18.11.10

Dilma diz que desafio na área social será ampliar “herança bendita” de Lula

da Agência Brasil

Brasília - A presidente eleita Dilma Rousseff ouviu hoje (18) especialistas sobre as possibilidades de erradicação da pobreza no Brasil e disse que o principal desafio da área social nos próximos anos será ampliar a aperfeiçoar a “herança bendita” que será deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo Dilma terá um fórum permanente para a área social, com especialistas e representantes de pastas do governo.

Segundo interlocutores que estavam na reunião, Dilma se referiu à política social do governo Lula como uma “herança bendita”, que deverá ser ampliada.

A ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, disse que na reunião de hoje a presidenta reafirmou o projeto – apresentado durante a campanha – de incluir cerca de 750 mil famílias sem filhos entre os beneficiários do Bolsa Família nos próximos anos e dar escala a programas sociais específicos para população de rua e comunidades indígenas e quilombolas.

A ministra disse que o valor do reajuste do Bolsa Família ainda não está definido e que “vários cenários” serão apresentados à presidenta eleita nos próximos dias. “O reajuste acontecerá. Temos vários estudos, vários cenários que serão apresentados a ela, e ela tomará a decisão”, disse.

O economista da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, afirmou que Dilma sinalizou que deverá priorizar a erradicação da pobreza entre as crianças, com investimentos em creches e no atendimento à primeira infância.

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmnann, que também participou da reunião, disse que é possível antecipar a meta de erradicar a miséria no Brasil de 2016 para 2014 e que o caminho é “aperfeiçoar e sofisticar” a atual política social. “Essa possibilidade cabe no Orçamento e não pode ser função exclusiva do governo federal, deve ser articulada, integrada com diferentes esferas de governo”.

Após a reunião, a presidenta eleita recebeu a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, no Centrto Cultural Banco do Brasil, onde está instalada a equipe de transição.

Channel nº 5: Uma homenagem do Teatro Mágico à televisão brasileira

1.11.10

PEDRO TIERRA: 500 ANOS ESTA NOITE

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Por Pedro Tierra
Brasília, 31 de outubro de 2010.

Dos porões do Dops para a Presidência

Por Rui Martins(*) no Correio do Brasil

Dilma Rousseff foi resistente contra a ditadura militar e foi uma das jovens presas no Dops.

Extraordinária revanche que, ao mesmo tempo, reforça o conceito de ser preciso lutar, mesmo quando se é minoria e parece ser perdida a causa. Qual dos carrascos e dos militares do Golpe de 64 poderia imaginar, naqueles passados fim dos anos 60, que uma das jovens recolhidas a uma das celas do Dops seria eleita, mais de 40 anos depois, presidenta do Brasil ?

Diante de situações como essa, se fortalece a convição da necessidade de se lutar mesmo quando tudo parece ser contra nós e quando se é uma reduzida minoria. Graças ao meu amigo e colega Alípio Freire, imponente e carismática figura, visitei, durante minha viagem a São Paulo, dois lugares que me religaram à época da luta contra a ditadura militar – os arquivos onde estão guardados os documentos relacionados com os perseguidos, presos, torturados e mesmo assassinados no Dops, depois chamado de Deops, mas sempre um instrumento cruel da repressão. E a seguir, na praça General Osório, junto à antiga Estação da Luz, os lugares onde funcionavam parte dos mecanismos da repressão, hoje transformados no Memorial da Resistência.

Cubículos onde se acumulavam os jovens resistentes à ditadura, onde eram torturados, recebiam verdadeiras lavagens de porcos como refeições e apodreciam sem direito à luz solar, coisa permitida reduzidas vezes e apenas por restritos minutos. Coincidentemente, ali estavam no começo de outubro, data de minha visita, numerosos cinegrafistas dos diversos canais da televisão brasileira.

E por que ? Para mandarem ao ar, logo após confirmada a vitória de Dilma Rousseff, documentos filmados da cela onde esteve presa, quando militante contra a ditadura militar brasileira. A vitória não saiu, como se esperava, no primeiro turno, e tudo vai ser levado à televisão brasileira neste domingo do segundo turno.

Não faltarão, sem dúvida, as informações truncadas, pelas quais ouvi um jovem me dizer, ter sido Dilma assaltante de bancos, mas tinha recebido informação incompleta, pois não lhe tinham explicado ser essa a maneira, na época, de se atacar o sistema militar e obter fundos para manter a resistência aos ditadores.

Estranho país esse meu Brasil, onde por guerrinhas políticas se procura denegrir a imagem de seus heróis do passado. Os covardes de ontem, que compuseram, colaboraram ou se aproveitaram da ditadura tentam agora minimizar o valor de todos quantos expuseram suas vidas em luta pela liberdade e pela democracia dos dias de hoje.

Dilma Rousseff não é apenas a primeira mulher brasileira eleita presidenta (e isso já é estraordinário num país tido como de machistas), é mais que isso, é uma das lutadoras naqueles escuros anos de chumbo. Anos em que, militares teleguiados pelos EUA destruíram a cultura construída nas nossas universidades, a pretexto de evitar o marxismo, mas na verdade para manter a desigualdade social e a semi-escravidão de grande parte da população, da qual só agora vamos saindo.

Dilma foi uma resistente, vinda das hostes de um outro herói, Leonel Brizola. Sua eleição é o coroamento do longo caminho das batalhas sociais em favor do povo e da liberdade, que são por uma melhor repartição do pão e por uma melhor remuneração do trabalho da maioria da população.

Depois de quase quinhentos anos de um Brasil governado sempre pelas mesmas famílias, pelas mesmas oligarquias, houve a ascenção de um filho do povo. A Casa Grande perdeu para os habitantes da Senzala e um Brasil mais justo vai surgindo, mesmo diante de numerosas tentativas para se devolver o poder aos seus antigos detentores. Oito anos, tantas vezes conturbados pelas dificuldades de se governar com um Parlamento viciado na corrupção, é um tempo curto demais para se contrapor aos quase 500 da elite branca e rica brasileira, disposta tantas vezes a vender e a ceder nossas riquezas em troca de vantagens pessoais.

Dilma Rousseff, a corajosa mulher dos anos 60, que viveu três anos nas escuras celas do Dops, por afrontar os militares – nisso sobrepujando tantos homens, dispostos por covardia a se submeter aos fardados – é hoje a garantia de um novo governo em favor do povo e não em favor dos ricos e suas oligarquias.

O Brasil é exemplo de democracia na América Latina, mostra um enorme avanço tecnológico ao ser capaz de apurar rapidamente as eleições que, nos EUA, demoram um mês em meio a trapaças de toda espécie.

A derrota de Serra sela o fim de um época. Por um bom tempo, poderemos ter a certeza da manutenção dos verdadeiros representantes do povo no poder, mesmo sob a pressão do cartel da imprensa da direita, que confunde liberdade de expressão com manipulação e engôdo do povo com seus telejornais supérfluos, suas telenovelas modificadoras da nossa cultura e com sua máquina de informação implantada por todo o país sem contrapartida, numa verdadeira ditadura latente e invisível mas eficaz.

Dilma, a resistente de ontem é a nossa presidenta de hoje, numa extraordinária revanche aos golpistas, torturadores e assassinos do passado, ainda saudosos dos anos em que enterraram aqueles anos ricos em cultura e manifestação popular. Os tempos mudaram, graças aos resistentes, o Brasil se transformou, graças aos anos Lula numa potência mundial, que Dilma, representante das mulheres brasileiras, tantas vezes oprimidas e obrigadas a ficar na cozinha, vai continuar.

PS. Graças aos arquivos do tempo da ditadura, pude também me reencontrar, naqueles idos de 1967-68, ao lado de Mario Martins, no Teatro Paramount, secretariando o Encontro com a Liberdade, ao lado dos resistentes da época. A história de um país não se faz num dia, ela é o resultado de anos de lutas e, no caso do Brasil, a satisfação dos dias de hoje é saber que a Casa Grande está sendo transformada em Casa do Povo.

PS-2. A partir de amanhã e até o dia 9, os emigrantes poderão eleger seus representantes num Conselho junto ao Itamaraty, apenas figurativo, mas que poderá ser um trampolim a uma Secretaria de Estado dos Emigrantes. Na América do Norte, são candidatos apoiados pelos Estado do Emigrante,  Josivaldo Rodrigues e Veronique Ballot; na América do Sul, Fernanda Balli; na Ásia/África Alberto Ésper e, na Europa, Rui Martins. Para votar ir ao site: www.brasileirosnomundo.mre.gov.br , onde estão todas as informações.

(*) Rui Martins, correspondente em Genebra, líder emigrante, jornalista e escritor.

30.10.10

Zé-Serrote, o príncipe das trevas, e o PSDB - A Verdade Vence a Mentira

MEU CORAÇÃO É VERMELHO E MEU VOTO É DILMA!

Seu Aniceto da Império. Maravilhoso! Mulher na Presidência.

Para descontrair: Beto Brito, Caju e Castanha

Sambistas com Dilma - Partido Alto Bolinha de Papel

Manifesto dos empresários das micro e pequenas empresas

Para o Brasil continuar melhorando
é fundamental estimular o empreendedorismo. É o contrário
do que Serra fez em São Paulo.

Veja como Serra aumentou os impostos
das micro e pequenas empresas:
VANTAGENS DO SUPERSIMPLES
O SuperSimples foi criado, em 2006, no governo de Lula e Dilma para diminuir a carga tributária das pequenas empresas. Essa lei aumentou a produção e gerou emprego para milhões de pessoas.
SERRA BOICOTA SUPERSIMPLES
Em São Paulo, o governo Serra generalizou a “substituição tributária” e prejudicou os pequenos negócios paulistas e brasileiros, anulando as vantagens do SuperSimples.
O QUE É A SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA?
É quando o ICMS é cobrado antecipado da indústria com base em estimativas dos preços que deverão ser praticados pelo varejista. Com isso a vantagem tributária do SuperSimples é eliminada
EXEMPLOS DO AUMENTO DE IMPOSTOS DE SERRA
R$ 560 milhões de ICMS a mais só em 2009
A voracidade arrecadadora do governo Serra não tem limites. Só as micro e pequenas empresas paulistas pagaram, em 2009, R$ 560 milhões a mais de ICMS.

Lula e Dilma enfrentaram a crise internacional reduzindo impostos, a exemplo do IPI dos automóveis e da linha branca, ampliaram o crédito e criaram o programa Minha Casa Minha Vida. Eles também geraram mais de 15 milhões de empregos, e promoveram o crescimento com distribuição de renda.
A vida dos pequenos negócios melhorou depois da aprovação do SuperSimples, que estabeleceu o tratamento diferenciado das micro e pequenas empresas. A nova lei criada no governo de Lula e Dilma unificou oito impostos federais, estaduais e municipais.
Já o governo Serra seguiu a cartilha do FMI, generalizou a cobrança da "substituição tributária" e aumentou os impostos das micro e pequenas empresas.
Propostas de Dilma para as micro e pequenas empresas
  1. Criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa.
  2. Trabalhar para resolver os problemas gerados pela "substituição tributária" do ICMS e restabelecer as vantagens tributárias dos pequenos negócios.
  3. Ampliação da faixa de enquadramento e inclusão de novas categorias no Supersimples e no Empreendedor Individual.
  4. Diminuir a burocracia e implementar a RedeSim para integrar os órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela abertura e pelo fechamento de empresas.
  5. Incentivos para modernizar e aumentar o faturamento e a lucratividade.
  6. Apoio à inovação e acesso às novas tecnologias e incentivar a criação de incubadoras de empresas e de parques tecnológicos para promover o desenvolvimento sustentável.
  7. Mais recursos da Finep e do BNDES.
  8. Reduzir juros e ampliar as linhas de crédito do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia.
  9. Programas de capacitação e formação profissional para os trabalhadores das micro e pequenas empresas.
  10. Integração do desenvolvimento produtivo, científico e tecnológico ao Meio-Ambiente
Clique nos links abaixo para saber mais
"O desastre da substituição tributária", por Luis Nassif
"Empresários e parlamentares querem fim da substituição tributária para pequenos negócios"
"Substituição tributária muda cara do ICMS - Arrecadação: São Paulo adota o mecanismo para 33 setores, enquanto em Minas são 38 e no Rio Grande do Sul, 4"
"Empresas questionam substituição tributária de SP"
 
Clique aqui e assine esse manifesto e mande para seus contatos. Participe!

LULA: É HORA DE AGIR

27.10.10

Lindo! Dona Canô, lá de Santo Amaro da Purificação, fala sobre seu apoio a Dilma

Dia 31 de outubro, dê um presente para Lula e para o Brasil. Vote Dilma 13

Parabéns pelo aniversário, Presidente Lula!

Vai aí um vídeo para emocionar. Principalmente aqueles que passaram pelos anos de chumbo, viveram a resistência e enxergaram na eleição de Lula a possibilidade de ser iniciado um processo de transformações estruturais em nosso País. Processo esse que levasse à construção de um novo modelo de sociedade pautado pelo humanismo, a justiça social e a solidariedade. Estamos no caminho certo. Lula o iniciou e Dilma continuará.
Feliz Aniversário, Presidente Lula!