera Informacion

El ex marino Alfredo Astiz se encuentra entre los 11 condenados a cadena perpetua por un tribunal argentino, acusándolos de cometer crímenes de lesa humanidad en la Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA), centro que funciono como prisión de forma clandestina.

86 casos de secuestros, privaciones ilegítimas de la libertad, torturas y homicidios perpetrados contra disidentes políticos son algunos de los cargos de los que se acusan a los condenados entre los que también se encuentran el ex capitán de fragata Alfredo Astiz, uno de los mayores símbolos de la represión militar, y los marinos retirados Jorge Acosta, Ricardo Cavallo, Jorge Radice, Antonio Pernías y Juan Carlos Rolón, también figuras emblemáticas de la dictadura.

Astiz, de 59 años, conocido como "El ángel rubio de la muerte", está considerado agente emblemático de la represión bajo la dictadura y fue considerado culpable por la desaparición de las monjas francesas Leonie Duquet y Alice Domon, la fundadora de Madres de Plaza de Mayo, Azucena Villaflor, y el escritor y periodista Rodolfo Walsh, entre otras víctimas. El exmilitar fue dado de baja en 1998 por haber declarado a la prensa que estaba en condiciones de «matar»y «poner bombas» si se lo ordenaran.

Después de escuchar como Astiz acusaba al tribunal de «terrorismo judicial» sujentando en sus manos el libro Volver a matar, del periodista Juan Jofre, los supervivientes y familiares de víctimas que seguían la vista a través de pantallas gigantes instaladas en las puertas del tribunal, estallaron en gritos de júbilo con cada sentencia. «Es una jornada histórica, es la lucha más digna de la historia reciente de los argentinos», afirmó Patricia Walsh, hija del periodista asesinado Rodolfo Walsh

19.10.11

Para senadora americana a presença de grupo de teatro infantil cubano nos EUA causa "risco à segurança nacional"

via CONTRAINJERENCIA


La presencia en Estados Unidos de los 22 niños del grupo de teatro infantil cubano La Colmenita es parte de una política que “socava las prioridades estadounidenses de política exterior y los intereses de seguridad nacional”, sostiene la congresista Ileana Ros-Lehtinen, presidenta del Comité de Relaciones Exteriores de la Cámara de Representantes. Ros-lehtinen es famosa por sus lazos con los círculos terroristas cubanoamericanos de Miami.


La Colmenita es integrada por 22 niños y niñas de entre 6 y 15 años y se encuentra en Estados Unidos desde unos días, bajo invitación de la  Fundación Brownstone y del Comité Internacional por la Libertad de los Cinco.

La jefa del clan cubanoamericano ultraderechista en el Congreso norteamericano expresa su “preocupación” en una carta dirigida a la Secretaria de Estado Hillary Clinton, en la cual expresa que el Departamento de Estado otorgo visas “a una organización que está promoviendo a espías convictos como héroes”, una referencia a los Cinco cubanos secuestrados en EEUU por infiltrar a organizaciones terroristas.

Hablando de estos antiterroristas, la politiquera miamense que se pretende cubana termina ubicandose:los “espías” cubanos, dice, realizaron actos ilícitos “contra nuestra patria.


Con su habitual retórica, Ros-Lehtinen ataca a los programas de intercambio cultural y educativo  y exige de Clinton que suministre al Comité de Relaciones Exteriores un recuento detallado del financiamiento de los programas relacionados con Cuba, y luego insta a suspender todos los intercambios culturales y educativos con la Isla.

Procedente de Miami, capital mundial de la industria de la pornografía destinada a Internet, un fenómeno que nunca denunció, Ros-Lehtinen va hasta hablar en su carta de la supuesta existencia en Cuba de lo que llama un “repugnante turismo sexual del régimen”, otro tema usual del discurso propagandístico norteamericano.

La compañía ya presentó su espectáculo en la American University de Washington después de una visita al Capitolio donde “chocó” con la congresista que ahora pretende “no recordarse” del encuentro fortuito.

La Colmenita tiene programadas varias presentaciones en escuelas y centros culturales estadounidenses y una función especial en la sede de la ONU en Nueva York, justo antes del voto anual en el organismo internacional sobre el bloqueo o a Cuba.

Presidente “de honor” del Comité de apoyo al terrorista Luis Posada Carriles, Ros-Lehtinen es famosa por sus relaciones con la fauna terrorista de Miami, por su llamamiento a matar al líder de la Revolución cubana que hizo en un documental británico y su apoyo ciego a los más violentos ataques de Israel contra Palestina.

La politiquera evita mencionar en su carta, a Carlos Alberto Cremata, fundador y director de La Colmenita.

Cremata es hijo de uno de los 73 víctimas de la explosión de un  avión cubano en Barbados en 1976, por orden de Posada Carriles.

15.10.11

Confiante na vitória, Manuel Zelaya aposta em nova era com eleição em 2013

via Opera Mundi
Deposto por um golpe de Estado em junho de 2009, o ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya prepara-se para reassumir um papel protagonista no cenário político do país centro-americano. De volta à sua terra natal desde 28 de maio deste ano, ele coordenou a articulação de diversos movimentos populares que ajudaram na fundação do Libre (Liberdade e Refundação), partido que estará presente nas próximas eleições, em 2013. 

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Braço político da FNRP (Frente Nacional de Resistência Popular), o Libre fica órfão da palavra "resistência", termo que deu forte identidade ao movimento social surgido espontaneamente como reação ao golpe. 

A assembleia geral da FNRP teve de mudar de nome outras duas vezes – primeiro, chamava-se FARP (Frente Ampla de Resistência Popular), e depois, PRP (Partido da Resistência Popular). Isso ocorreu porque as palavras "Frente Ampla" e "Resistência" já haviam sido registradas no TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) local por outras forças políticas. Para Zelaya, coordenador do FNRP, esta não foi uma decisão fácil, mas acredita que o povo terá maturidade para compreendê-la. 

Em entrevista exclusiva ao Opera Mundi, Zelaya abordou temas que provocam intensos debates na história recente de Honduras: as expectativas eleitorais, a necessidade de passar da luta social à luta política, a relação entre a Resistência e o novo partido e o silêncio internacional perante reiteradas violações do Acordo de Cartagena.

Liberdade e Refundação. Por que estas palavras?
A liberdade é uma utopia na qual mergulhamos. Ela rompe a corrente que nos oprime e é uma aspiração pessoal e coletiva. E queremos a liberdade mas, para sermos livres, temos de refundar a pátria.

Para além do golpe de Estado, a proposta política da FNRP surge de uma demanda histórica do povo. Ela tem raízes profundas, e se posiciona contra a desigualdade, a pobreza e a violência do sistema neoliberal e do capitalismo sem limites. O povo amadureceu e está pronto para promover a transformação do país.

Lucas/Opera Mundi


O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, deposto em 2009

Como refundar a pátria? Convocando uma Assembleia Constituinte, que foi a proposta da FNRP, ou por instrumentos constitucionais que já existem?
Em Honduras sempre se debate sobre como administrar o modelo e nunca sobre a estrutura de poder que determina esse tipo de administração. O poder não se discute nunca.

Durante meu governo, tratei de promover mudanças consultando o povo sobre a Constituinte, e me deram um golpe de Estado. Neste sentido, o termo "refundação" vem do conceito: voltar a conceber os fatores de poder no contexto da correlação de forças do país.

O povo se apoderou deste conceito e é um novo ator na correlação de forças em Honduras. Agora, ele quer decidir assuntos de importância nacional. Não para tirar do capital, mas para distribuir melhor a riqueza e reduzir a pobreza.

A reforma constitucional continua prioridade para o novo partido?
Precisamos fazê-la para elaborar um novo poder constituinte no país. O Partido Nacional fez a mesma reforma constitucional que propus em meu governo, e agora deveria convocar uma Constituinte. Isso permitiria a recomposição do pacto social rompido pelo golpe. Se não querem fazê-lo, nós o faremos depois de 2013, quando formos governo.

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Quais forças vão formar o Libre?
Reservamo-nos o direito de não aceitar pessoas que estão de acordo com a violência do golpe. Mas não recusamos os que se arrependeram verdadeiramente do que fizeram. Já perdoamos nossos detratores e avançamos rumo à reconciliação. Não queremos vingança, e sim justiça, e vamos fazê-la nas urnas.

Que peso terão no novo partido os liberais não comprometidos com o golpe?
Vai depender do povo. Se as pessoas, os líderes e os dirigentes que serão propostos ao povo não representarem os interesses bastardos das elites que dominam o país, acredito que terão o respaldo popular para empreender as transformações de que Honduras precisa. Todos vão se submeter ao escrutínio popular, para que o povo possa escolher quem o dirigirá e conduzirá na luta contra o Partido Nacional, a oligarquia e o tradicionalismo.

Também contra o Partido Liberal?
Contra tudo o que representa o tradicionalismo. Não importa a ideologia dos dirigentes, mas eles devem ter uma conduta diferente da tradição, e sua visão política deve estar comprometida com a luta pacífica, democrática, com um profundo compromisso social.

O senhor acredita que os setores que promoveram o golpe estarão dispostos a aceitar um governo do Libre?
Não haveria outro caminho a não ser reconhecer a vitória. Se eles interromperem um processo político eleitoral, o mundo lhes fechará novamente as portas.

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Em diversas ocasiões, o senhor apontou a participação dos Estados Unidos no golpe. Acredita que o país vai intervir neste novo processo político?
Eles sempre se intrometem e sabemos que os países como Honduras são protetorados norte-americanos, ocupados economica e militarmente. Não podemos negar sua presença e devemos nos sentar com eles para lhes explicar que precisamos que suas grandes transnacionais deixem de promover golpes de Estado e violência. Honduras precisa se refundar e eles têm de entender isso.

Qual é a relação entre a FNRP e o Libre?
É o mesmo sujeito. O Libre é apenas o braço político da FNRP, que dirige a intenção do povo de se organizar. Por trás de todo o processo está o povo. A oligarquia quer semear a discórdia ao dizer que há uma divisão entre estas duas forças.

Na Resistência, há muitas pessoas que, por ingenuidade, caem neste erro. Dizer que é incorreto ir às eleições significa participar do jogo da oligarquia e do império. Mas o povo quer participar da política, tomar o poder para conseguir mudanças estruturais.

E quanto à luta social empreendida nestes anos?
Porfirio Lobo está no governo há quase dois anos e a luta social não deu resultados. O que obtiveram professores, operários e camponeses com a luta nas ruas? Praticamente foram privados de suas conquistas históricas. Isso demonstra que a resistência e a luta social são boas, mas têm limites e não resolvem o problema. Na verdade, tivemos retrocessos. O poder político de um governo comprometido é o caminho para resolver os problemas.

Também não haverá diferenças em termos de estrutura?
Já foram aprovados os estatutos do partido e toda a estrutura da FNRP vai se submeter à eleição. O povo decidirá quem vai conduzir a última fase da luta contra a oligarquia e os partidos tradicionais. A partir do momento em que o partido se inscrever haverá uma só estrutura, mas isso não quer dizer que a luta política abandonará a luta das massas, e sim que vai avaliá-la e apoiá-la.

Há pessoas que não acreditam nas lutas políticas, pois elas as obrigam a se relacionar com os verdadeiros atores do país e a reconhecê-los. Temos de participar para derrotá-los pacificamente nas eleições. Deixar o poder para a oligarquia seria fatal.

Quatro meses depois da assinatura do Acordo de Cartagena, o senhor considera esta decisão foi acertada?
Ninguém pode opor-se a um processo de reconciliação. É por isso que as pesquisas mostram que 80% da população é favorável ao acordo. Mas o fato de ele ser cumprido ou não depende de outros fatores.

Lutamos para que eles sejam respeitados, porque a violação dos direitos humanos continua, os julgamentos são parciais, a representação de direitos humanos da ONU não chegou ao país e continuamos reclamando nosso direito à reconciliação.

Honduras reingressou ao cenário internacional, mas ninguém fala do que está acontecendo no país. O Acordo de Cartagena era a peça que faltava para a 'lavagem' do golpe?
O golpe não foi lavado. A Comissão da Verdade disse que foi um golpe e o condenou. Assinei como ex-presidente e Porfirio Lobo como presidente surgido de eleições que impugnamos. Dizer que não reconhecemos seu governo seria negar uma realidade, porque o governo existe.

A Resistência continua desconhecendo sua legitimidade.
A Resistência foi coerente do início ao fim. Com o acordo, nos ofereceram eleições e a inscrição do partido, e aceitamos. No começo, a Resistência queria derrubar o sistema de fora para dentro. Como não foi possível e muitas das conquistas obtidas no passado começaram a se perder, decidimos entrar no sistema e combatê-lo a partir de dentro.

Espero que, em 2013, a sabedoria popular e a conduta desta nova força política marquem o início de uma nova era, não utópica, de falsas ilusões, mentiras e demagogias, mas de realidades. À medida que a campanha (eleitoral) avançar, enfrentaremos todos. Especialmente a CIA (agência de inteligência norte-americana), que vêm nos difamando para dividir o país, tal como fizeram com o golpe. 

15 de outubro – Unidos por uma mudança global


15th october: #United we will re-invent the world








951 cidades – 82 países





15 de outubro – Unidos por uma mudança global

O dia 15 de outubro gente de todo o mundo tomará as ruas e praças. Da América à Asia, da África à Europa, as pessoas estão-se levantando para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos todos em um protesto mundial não-violento.
Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar.
Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e as elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam.
O 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para botar em ação a mudança global que queremos. Nos manifestaremos pacificamente, debateremos e nos organizaremos até o conseguir.
É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem.

Saiamos às ruas do mundo o dia 15 de outubro!

La Colmenita, the National Children's Theater of Cuba, US tour 2011


logotipo
International Committee for the Freedom of the Cuban 5
La Colmenita, the National Children's Theater of Cuba, US tour 2011

AP Interview with the Director of La Colmenita
 

Whether you are 7 or 70, Abracadabra will move you...Come and enjoy!

La Colmenita 1

ABRACADABRA is not a play. It is an act of Justice andLife, written mainly by children who share the dream offreedom. A teacher invites her students to walk the road to the essences, through five very true stories of heroismand virtue.

2011 US TOUR SCHEDULE 

WASHINGTON 

Saturday October 15, 7pm
American University - Kay Chapel
4400 Massachusetts Ave NW, Washington, DC 20016.
The entrance to Kay Chapel is from the main quadrangle, near Ward Circle.
Free parking is available in the Nebraska Avenue Parking Lot
across Nebraska Avenue from the main campus
Donation $10, AU students and children free 

Wednesday October 19, 10am
Duke Ellington School of the Arts
The Ellington Theatre
3500 R Street NW. Washington D.C. 20007
Ticket Prices: $10 Students/Seniors, $15 Adults
Purchase tickets online at http://www.ellingtonschool.org

NEW YORK

Thursday October 20, 4pm
El Puente, Brooklyn NY
Private Presentation

Friday October 21, 7:30pm
Hostos Center for the Arts and Culture at Hostos Community College
Repertory Theater, 450 Grand Concourses, Bronx, New York 10451
Tickets: $20, Students & Seniors $15, Children Free
Tickets on line: www.hostos.cuny.edu/culturearts/events.html

Saturday October 22, 3pm
PS 154 - The Harriet Tubman Learning Center
250 West 127th Street, Harlem, NY 10027
Admission Free

Monday October 24, 10am
The BOCES Educational Resource Center, Nyack NY
Private Presentation

Monday October 24, 6:30-8:30pm
United Nations
Private Presentation

SAN FRANCISCO BAY AREA  

Wednesday October 26, 7pm
East Bay Center for the Performing Arts
339 11th Street, Richmond, CA 94801-3105
Suggested donation at the door $10, Children Free
http://eastbaycenter.org/Events/EventsbyDate/tabid/261/Default.aspx

Thursday October 27, 1pm
Esperanza Elementary School, Oakland
Private Presentation

Friday October 28, 7:30pm & Saturday October 29, 2pm
Fort Mason Center, Cowell Theater
Entrance at intersection of Marina Blvd. and Buchanan St., San Francisco, CA 94123
Tickets $20, Students & Seniors $15, Children Free
www.fortmason.org/events/events-details?id=2026
Tickets on line: http://lacolmenita.eventbrite.com 


For more information about performances in your area, please visit:
www.lacolmenitacuba.com


International Committee for the Freedom of the Cuban 5
To learn more about the Cuban 5 visit:  

14.10.11

Imperdível, "Os últimos soldados da Guerra Fria", mais do que a história de cinco Heróis, a saga de um povo em defesa de seus ideais!



Atacado por uma tendinite, que, além de me tirar o sono, me impede utilizar o computador, estou sem postar nada nas redes sociais há quase quinze dias. Nesse períodos, li, e já reli, o último livro de Fernando Morais, "Os últimos soldados da Guerra Fria".


Trata-se de leitura obrigatória para todos aqueles que querem entender melhor a luta do povo cubano na defesa de seu País. Tendo como referência o gesto heróico de Antonio Guerrero, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René Gonzáles, presos nos Estados Unidos por infiltrar-se nas organizações terroristas que covardemente cometeram inúmeros crimes contra a nação Cubana, a narrativa vai mais além, permitindo aos leitores o acesso a informações que, principalmente por conta do bloqueio econômico e midiático imposto à "Ilha" nos foram sonegadas durante esse período.


Recomendo, um bom presente para o final de ano.


Abaixo, release da Companhia das Letras:


OS ÚLTIMOS SOLDADOS DA GUERRA FRIA - A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita dos Estados Unidos
Fernando Morais

No início da década de 1990, Cuba criou a Rede Vespa, um grupo de doze homens e duas mulheres que se infiltrou nos Estados Unidos e cujo objetivo era espionar alguns dos 47 grupos anticastristas sediados na Flórida. O motivo dessa operação temerária era colher informações com o intuito de evitar ataques terroristas ao território cubano. De fato, algumas dessas organizações ditas “humanitárias” se dedicavam a atividades como jogar pragas nas lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana e, quando Cuba se voltou para o turismo, depois do colapso da União Soviética, sequestrar aviões que transportavam turistas, executar atentados a bomba em seus melhores hotéis e até disparar rajadas de metralhadoras contra navios de passageiros em suas águas territoriais e contra turistas estrangeiros em suas praias.
Em cinco anos, foram 127 ataques terroristas, sem contar as invasões constantes do espaço aéreo cubano para lançar panfletos que, entre outras coisas, proclamavam: “A colheita de cana-de-açúcar está para começar. A safra deste ano deve ser destruída. [...] Povo cubano: exortamos cada um de vocês a destruir as moendas das usinas de açúcar”. Em trinta ocasiões, Havana formalizou protestos contra Washington pela invasão de seu espaço aéreo por aviões vindos dos Estados Unidos - sem nenhum efeito. Enquanto isso, em entrevistas, líderes anticastristas na Flórida diziam explicitamente: “A opinião pública internacional precisa saber que é mais seguro fazer turismo na Bósnia-Herzegovina do que em Cuba”.
Os últimos soldados da Guerra Fria narra a incrível aventura dos espiões cubanos em território americano e revela os tentáculos de uma rede terrorista com sede na Flórida e ramificações na América Central, e que conta com o apoio tácito nos Estados Unidos de membros do Poder Legislativo e com certa complacência do Executivo e do Judiciário. Ao escrever uma história cheia de peripécias dignas dos melhores romances de espionagem, Fernando Morais mostra mais uma vez como se faz jornalismo de primeira qualidade, com rigor investigativo, imparcialidade narrativa e sofisticados recursos literários.

Confira entrevista com Fernando Morais sobre o processo de pesquisa para
Os últimos soldados da Guerra Fria

Qual foi seu primeiro contato com a história dos membros da Operação Vespa, os espiões cubanos em Miami?
Eu soube da história no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em setembro de 1998. Ouvi a notícia no rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo, e na hora pressenti que ali havia um livro embutido. Viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.

Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?
Os cubanos só liberaram o assunto para mim no começo de 2008. A partir de então fiz cerca de vinte viagens a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos depois de colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte.
Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA – Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos - e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.

Quais personagens do livro você conseguiu entrevistar? Poderia falar um pouco deles?
Ao todo fiz quarenta entrevistas. Foram dezessete em Cuba, 22 nos Estados Unidos, e no México entrevistei a cantora brasileira De Kalafe, que havia sido vítima da intolerância de líderes anticastristas na Flórida. Entrevistei diretamente um dos presos, René González, via e-mail, e os demais por intermédio de seus familiares em Cuba. As mensagens (as minhas perguntas e as respostas deles) eram previamente censuradas pelas direções das prisões e limitadas a 13 mil caracteres por semana - se tivesse uma letra ou uma vírgula a mais, a mensagem se autodestruía.
Entrevistei, também pessoalmente, o agente que fugiu clandestinamente para Cuba antes das prisões, o piloto de caças-bombardeiros Juan Pablo Roque. Em Nova York entrevistei o jornalista Larry Rohter, do New York Times, que teve a casa metralhada e os freios de seu carro cortados depois que escreveu reportagens denunciando a ligação de lideranças anticastristas da Flórida com os atentados a bomba contra Cuba. E em Miami entrevistei líderes anticastristas diretamente envolvidos com os atentados contra Cuba, como o líder da organização Hermanos al Rescate, José Basulto.

As organizações de extrema direita descritas no livro continuam atuantes na Flórida?
Os tradicionais inimigos da Revolução Cubana, os autodenominados anticastristas verticales, estão morrendo ou já estão muito velhinhos. Quando eu terminava o texto final do livro, por exemplo, morreu Orlando Bosch, que era considerado o inimigo número 1 de Fidel Castro. Ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas.



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PS: Durante esse período, um dos Cinco Heróis, René Gonzáles, foi libertado depois de 13 anos encarcerado, e ainda deverá cumprir, por exigência da justiça norte-americana, mais 3 anos de prisão domiciliar antes de retornar a Cuba. Abaixo, vídeos emocionantes desses momentos:

Vídeo 1: A libertação



Vídeo 1: Mensagem ao povo cubano