27.7.07

DO BLOG DO PAULO HENRIQUE AMORIM

“ELITE NÃO ENGOLE LULA, COM OU SEM JOBIM”

O diretor-adjunto da revista Carta Capital, Mauricio Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 25, que a tentativa de Lula de fazer uma composição à direita com Nelson Jobim é inútil
.
Segundo Mauricio Dias, Lula é intragável para a direita. “E terminada essa crise nos aeroportos, essa tragédia lamentável com o avião da TAM, vão procurar outra. Vão cavar asfalto para encontrar minhoca”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que a imprensa tem um problema político com Lula: fazer com que Lula não seja um eleitor importante em 2010, já que ele foi eleito em 2006, mesmo com a ação contrária da mídia, conforme mostrou um estudo do Iuperj. “Se a mídia não queria o Lula em 2006, não vai querer que o Lula influencie a eleição de 2010. O jogo é esse”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que o Ministro Waldir Pires era visivelmente rejeitado pelos militares em função do DNA político dele. “O Ministro Waldir Pires foi um homem do Governo João Goulart, que sofreu um golpe dos militares em 1964”, disse Mauricio Dias.

Segundo Dias, Pires foi o primeiro Ministro da Defesa que fez um esforço e que conseguiu colocar os militares sob o comando civil. “Porque não se pode esquecer em momento algum que o poder é civil”, disse Mauricio Dias.

Dias disse também que teve contato com vários militares que passaram pelo poder e que eles não engoliam a presença do Ministro Waldir Pires, porque foi de um governo constitucionalmente eleito e golpeado em 1964.

Leia a íntegra da entrevista com Mauricio Dias:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com Maurício Dias que é diretor ajunto da revista Carta Capital. Como vai Maurício, tudo bem?

Mauricio Dias – Tudo bem, Paulo.

Paulo Henrique Amorim – Maurício, como você analisa a decisão do presidente Lula de indicar o ministro Nelson Jobim para Ministro da Defesa, você que tem uma longa experiência de análises políticas.

Mauricio Dias – Paulo esse é mais um esforço, e eu anteciparia dizendo um esforço inútil, de fazer uma composição à direita. A verdade é que o Lula é intragável para a elite brasileira e, terminada essa crise, essa crise nos aeroportos, a tragédia lamentável com o avião da TAM, vão procurar outra, vão cavar asfalto para encontrar minhoca. Não adianta, no caso, você vê, saiu o ministro Waldir Pires que era visivelmente rejeitado pelos militares em função do DNA político dele, o ministro Waldir Pires foi um homem do governo João Goulart que sofreu um golpe dos militares em 1964. E eu tive vários contatos inclusive com alguns comandantes da Aeronáutica que inclusive passaram recentemente pelo poder e evidentemente que eles não engolem a presença do ministro Waldir Pires porque ele foi de um regime... de um governo constitucionalmente eleito golpeado militarmente em 1964.

Paulo Henrique Amorim – Agora, vão engolir o Nelson Jobim?

Mauricio Dias – Eu acredito que o ministro, ex-ministro, quer dizer o ministro aposentado do Superior...

Paulo Henrique Amorim – Do Supremo.

Mauricio Dias – Do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, é mais palatável, muito mais palatável. Evidentemente que é um homem...

Paulo Henrique Amorim – Ministro de Fernando Henrique Cardoso.

Mauricio Dias – De Fernando Henrique Cardoso, começou no PMDB, teve um papel ali muito interessante até...

Paulo Henrique Amorim – Na Constituinte.

Mauricio Dias – Exatamente. Mais depois, enfim, a partir daí ele se aproximou dos tucanos, enfim, e serviu ao governo Fernando Henrique. É uma tentativa clara que fazer uma composição mais conservadora do governo, à direita. Mas não adianta, não adianta. Isso tem sido uma constante no governo que tem recuado muito, recuado em certas coisas fundamentais e alguns dos seus ministros fazem um esforço impressionante e lamentável de se tornarem palatáveis para esse pessoal que não perdoa e é implacável. Eu me lembro aqui de uma frase do ex-ministro Palocci, quando ele entrou, a Mira passou para ele, “não adianta ser cordato e amável com esse pessoal”. Ele pagou na pele quando chegou a vez dele pagar. Enfim, não adianta, não é cedendo esse espaço político que...

Paulo Henrique Amorim – O que que o Lula, na sua opinião deveria ter feito?

Mauricio Dias – Paulo, veja bem, primeiro eu acho que havia em choque, essa rejeição ao ministro Waldir Pires, que é um homem íntegro, a um homem inclusive cordato. É evidente que tem uma crise aí e não há registro na história da humanidade de que um governo que tem uma crise e olha para o lado onde a crise está havendo e corta a cabeça do mais visível, que é o ministro Waldir Pires. Resistiu, resistiu, resistiu, mas chegou a um ponto, levou para o sacrifício. A questão é a seguinte, é muita ingenuidade, ou má fé, supor que o problema que está havendo nos aeroportos é responsabilidade do ministro Waldir Pires, então é claro que me parece, me parece uma situação muito parecida, muito semelhante a dos clubes de futebol, há um desarranjo ali por variadas razões, os melhores jogadores estão machucados... enfim, há algum problema e você pega o técnico...

Paulo Henrique Amorim – Um grande número faz corpo mole também, não é?

Mauricio Dias – Exatamente.

Paulo Henrique Amorim – Aquele pessoal que joga naquele time do PT de São Paulo faz corpo mole.

Mauricio Dias – Exatamente. Então, enfim, você pega e troca o técnico. Mas o problema não desaparece. É evidente que existe problemas na da aviação comercial grave. É claro também que as empresas forçaram a situação em Congonhas, inaceitável e todos os governos, esse e os anteriores acabaram cedendo às pressões e que evidentemente se existe uma tragédia, nesse momento, aérea era Congonhas, realmente estava superlotado estava, enfim. Essa decisão de fazer dali o aeroporto de... o eixo da aviação comercial para outros setores do país com a queda da aviação regional isso é evidente que criou problemas, claro. Agora isso não é, eu me lembro muito de uma frase do Nelson Rodrigues subdesenvolvimento, que dizia assim, “subdesenvolvimento é uma obra de séculos”. Esse problema que está acontecendo não é uma obra de agora é uma obra de décadas.

Paulo Henrique Amorim – Agora, deixa eu te perguntar uma coisa, e com relação à crise da mídia que, evidentemente com exceção da revista Carta Capital de que você é diretor, a crise da mídia está, evidentemente, partidarizada. Como é que você explica que o governo Lula não reaja a isso?

Mauricio Dias – O governo Lula tem uma, setores do governo Lula tem a impressão, pelo menos até há não muito tempo atrás, de que a mídia recuaria da posição que ela adotou, por exemplo para ficar num momento mais notório, na eleição do ano passado. Uma eleição onde já existem estudos comprovados do instituto Doxa, ligado ao Iuperg, um instituto que não tem nenhum vínculo partidário com o PT, que mostra como é que a imprensa se comportou naquele momento. Muito bem, e isso prosseguiu. Agora, houve um momento, ainda há em setores do governo uma crença de que a imprensa vai recuar e a imprensa não vai recuar porque aí soma-se, inclusive, problema político e problema de preconceito. Por exemplo, qual é o problema político? É claro que o presidente Lula disso de hoje é um eleitor fundamental em 2010, fundamental em 2010. Então é preciso fazer sangrar, sangrar, sangrar... A quem não interessa que o presidente Lula seja um grande eleitor em 2010? Procure essa resposta e você vai procurar, você vai entender um pouco o comportamento da mídia. Se a mídia não queria o Lula em 2006 não vai querer que o Lula influencie a eleição de 2010.

Paulo Henrique Amorim – Deixa eu te perguntar uma coisa, o jornal Valor de hoje publica uma reportagem dizendo que o presidente Lula procura se aproximar do governado José Serra e fazer um acordo para evitar a oposição de Serra especificamente no caso da crise aérea. Como é que você interpreta, se essa especulação, se essa informação for verdadeira?

Mauricio Dias – Não, eu acho que o presidente Lula tem procurado a aproximação com José Serra. E tem procurado também com o governador Aécio, que são dois que estão falando aí que são dois candidatos em potencial do PSDB para 2010. Só que tem que hoje o governador Aécio, de Minas, tem uma aliança amada, potencial com o ex-governador Alckmin. Ou seja, e se você olhar para o lado governista você não tem muito claro ainda, ou aliás não é nada claro, de qual vai ser o jogo do PT e do presidente Lula na eleição de 2010. O Lula está tentando fazer aquela política pendular entre o governador Serra e o governador Aécio para tirar alguma vantagem nisso, coisa que o doutor Getúlio Vargas fazia com muita eficiência e fez durante a Segunda Guerra, entre os aliados e os alemães e acabou arrancando para a gente, para o país, a Companhia Siderúrgica Nacional. Enfim, a política pendular. O Lula está fazendo uma política pendular. Porque não há um candidato do PT visível, não há um candidato da base governista visível. A revista Carta Capital publicou essa semana uma projeção da eleição de 2010 que deve ser vista com muitas reservas porque é muito precário você analisar...

Paulo Henrique Amorim – É muito cedo.

Mauricio Dias – E muito cedo. Mas de qualquer forma você tem ali uma coisa muito interessante. Individualmente, se a eleição fosse hoje, o Governador José Serra seria o mais votado e individualmente, se você olhar o voto, porque foi testado o nome do deputado Ciro Gomes e o nome da Ministra Marta Suplicy. A soma do Ciro com a soma da Marta, que é a base do Governo dá mais que a votação do Governador Serra. Ou seja, projeta uma disputa muito árdua. E quem está no poder, evidentemente, tem muita influência nisso, que é o Presidente Lula. Então a questão continua fazer o Governo sangrar e Lula sangrar até chegar em 2010. Terminada essa crise dos aeroportos e todos nós torcemos para que isso se restabeleça o mais rápido possível...

Paulo Henrique Amorim – Como consumidores, antes de qualquer coisa.

Mauricio Dias – Exatamente. Vai surgir outras, não tenha dúvida. Porque tem sido assim, uma sucessão de crise atrás de crise.

Paulo Henrique Amorim – Você que já viu muita água por baixo da ponte, você já viu a mídia brasileira tão unida e tão feroz?

Mauricio Dias – Nunca! Nunca! Teve um momento que houve uma aproximação disso, foi em 64, exatamente, quando a mídia toda apoiou o golpe de 64. Inclusive alguns arautos aí hoje da liberdade de imprensa apoiaram o golpe e acabaram, enfim, tendo um papel...

Paulo Henrique Amorim – Estadão, O Globo, a Folha, todos eles...

Mauricio Dias – Todos eles. Mas houve um acordo. Há um livro maravilhoso de uma americana mostrando que houve um pacto naquele momento para que o golpe se desse de uma maneira consensual. E só depois, quando veio o AI-5 é que começou haver uma...

Paulo Henrique Amorim – Você se lembra o nome desse livro, dessa professora?

Mauricio Dias – Paulo, não me lembro. Mas é publicado pela Editora da Fundação Getúlio Vargas.

Paulo Henrique Amorim – Nós vamos atrás disso para ajudar aos nossos internautas.

Mauricio Dias – É um livro muito interessante. É um livro que mostra o acorde que foi feito com a imprensa naquele momento.

Paulo Henrique Amorim – Haveria um acordo hoje? Ou não precisa?

Mauricio Dias – Paulo, não precisa. Quer dizer, não precisa explicitar. Os gregos têm uma expressão chamada agrafa dogmata, que é a lei não escrita, é o acordo não escrito.

Paulo Henrique Amorim – (risos)... Mauricio, você está impossível...

Mauricio Dias – (risos)... É que eu vi so “300 de esparta”.

Paulo Henrique Amorim – (risos)... Bom, em resumo, você acha que essa escolha do Nelson Jobim não resolve o problema...

Mauricio Dias – Não vai resolver, não vai resolver. Olha aqui, vou fazer uma impropriedade aqui: se a questão da crise fosse substituir o Ministro Waldir Pires, o Presidente Lula já devia ter feito isso há muito tempo. Evidentemente que não é isso. Não é possível, você está entendendo. Há vários fatores. Agora, o Ministro Waldir Pires é rejeitado pelos militares claramente. Tem toda má vontade com ele. E ele, anote isso, é importante: ele é o primeiro Ministro da Defesa que tenta efetivamente, que fez um esforço e que conseguiu em parte botar os militares sob o comando civil. Porque não se pode esquecer, Paulo, em momento nenhum, que o poder é civil. Malgrado surgir algumas pessoas como o Ministro Olympio Pereira da Silva Júnior, do Superior Tribunal Militar, em palavras pobres, pregar um golpe, alguma reação dos militares. Mas eu queria deixar claro aqui o seguinte: o Superior Tribunal Militar é apenas um cemitério de generais reformados. Não tem nenhuma importância na ordem das coisas e na seqüência desse raciocínio o Ministro Olympio não tem importância nenhuma.

Paulo Henrique Amorim – Muito obrigado Mauricio.

Mauricio Dias – Um abraço, Paulo.
Leia mais em:

http://conversa-afiada.ig.com.br/

25.7.07

Deu no Blog do Mino

O ano que não quer calar

Clovis Rossi escreve hoje na Folha de S.Paulo: "Se um país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?"
Sinto que o jornalista, seus parentes e seus colegas regozijaram-se com a imagem, e imaginei cento e oitenta milhões de brasileiros agarrados à cauda de um Airbus.
Ainda assim, mesmo entregue ao mais empenhado e solidário esforço para apreciar a veia literária de Clovis Rossi, receio que país algum tenha condições de segurar um avião.
O texto consta de um edificante apanhado elaborado pelo site da Carta Maior com o intuito de demonstrar a sanha golpista da mídia nativa, com o adendo da fala recente de um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, segundo quem, diante da conjuntura,"pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante". Até um paralelepípedo percebe a referência ao golpe de 1964.
Sublinho que ontem, ao entrevistar Cassandra pelo telefone (atualmente ela mora em Corinto, deixou Tróia faz tempo), não me escapou toda a sua preocupação com a crise aérea e suas conseqüências. A filha de Priamo fareja clima de golpe, mas tendo a tomar os vaticínios de Cassandra como resultado do seu monumental mau-humor. De todo modo, o ministro do STM falava na entrega dos espadins aos alunos das academias militares, neste mês. E a estes disse que os tais cidadãos de bem, "vão se apresentar" e "aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar".
Carta Maior não deixa de registrar editoriais do Globo e do Estadão, e, obviamente, a coluna de Dora Kramer. Textos que ecoam, sem surpresa para mim, páginas e pronunciamentos de quarenta e cinco, quarenta e quatro anos atrás. Aqui, no meu cantinho, resisto na crença de que os tempos mudaram. Acho que 1964, aquela tragédia, sem descurar de certos toques de comédia (o que torna o desastre ainda maior), hoje ficaria entre a farsa e a ópera bufa. Com a colaboração de scriptwriters extraordinariamente vocacionados para o gênero.
Há um caldo de cultura perigoso formando-se no ambiente político brasileiro.

24.7.07

"Chega ou basta" e "Cansei"

Golpe em andamento

Falta muito pouco para "intelectuais", jornalistas, empresários e publicitários lancarem a campanha para derrubar o presidente Lula, como informa a colunista Mônica Bergamo:
'Um grupo formado por jovens empresários da Fiesp, por pessoas ligadas a artistas, como Jesus Sangalo, irmão da cantora Ivete Sangalo, por publicitários como Sérgio Gordilho, da agência África, de Nizan Guanaes, e por empresários como João Doria reuniu-se na semana passada para discutir o lançamento de um movimento cujo slogan será "Cansei!" ou "Chega e basta!". "Não somos contra ninguém. Somos a favor do Brasil", diz o empresário Marcos Haddad, dos jovens empresários da Fiesp.

Uma segunda nota

Além de peças publicitárias com o slogan que poderiam ser divulgadas em TVs, jornais e internet, Haddad diz que o grupo planeja ações.
"As pessoas, por exemplo, poderiam, num dia determinado, sair de seus locais de trabalho e tomar as ruas como forma de protesto e homenagem às vítimas do acidente da TAM."
O movimento quer também protestar contra a violência e o baixo crescimento do país.

Revivendo 64

Dois editoriais publicados no jornal Correio da Manhã e JB:"Chega!""Basta!", ganharam as ruas no dia 30 de março daquele ano. Exceto a Última Hora, todo o imprensalão da época - inclusive os democratas radicais Folha, Estadão e O Globo - apoiaram e foram decisivos para a consolidação do golpe, que em nome da "liberdade" nos condenou a 21 anos de ditadura. Falta marcar a marcha com Deus. O resto do roteiro está pronto. O golpe já está em andamento. Só não vê quem não quer.

1.7.07

DIREITA VOLVER!

Sempre tive a certeza que parte dessa tão propalada esquerda de Bauru era fajuta. Dito e feito.

Finalmente resolveram mostrar a cara e juntar-se com os golpistas de 64. CCC, MAC e FAC revivem em Bauru.

Vixe! Sai satanás! Tô fora!

26.6.07

Coisas da imprensa 5

Diferentes maneiras de contar a mesma história

A História de Chapeuzinho Vermelho na Imprensa

*JORNAL NACIONAL*

(William Bonner): "Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...".

(Fátima Bernardes): "... Mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia".

*FANTÁSTICO*

(Glória Maria): "... Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"

*CIDADE ALERTA*

(Datena): "... Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não."

*REVISTA VEJA*

"Lula sabia das intenções do lobo".

*REVISTA CLÁUDIA*

"Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho".

*REVISTA NOVA*

"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama".

*REVISTA MARIE-CLAIRE*

"Na cama com o lobo e a vovó".

*FOLHA DE S. PAULO*

Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador". Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

*O ESTADO DE S. PAULO*

"Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT."

*ZERO HORA*

"Avó de Chapeuzinho nasceu no RS".

*AQUI*

"Sangue e tragédia na casa da vovó".

*REVISTA CARAS *

(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa".

*PLAYBOY*

(Ensaio fotográfico no mês seguinte) "Veja o que só o lobo viu".

*REVISTA ISTO É*

"Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente."

*G MAGAZINE*

(Ensaio fotográfico com lenhador) "Lenhador mostra o machado


15.6.07

Mais coisas da imprensa

"Dezenas de automóveis trafegaram pelo centro da cidade, tocando suas buzinas, em sinal de alegria pela vitória da democracia em todo o País. As estações de rádio e televisão, que estavam sob censura, iniciaram suas transmissões normais, pouco depois das 17 horas. Os contingentes de fuzileiros navais que ocupavam as redações de alguns jornais, foram recolhidos aos quartéis. Por volta das 17,15, o Forte de Copacabana anunciava, com uma salva de canhão, a aproximação das tropas do general Amauri Kruel, que atingiria o Estado da Guanabara às últimas horas da noite de ontem. A população de Copacabana saiu ás ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento. (...)
" O Dia, 2 de abril de 1964

13.6.07

Coisas da imprensa 3

"Quem chegasse às 8h30m da noite de ontem ao Edifício do Jornal e da Rádio Jornal do Brasil não poderia entrar pois encontraria na porta, metralhadora em punho, um fuzileiro naval. E se olhasse pela parede de vidro dos estúdios da Rádio teria a impressão de assistir a um filme de gangsters: quatro outros fuzileiros, comandados pelo Tenente Arinos, moviam-se como gorilas pelo estúdio, seus movimentos tolhidos pelas metralhadoras que ameaçavam microfones, painéis de instrumentos e os funcionários, estupefatos com aquela irrupção de selvajaria tecnológica em plena Avenida Rio Branco. Era o Brasil regredindo ao estado de republiqueta latino-americana. Os fuzileiros navais, ao chegarem, dispararam dois tiros para o ar diante do prédio e entraram de metralhadoras em punho, pistolas na cinta, até o 5o andar. " " Quem estimula a indisciplina de marujos e fuzileiros e depois os transforma em bandidos e em seguida em pobres diabos pilhados em flagrante? A partir de 13 de março o Sr. João Goulart tem injuriado muitos, em muito pouco tempo. Agora, ao que tudo indica, já lhe resta muito pouco tempo para injuriar quem quer que seja."
Jornal do Brasil, 1 de abril de 1964

12.6.07

Coisas da imprensa 2

"Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.(...)"
O Globo, 2 de abril de 1964

11.6.07

Coisas da Imprensa

Jornal do Brasil, 14 de março de 1964
"O ex-governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para "este impasse a que chegamos", sugerindo "uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas. Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou "bom" o discurso do ex-governador gaúcho. (...)"

2.6.07

Choram os golpistas

Recebi, concordo e repasso

"Crise da RCTV mobiliza Venezuela", diz o título principal da página 42 do Globo de domingo passado.
Em reportagem de página inteira assinada por Cristina Azevedo, o jornal chora a não renovação da concessão da RCTV pelo governo venezuelano, que terminou na meia-noite do sábado.
Até aqui, nenhum problema. Ninguém é obrigado a concordar com a medida do governo Chávez. Acontece que O Globo não é sincero com seus leitores: em vez de esclarecer que a emissora participou ativamente do golpe de Estado contra Hugo Chávez, em 2002, o jornal prefere dizer que "a emissora é acusada de ter participado do golpe". Na mesma página, há um quadro que beira o ridículo. Sob o título "O destino interrompido de 'Mi prima Ciela'" e a foto de cinco personagens da novela, O Globo passa a narrar uma cena do programa e avisa que centenas de fãs telefonaram para saber o que aconteceria com a personagem principal caso a novela chegasse ao fim: "Ela morre no final?", pergunta um dos telespectadores. Isso é grave. Muito grave. Saber se prima Ciela morre no final da novela é realmente fundamental para os destinos da República. De qualquer República. Pena que Hugo Chávez não pense assim!
Seu governo acredita que a empresa descumpriu as leis do país e que não mereceu ter a concessão renovada. Ou ninguém sabe que televisões e rádios são concessões púlicas, que podem ou não serem renovadas?Em seu lugar passará a funcionar um canal popular produzido pelo povo venezuelano. Há quem diga se tratar de um passo firme rumo à democratização dos meios de comunicação, algo que, inclusive, está previso em nossa Constituição.
Certamente essa não é a opinião do jornal que no dia 1º de abril de 1964 foi às bancas com a manchete: "Fugiu Goulart e democracia está sendo restabelecida".

28.5.07

Solo le pido a Dios

Eu só peço a Deus

(Solo le Pido a Dios)

Leon Gieco Raul Elwanger



Eu só peço a Deus

Que a dor não se seja indiferente

Que a morte não me encontre um dia

Solitário sem ter feito o que eu queria



Eu só peço a Deus

Que a injustiça não se seja indiferente

Pois não posso dar a outra face

Se já fui machucado brutalmente



Eu só peço a Deus

Que a guerra não se seja indiferente

É um monstro grande e pisa forte

Toda pobre inocência desta gente



Eu só peço a Deus

Que a mentira não se seja indiferente

Se um só traidor tem mais poder que um povo

Que este povo não esqueça facilmente



Eu só peço a Deus

Que o futuro não se seja indiferente

Sem ter que fugir desenganado

Pra viver uma cultura diferente



Solo le pido a Dios

Que la guerra no me sea indiferente

Es un monstruo grande y pisa fuerte

Toda la pobre inocencia de la gente

20.5.07

A revolta dos Bagrinhos

Conversei com alguns amigos que estiveram presentes a uma reunião ocorrida na última sexta-feira na área de lazer da OAB. Pelo que pude entender, o objetivo da mesma, foi o de reunir um grupo de cidadãos, lideranças de comunidades e categorias, para consolidar uma chapa completa de vereadores que concorrerá às eleições do próximo ano em partido a ser definido até o prazo determinado pela legislação eleitoral.
Apesar de, em princípio, a idéia parecer meio quimérica, parece que já está causando arrepios em setores da política bauruense. Afinal, caso as intenções do grupo sejam verdadeiras, a idéia, mesmo que despolitizada, poderá criar dificuldade para a eleição de muitos dos atuais tubarões da cena política local. Tentarei conversar com algum dos organizadores do evento e verificar, neste cenário de bagrinhos e tubarões, se é possível “pescar” mais alguma coisa.

3.5.07

SEM COMENTÁRIOS

Mais uma semana que passa, e as verdades continuam a aparecer. Além dos já comentados casos do transporte escolar (aliás, a licitação foi muito interessante, duas empresas do mesmo dono concorrendo entre si), do serviço do DAE em Piratininga e do almoxarifado informal da Educação, agora a discussão passa pelos tais “softwares” encomendados da FUNDUNESP e, dizem algumas pessoas bem informadas, que vem mais por aí. É bom ficarmos antenados.

Portanto, apenas para chamar a atenção daqueles que tem a memória curta, é sempre bom lembrarmos do artigo 37 da Constituição Federal, que diz em sua introdução: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e .........”

24.4.07

Câmara Municipal mostra serviço

Parabéns

Nossos vereadores demonstraram na sessão dessa segunda-feira, que não se deixam levar pela “turma do deixa disso”. Apesar das pressões, votaram e aprovaram a criação da CEI do transporte escolar. Reafirmo, a grande questão é a exigência legal, não cumprida, de acompanhamento e fiscalização do cumprimento do contrato.

Parabéns II

Outra prova de que nossa Câmara Municipal está cumprindo o seu papel de agente fiscalizador, foi demonstrada pela apresentação das denúncias relativas ao “estoque” da Educação e ao serviço feito pelo DAE em área particular do vizinho município de Piratininga.
Quanto ao “almoxarifado oficioso” da Educação, as imagens apresentadas, explicitam o “cuidado” que aquele setor tem com a coisa pública. Aliás, o mesmo que teve no acompanhamento e fiscalização do contrato do transporte escolar.
É preciso que tudo isso seja investigado a fundo pelos nossos vereadores.

Tomou Doril?

Onde será que está a imprensa investigativa que, outrora, era a primeira a denunciar situações como essas? Emudeceu-se?

23.4.07

Stanislaw

Os últimos quinze dias aqui pela província foram dignos do saudoso Sérgio Porto. Não pela aparição de algum grupo de “Certinhas” como as do Lalau, mas pelo verdadeiro festival de preciosidades que foram ditas. É só dar uma rápida folheada nos jornais locais e vemos o “FEBEABA” em ação. De palpites na gestão do município a declarações sobre programa de governo, falou-se muito e pouco ou quase nada se fez. E assim, "la nave va", sem timoneiro e com a tripulação perdida.

Hoje é domingo pé de cachimbo ........

Finalmente tive tempo de atualizar o blog. Estive ocupado desenvolvendo minhas atividades voluntárias de solidariedade social. Aliás, uma coisa que me causa estranheza aqui na província é que essas atividades, cujos princípios, a meu ver, deveriam basear-se no anonimato, acabaram transformando-se em sinônimo de coluna social.
Nunca vi isso. É uma loucura. Deve refletir alguma carência ou necessidade de auto-afirmação.

11.4.07

Finalmente

Tenho que dar a mão à palmatória. Finalmente vou concordar com o alcaide.
Ao comentar a pauta de reivindicações dos trabalhadores da EMDURB, o digníssimo mandatário teria dito: “Chamar o passado como modelo em Bauru é temerário”. Tem toda razão!
Realmente, todos aqueles eleitores que, baseando-se no governo passado do senhor alcaide, acabaram votando nele, cometeram um enorme erro.