18.8.10

Celso Barros: Por que votarei em Dilma Rousseff

Os três principais candidatos nessa eleição presidencial são muito bons. A terceira colocada deve ser Marina Silva, e Marina Silva seria melhor presidente que 90% dos presidentes do mundo. Levando em conta só os competitivos, nos últimos dezesseis anos só Garotinho (que a The Economist traduzia como “Little Kid”) avacalhou nosso currículo, onde, na minha modesta opinião, devemos ter orgulho de ostentar Lula e FHC.

Mas é preciso escolher, e, no que se segue, argumentarei que a melhor opção para o Brasil no momento é uma ex-guerrilheira nerd.

1. Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.

O governo Lula, tanto quanto o governo FHC, foi um governo democrático. Quem lê jornal no Brasil não apenas percebe que é permitido falar mal do governo, mas pode mesmo ser desculpado por suspeitar que falar mal do governo é obrigatório por lei. Os partidos de oposição atuam com plena liberdade, os movimentos sociais, idem, e, aliás, eu também. O Olavo de Carvalho se mandou para os Estados Unidos, dizem que com medo de ser perseguido politicamente, mas, se tiver sido por isso, foi só frescura. De qualquer modo, nunca antes nesse país exportamos tantos Olavos de Carvalho.

A economia foi muito bem gerida durante a Era Lula, a despeito do que falam muitos petistas (talvez preocupados com a falta de oposição competente). Companheiros, deixemos de falar besteira: a política econômica foi um sucesso. Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC, e acrescentamos a isso: uma preocupação quase obsessiva por acumular reservas internacionais, a excelente ideia de comprar de volta nossa dívida em dólar, e medidas de incentivo fiscal quando foi necessário. A dívida como proporção do PIB caiu consideravelmente, e só voltou a subir quando foi necessário combater a crise. Certamente voltará a cair já agora.

Por essas e outras, fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair da maior crise econômica desde 1929. Os tucanos se consideravam uma espécie de Keynes coletivo por terem sobrevivido à crise do México. Com muito menos custo, sobrevivemos à crise dos EUA. E isso se deu porque a economia durante a Era Lula foi muito mais bem administrada do que durante o primeiro governo FHC. No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.

E, na área social, o Lula realmente se destaca na história brasileira, e na conjuntura econômica mundial. FHC não merece nada além de parabéns por ter copiado o Bolsa-Escola do governo petista do Distrito Federal (cujo governador havia idealizado o programa ainda na década de 80), e o PT merece críticas por ter atrasado sua adoção insistindo no confuso “Fome Zero” por tempo demais; mas, uma vez re-estabelecida a sanidade, o programa foi implementado com imenso sucesso, e, associado à política de recuperação do salário mínimo, e à boa gestão da economia, geraram resultados que não estavam nas projeções do mais otimista dos petistas em 2002. Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.
A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.

Não é à toa que o economista Marcelo Neri, um dos mais respeitados estudiosos da pobreza no Brasil, fala no período de 2003-2010 como “A Pequena Grande Década”. Tanto quanto sei, Neri não é petista.

Por outro lado, há algumas semanas, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um balanço crítico do governo Lula, que considera um desastre. O artigo praticamente não tem nenhum número. I rest my case.

2. Seria idiota dizer que isso não é, em nenhum grau, motivo para votar na Dilma. Dilma participou ativamente disso tudo, e, no mínimo, apoiou isso tudo. Marina Silva, é verdade, apoiou quase tudo isso. José Serra não o fez, e muitos de seus simpatizantes continuam convictos de que os últimos oito anos, em que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu no ritmo da economia chinesa, foi uma era das trevas da qual a nossa elite bem pensante (hehehe) acordará em breve, chorando de felicidade porque era só um pesadelo.

Mas, até aí, eu considero que a Era FHC também foi boa para o país, por outros motivos, e mesmo assim foi bom que Lula fosse eleito em 2002 (como irrefutavelmente provado acima). Por que não seria esse o caso, agora?

Em primeiro lugar, porque não acho que será bom para o Brasil se o governo Lula tiver sido só um intervalo. Se Serra ganhar a eleição, eis o que se tornará a versão oficial sobre esse período: uns caras com diploma governavam muito bem o Brasil por muitas décadas, aí surgiu um paraíba muito carismático que acabou % ganhando a eleição, mas não fez nada demais, por isso eventualmente a turma do diploma retomou o controle da coisa toda. Coloquei um sinal de porcentagem no meio da frase para que ela tivesse pelo menos um erro que não fosse também papo furado.

É importante compreender que os novos atores que compõem o PT vieram para ficar, pois são sócios-fundadores de nossa democracia, e que, de agora em diante, o Brasil é um país com uma esquerda que sabe ser governo. Isso quer dizer que agora a direita, para vencer eleições, precisa apresentar boas candidaturas (de preferência sem roubar nossos sociólogos, ou economistas heterodoxos) e, o mais crucial de tudo, apresentar propostas para os mais pobres, que acabam de descobrir que podem melhorar imensamente suas vidas com o voto. A direita brasileira ainda não fez esse trabalho: continua pensando como se fosse um direito natural seu governar o país, e esperando que algum movimento legitimista re-estabeleça a ordem nesta budega.

Enquanto a justiça eleitoral não fizer o voto do Reinaldo Azevedo ter peso 50 milhões, a estratégia de fingir que o governo Lula não desmoralizou os anteriores, diminuindo a pobreza sem desestabilizar a economia, não vai ganhar eleição. Enquanto não tiver um projeto para o país (o que, diga-se, o Plano Real foi), a oposição não merece voltar ao governo. Como o PT dos anos 90, por exemplo, não merecia ganhar a presidência, pois seu programa era o que, no jargão sociológico, era conhecido como “nhenhenhém”. O PT venceu quando reconheceu que o papo agora era outro, e era preciso partir das conquistas já alcançadas. Não há sinal que consciência semelhante exista na oposição como bloco político, embora, sem dúvida, o candidato Serra o tenha compreendido.

3. Mas esse tampouco é o melhor motivo para se votar na Dilma. O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma.

Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?

Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.

Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.

Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.

Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.

A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.

Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.
Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.

Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.

Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.

4. Certo, mas deve ter gente pensando, ah, mas ela é só uma tecnocrata, vai ser engolida pelos políticos (o bom é que essa mesma turma dizia que o Lula, por não ser um tecnocrata, ia ser engolido pelos políticos). Deve ter gente, à direita e à esquerda, com esperança de manipular a Dilma. A Dilma, no caso, é aquela menina que, aos vinte e poucos anos, inspirava respeito até nos caras do Doi-Codi, como se depreende dos documentos da época. Se quiser ir tentar manipular essa dona aí, rapaz, boa sorte, vai lá. Depois você conta pra gente como é que foi.

por Celso Barros em Amalgama

Jovens querem renovar São Paulo com mais transporte e segurança

Era uma vez em Honduras. Esse menino é bom!

Segundo programa da Dilma - dia 17 de agosto - período noturno

COM DILMA O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO

Brasil, el despertar del gigante latinoamericano

Desde que en 2002 Luiz Inacio Lula da Silva llegó a la presidencia de Brasil, la economía del gigante latinoamericano ha despertado de un largo letargo.

El Banco Central informó de que el crecimiento del Producto Interno Bruto (PIB) de Brasil para 2010 se elevará a 7,3%, superior al estimado anterior que era de5,8 %.

De concretarse el aumento, será el mayor de la economía nacional desde 1986 lo que indica que el gigante sudamericano ha despertado del letargo en que estuvo sumergido durante años.
La entidad bancaria asegura que el actual ciclo de expansión permanecerá estable en el mediano plazo porque existe un rumbo favorable del mercado de trabajo, de la renta real, de las inversiones y de los indicadores de confianza de los empresarios y los consumidores.

El Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) reveló que la cifra alcanzada es sumamente elocuente pues en el primer trimestre de 2010 el PIB fue 9% superior comparado con el mismo período de 2009.

El presidente Lula se encargó recientemente de alabar los resultados cuando declaró en el programa radial Lunes de Café que “la economía brasileña está viviendo un momento excepcional al generar más de 1.400.000 empleos formales en el primer semestre de 2010, mientras en el mundo se vive una situación de desempleo”.

Se estima que a finales del presenta año, la creación de puestos de trabajo llegará a alrededor de 2.500.000, catalogado como un hecho relevante para el trabajador, la industria y la economía.

Los sectores de la construcción y los servicios han crecido por encima de la media nacional, mientras también lo han hecho la industria con 11,6% y la agropecuaria con 5,4%.

Desde los primeros momentos de la crisis económica mundial, que comenzó en 2008 en Estados Unidos y de la cual ese país no ha podido aún recuperarse, Brasil puso en marcha una serie de medidas como la exoneración de impuestos, el incentivo a la producción de determinados sectores y la creación de nuevos programas que le permitieron no solo ser el último (y por un corto período) en entrar en crisis sino también uno de los primeros en salir de ella.

El PIB logrado en el período analizado ha sido muy superior al registrado en las mayores economías del mundo, como Canadá, Estados Unidos, Suecia, Japón, Francia, Alemania, Italia y Reino Unido, además de sobrepasar al de India (8,6%), Rusia (4,5%) y quedar sólo por debajo de China que llegó a 11,9%. Estos tres últimos, junto con el gigante sudamericano, integran el grupo BRIC, que unidos representan el 25% del PIB mundial.

Lo fundamental en todos estos años ha sido la ayuda y las oportunidades que el gobierno de Lula le ha brindado a los sectores más desfavorecidos para que se incorporen a labores productivas y de servicios y comenzara a disminuir la asimetría económica existente entre las diferentes capas poblacionales.

Un estudio efectuado por el Instituto de Estudios del Trabajo y la Sociedad (IETS) indica que en el período 2004-2008 y pese a la crisis económica mundial, la pobreza cayó de 36,2% al 23,9%. Es decir, en solo cinco años se redujo en 12,3%.

Según datos basados en Encuestas Nacionales por Muestreo de Domicilios (ENMD) que realiza anualmente el IBGE, en los resultados para esa transformación social han incidido la mejora en los sueldos de los trabajadores peor remunerados y los aumentos reales del salario mínimo en el período.

El gobierno no detuvo el Programa de Aceleración del Crecimiento (PAC) que implica el otorgamiento de cientos de miles de dólares en inversiones de obras públicas que han reforzado a las entidades nacionales con el consecuente aumento de las exportaciones así como ha permitido disminuir el desempleo y los índices de pobreza.

La consultora Data Popular que ha dividido a la sociedad brasileña en cinco categorías que van desde la A, la más adinerada hasta la E, la más pobre, dictaminó que con las políticas establecidas durante los casi ocho años de la presidencia de Lula da Silva, los estratos más favorecidos han sido los C, D y E.

Destacó que por primera ocasión la clase D superó a la B y se sitúa como segundo estrato social en volumen de consumo con un ingreso mensual por familias entre 290 y 800 dólares, favorecido por programas sociales como Hambre Cero, Bolsa Familia (brinda asistencia a núcleos pobres) y Primer Empleo que facilita a los jóvenes el acceso al mercado laboral, además de los subsidios distribuidos y el aumento del 53% del salario mínimo desde 2003.

La ampliación de la capacidad de consumo de las clases C, D y E, contribuye directamente a la expansión del PIB pues al disponer de mayores ingresos han podido adquirir efectos electrodomésticos que antes no estaban a su alcance.

Organizaciones gubernamentales han declarado que en este año se crearán 2.500.000 nuevos puestos de trabajo y se cerrará el 2010 con una cifra de desempleo de sólo 7,3%.

Aunque aún persiste un índice de desigualdad elevado dentro de la sociedad, los números han ido en descenso desde 2002 y en estos momentos de ubican en 0,493 del índice Gini que mide las condiciones en una escala de 0 a 1. Mientras más cerca se esté de 1, la desigualdad es mayor.

Brasil, al igual que Latinoamérica en su conjunto, sufrió durante decenas de años las políticas neoliberales, de privatizaciones y libre comercio, aceptadas por sus gobernantes a instancias de Estados Unidos y de los organismos financieros internacionales, las cuales llevaron pobreza y miseria a la mayoría de sus poblaciones.

Brasil también en los últimos ocho años ha trabajado arduamente para incrementar la integración, la cooperación y el comercio regional.

Por ese motivo, la casi totalidad de los gobiernos del área latinoamericana y caribeña esperan que el próximo gobierno brasileño, surgido tras las elecciones del venidero octubre, mantenga una política similar a la establecida durante el mandato de Luiz Inacio Lula.

CUIDADO: O VAMPIRO AGORA RESOLVEU COMER TODO MUNDO

17.8.10

Dona Eva e o Data Folha - Muito bom!

O emocionante primeiro programa da Dilma na TV

Conheça o #dilmanarede

Lindberg Farias convoca juventude a montar comitês

Hoje a passeata parou

Tomo a liberdade de reproduzir o texto "livremente inspirado em "Quem te viu, quem te vê", de Chico Buarque, da Ana Helena Tavares, "jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz", editora-chefe do blog Quem tem medo do Lula?



Hoje a passeata chorou

Você era o mais vibrante dos alunos da escola
Você sorria radiante, você lutava até por bola
Hoje você se cala, mas a luta continua
O povo ainda rala, ainda clama, ainda sua

Hoje a passeata chorou pela falta de você

Quem não te viu chorar
Não consegue mais te ver sorrir
Quem te viu lutar
Não aceita o seu fugir

Quando a tortura começava você era o mais valente
E se a dor apertava a sua força era na mente
Hoje o país é outro e a tortura é de outro tipo
Mas existe e você nada, como se não fosse mais contigo

A nossa música, você lembra? Era forte, era protesto
A utopia era o que importava, pra depois ficava o resto
Hoje, saudoso, eu visito aquelas praças que tinham vida
Pra dizer aos meus olhos que buscamos uma saída

Todo dia olho no espelho e me orgulho daquelas bolinhas
As de gude, que jogamos, pra derrubar cavalarias
Imaginas como me dói escrever-lhe estas linhas?
Assistindo-o ir à TV dizer tantas patifarias?

Quem teve ânsia de justiça, não se acostuma à covardia
Quem quis mudar o mundo, não o vive sem magia
Não sei como você pode ter vendido a sua alma
É triste, é deprimente, não me peça pra ter calma

Hoje a passeata chorou pela falta de você

15 de Agosto de 2010

Não quero José Serra presidente.

16.8.10

J5J apresenta Operário em Construção no 1˚ de Maio de 2010

Un atlas reúne las culturas de los 522 pueblos originarios de América latina y el Caribe

El Atlas Sociolingüístico muestra los 522 pueblos originarios que habitan en 21 países de Latinoamérica y el Caribe

Los 522 pueblos originarios (PPII) que habitan en 21 países de Latinoamérica y el Caribe cuentan ahora con el primer Atlas Sociolingüístico que pretende "maravillar al lector con la desbordante presencia indígena y de sus lenguas" en cada país y también servir de herramienta para el diseño de políticas, planes y programas.

La obra, coordinada por la sociolingüista austríaca y con 22 años de residencia en Bolivia, Inge Sichra, a la que contribuyeron 34 especialistas que desarrollaron un trabajo de recopilación durante dos años, consta de dos tomos y un DVD con información de 522 pueblos que hablan 420 lenguas.

"Pese a una mayor atención de los estados, organismos de cooperación y sociedades, aún hay un profundo desconocimiento sobre similitudes y diferencias que caracterizan al mundo indígena", señala en la presentación del trabajo Bernt Aasen, Director Regional de UNICEF para América latina y el Caribe al justificar la necesidad del trabajo.

El atlas analiza la información con referencias socio-políticas e históricas mientras que el DVD contiene datos demográficos procedentes de censos nacionales, listas de pueblos y lenguas y el marco legal en cada uno de los países.

Sichra precisa en el prólogo que los 34 especialistas trabajaron con la consigna de "privilegiar la sencillez y claridad" en los textos antes que la "erudición y problematización en tratados analíticos" porque el objetivo es que el tema "no debe ser sólo de especialistas" sino que debe involucrar a toda la sociedad.

Estructurado en áreas geoculturales más que por países, el atlas recorre la presencia de los pueblos nativos con una concepción "descentralizadora", que rechaza el hábito eurocentrista de privilegiar el norte del sur y, así, la presentación avanza desde la Patagonia y la Isla de Pascua hacia Meso América, según explica Sichra.

En Atlas muestra que en la Patagonia y la Isla de Pascua habitan nueve pueblos en dos países, Chile y Argentina; en el Chaco ampliado hay 25 pueblos entre Argentina, Paraguay, Bolivia con mención en Uruguay y en la Amazonía, mientras hay 247 comunidades en Brasil, Bolivia, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela, Guyana, Surinam y Guyana Francesa.

Cada capítulo tiene en la introducción un mapa de las familias lingüísticas y lenguas vigentes y otro georreferencial con la ubicación de los pueblos originarios.

Sichra puntualiza que al tratarse de pueblos "hasta hace pocos años invisibilizados, negados o asimilados, que al cobrar notoriedad se volvieron sujetos de derecho que demandan autodeterminación y participación social y política, la realidad es por demás dinámica y se resiste a ser registrada en cifras".

Al presentar el Atlas UNICEF adelantó que el trabajo, surgido tras la Declaración de los Derechos de los PPII por la ONU en el 2007, será actualizado cada dos años, con la incorporación de datos y novedades de una realidad tan compleja y poco conocida.

Otra perspectiva que presenta el trabajo es que hay 107 pueblos transfronterizos; que casi un quinto del total dejó de hablar su lengua y que, contabilizados, unos 44 pueblos utilizan como única lengua el castellano mientras que 55 usan únicamente el portugués.

Así, también está considerada la "enorme variedad" de nombres de los pueblos originarios, producto de denominaciones endógenas o exógenas por lo que a modo de ejemplo se publica un cuadro con las 18 posibilidades de un mismo grupo cultural en Guyana Francesa, Colombia, Venezuela, Perú, Honduras y Costa Rica.

Lo mismo ocurre con las lenguas, como la que usan los wichí en la Argentina, que en Bolivia se llama "weenhajek”, "cofán” en Colombia, "iokono” en Guyana y "taurepang” en Brasil.

Los lingüistas no eluden el tema de las distintas formas de escribir nombres indígenas, un asunto, dice Sichra, con discusiones históricas y contemporáneas con adhesiones y rechazos en un asunto altamente "simbólico".

Dilma: Programa habitacional deve incluir compra de móveis

A candidata à presidência, Dilma Rousseff, disse hoje que a segunda edição do programa Minha Casa Minha Vida, que prevê a construção de 2 milhões de habitações a partir de 2011, deverá incluir, também, a compra de eletrodomésticos e móveis básicos. Segundo ela, 98% do déficit habitacional estão concentrados na população de baixa de renda.
“Isso pode ser bastante acessível, porque vamos comprar em grande escala. Você veja o que é isso em dois milhões de moradia, por quanto sairá a unidade?”, disse hoje a candidata em entrevista coletiva antes da gravação do programa eleitoral que será exibido na TV.
Dilma ressaltou que todos os imóveis do Minha Casa Minha Vida adquiridos pelas pessoas com renda de até 3 salários mínimos terão aquecimento solar já incluído no preço. “O custo disso hoje é muito pequeno se você considerar o universo de dois milhões de casas previstas a partir de 2011”, afirmou.
Segundo ela, a instalação de aquecimento solar nas residências havia sido opcional na primeira edição do programa para evitar a especulação do preço dos equipamentos. “A utilização do aquecimento térmico-solar vai reduzir o gasto com energia elétrica. Vai pagar só no momento em que estiver muito nublado e o aquecedor solar não agüentar sozinho. A gente calcula uma redução muito drástica na conta de luz”, destacou.


Casa própria


A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando disse ainda que estão previstos investimentos de R$ 71 milhões por ano no Minha Casa Minha Vida entre 2011 e 2014. Uma das ações do programa prioriza o atendimento às famílias que ganham até 6 salários mínimo e, para Dilma, não têm condições de arcar com o preço de mercado de um imóvel no valor de R$ 40 mil.
Segundo Dilma, o governo federal eliminou o seguro obrigatório que incidia sobre as prestações para reduzir seus valores e criou um fundo garantidor para assegurar risco mínimo para quem assume a construção do imóvel.
Outra ação do programa habitacional do governo é voltada para classe média, acrescentou a candidata. Para este segmento da sociedade, segundo Dilma, a previsão de investimento é de R$ 44 bilhões por ano. “É um investimento no financiamento para aquisição, melhoria e reforma da casa. Aí afeta da classe C à classe alta”, explicou.
Segundo a candidata, os recursos para financiar a compra de imóveis pela classe média subiram de R$ 1,7 bilhão em 2002 para R$ 44 bilhões em 2009. “Até junho deste ano, a Caixa Econômico liberou, segundo seu balanço, R$ 28,8 bilhões”, disse.
Fonte: Dilma 13

15.8.10

Você lutaria pelas liberdades democráticas e contra a ditadura? Eu lutaria. Dilma lutou!

Mercadante rebate os “equívocos” de Geraldo Alckmin

Dizer que Geraldo Alckimin se equivocou é o mínimo pra quem fez declarações distorcidas. O candidato ao governo, pelo PSDB (partido de José Serra e Fernando Henrique Cardoso), teve suas declarações desmentidas pelo senador Aloizio Mercadante, que esteve neste sábado em São Carlos. O candidato do PT ao governo estadual disse que Alckmin está equivocado ao afirmar que a área da saúde e as obras do metrô paulistas não receberam recursos do governo federal (veja mais em matéria publicada neste sábado, 14 de agosto, pelo Estadão). “São R$ 4,3 bilhões do governo disponibilizados para o Metrô, disse Mercadante.

Mercadante defendeu o presidente Lula e sua gestão em São Paulo: “Alckmin disse (no debate da Band, dia 12/08) que o Governo Lula não ajudou a construir nenhum hospital no nosso estado de São Paulo, mas o Hospital Ouro Verde, em Campinas, o Quarteirão da Saúde, em Diadema, e o Hospital dos Pimentas, em Guarulhos, foram construídos com parte dos recursos do governo federal”, completou Mercadante. E não parou por aí. O senador ainda citou o caso do Hospital-Escola Horácio Carlos Panepucci, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, que já está funcionando graças a recursos municipais, e... recursos de quem mais? Do governo federal, pois sim.

Então vamos aos números: o primeiro módulo da unidade foi construído com R$ 15 milhões de repasse federal. As obras do segundo módulo, com custo de R 41,5 milhões, já estão em andamento. Desse dinheiro, R$ 37,7 milhões são “culpa” do governo federal, e o restante da prefeitura. Prefeitura, pois sim, não o governo estadual. Até por essas críticas de Alckmin, ligeiramente “equivocadas”, Mercadante sugeriu que o adversário passasse pela cidade com mais calma para conhecer o hospital: “É só o Alckmin vir aqui visitar São Carlos e não passar tão correndo, como ele fez, porque tinha pouca gente o acompanhando”. Em resumo. O governo Lula tem sido o principal parceiro da saúde com a prefeitura de São Carlos.

Mais “equívocos” de Alckmin sobre o governo Lula

Mercadante aproveitou a caminhada em São Carlos para reafirmar o avanço rápido do programa federal Minha Casa, Minha Vida, no estado de São Paulo. Sobre o projeto federal, Mercadante admitiu que errou ao dizer que 104 mil casas estavam sendo construídas, com ajuda da Caixa Econômica Federal. “Eu errei, é verdade, mas errei para menos, porque dei o dado do mês passado. Hoje já são 114 mil casas sendo construídas, e que a Caixa aprovou a entrega até o final do ano”.

Errar assim é melhor do que os “equívocos” do adversário do PSDB ao governo do estado. Simples assim.

fonte: Mercadante

A resposta certa de Dilma.

14.8.10

Lula investiu R$ 580 milhões em hospitais para São Paulo

Durante o debate promovido pela TV Bandeirantes com os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, acusou o Governo Federal de ter reduzido o repasse na área de saúde para São Paulo. 

Ao contrário do que disse o ex-governador tucano, o Governo Lula investiu um total de R$ 580 milhões em saúde e grandes hospitais no Estado de São Paulo.

O Governo Lula transferiu R$ 9,2 milhões para procedimentos de média e alta complexidade, manutenção de equipes de profissionais, medicamentos e vigilância sanitária, o dobro do valor gasto pela gestão do PSDB, R$ 4,2 milhões.


O repasse do Governo Lula beneficiou as regiões das cidades de São Carlos, Guarulhos, Diadema, Santo André, Campinas e São Bernardo do Campo.

Em São Carlos foram repassados para o Hospital Escola Municipal, R$ 37,7 milhões; para o Hospital Prefeitura, entre obra e equipamentos, R$ 12,5 milhões; e para a Fundação Universidade de São Carlos, R$ 3 milhões. O Hospital Ouro Verde de Campinas recebeu R$ 41,8 milhões para obras e equipamentos. Guarulhos foi beneficiada com R$ 18,6 milhões para o Hospital do Bairro dos Pimentas.
Na região do Grande ABC, São Bernardo do Campo recebeu R$ 102 milhões para seu hospital. Diadema, um total de R$ 28,1 milhões para a unidade denominada Quarteirão da Saúde. Em Santo André, o Hospital da Mulher foi ampliado e equipado com mais de R$ 6,2 milhões recebidos.
Além disso, o Governo Federal investiu em 103 UPAs (Unidades de Pronto Atendimentos) para o Estado de São Paulo, com funcionamento durante 24 horas e que custaram R$ 186,6 milhões. Em relação às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram gastos R$ 3,7 milhões para a habilitação de 97 unidades. Postos de saúde e unidades especializadas em vários municípios consumiram R$ 140 milhões.
O Estado conta ainda com recursos federais para os programas Farmácia Popular e Brasil Sorridente.
No entanto, o Estado de São Paulo, o mais rico do Brasil e que há 16 anos está sob a gestão dos tucanos, é o único no país que não colabora no custeio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).