3.5.12

Delegado da ditadura revela 'Memórias de Guerra Suja'

via Luis Nassif Online

Vamos com cuidado, Há muitas informações desencontradas. Como é possível um delegado desconhecido do pessoal de direitos humanos ser responsável por quase um quarto dos mortos pela ditadura? E não se entende o fato de corpos serem incinerados em usinas em Campos, sendo muito mais fácil jogá-los no mar próximo. Melhor aguardar um pouco antes de endossar o livro."
Do iG

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”

Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura

Tales Faria, iG Brasília
Foto: DivulgaçãoCapa de "Memórias de uma guerra suja", da editora Topbooks
Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.
Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados
-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

30.4.12

SDH firma parcerias para criar comissões da verdade em sindicatos


via Carta Maior

De acordo com o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Gilney Viana, a efervescência social suscitada pela expectativa de instalação da Comissão da Verdade tem provocado o surgimento de novas denúncias, que reforçam a tese de que o impacto da ditadura militar na vida dos brasileiros é muito superior ao conhecido. Nesse contexto, as parcerias são fundamentais para resgatar a memória dos trabalhadores brasileiros no período.

Brasília - A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência está firmando parcerias com sindicatos e entidades de classe para resgatar a memória dos trabalhadores brasileiros vítimas da ditadura militar. De acordo com Gilney Viana, coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, a proposta é criar “comissões da verdade” em todas as entidades interessadas, à exemplo do que já vem sendo feito em assembleias legislativas, câmaras de vereadores e entidades de direitos humanos de todo o país. “Os sindicatos têm que assumir a responsabilidade pelo seu passado”, afirma.

Viana avalia que a efervescência social suscitada pela expectativa de instalação da Comissão da Verdade, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em outubro e que, agora, aguarda a indicação dos seus sete membros para começar a atuar, tem provocado o surgimento de novas denúncias sobre violações de direitos, que podem alterar drasticamente a forma com que o país e o mundo encaram o mais sangrento período da história recente brasileira. “Essas denúncias reforçam a tese de que o número de vítimas é muito superior do que o já reconhecido”, afirma. 

Para o eterno militante que ficou preso nos porões da ditadura por quase 10 anos, nem a Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada de 1995, e nem a Comissão de Anistia, de 2001, foram capazes de dar conta do grau de impacto da ditadura na vida dos brasileiros. “A Comissão de Mortos e Desaparecidos, por exemplo, reconhece apenas 17 camponeses vítimas do período. E os relatos já sistematizados indicam que pelo menos 450 vítimas. Além disso, há as perdas institucionais que também foram enormes. A Universidade de Brasília (UnB), para citar a mais prejudicada, perdeu cerca de 80% do quadro docente”, reforça.

Gilney acredita que, neste contexto, o apoio dos sindicatos e entidades de classe é fundamental para o resgate da história. Ele explica que a SDH oferecerá todo o suporte para a efetivação das parcerias, mas que cada entidade terá total autonomia para decidir como encaminhará seus trabalhos. 

Já demonstraram interesse em participar do projeto a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Sindical e Popular – Conlutas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O convite será estendido a todas as entidades representativas dos trabalhadores. 

O coordenador relata, inclusive, que algumas ações já estão em curso. O Sindicato dos Químicos de São Paulo assumiu o resgate da história do químico Virgílio Gomes da Silva, ex-militante da ALN, que foi morto após comandar o sequestro do embaixador norte-americano no Brasil. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo também já se responsabilizou por resgatar a memória de profissionais como o ex-diretor da TV Cultura, Vladimir Herzog, morto nos porões do DOI/CODI, após intensa seção de tortura. 

Direito à Memória e à Verdade

Desde o início do governo Dilma Rousseff, o Projeto Direito à Memória e à Verdade trabalha com o propósito principal de estimular um ambiente político que favorece a criação da Comissão da Verdade. As frentes de trabalho são as mais diversas: edições de livros, exposições, memoriais. Do ano passado para cá, investiu no estímulo à criação de comissões da verdade regionais, no âmbito das Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e entidades de defesa dos direitos humanos. 

Agora, serão os sindicatos e entidades de classe. “Hoje, já temos uma verdadeira rede que atua em todo o país e cresce a cada dia. Nossa expectativa é que o trabalho produzido por esta ajude a Comissão da Verdade a fechar um relatório final com o peso que todo nós esperamos”, acrescenta.














Um vídeo para o feriado: "Che, Um Hombre Nuevo"


Consagrado como um dos melhores diretores latino americanos, o argentino TRISTÁN BAUER (Iluminados por el fuego, Después de la tormenta) conquistou o Prêmio de melhor documentário do Festival de Cinema de Montreal em 2010, com o trabalho: Che, Un Hombre Nuevo.

O documentário sobre a vida e obra de Ernesto Guevara foi dirigido e realizado pelo próprio Tristán e por Carolina Scaglione. A intenção dos realizadores foi de gerar uma viajem através da memória, o pensamento e a poesia de Che.

Pela primeira vez na história, sua mulher, Alina, e seus filhos cedem  documentação inédita. Textos, gravações e narrações literárias que mostram Ernesto Guevara em sua dimensão mais poética e humana. Por sua vez, o governo cubano cedeu 20 horas de imagens inéditas até agora nunca vistas.

Che, Um Hombre Nuevo, é uma coprodução entre a Argentina (Universidad Nacional del Gral San Martín e o INCAA), Cuba (Centro de estudios Che Guevara y el ICAIC) e Espanha (Golem). Conta também com a participação da Televisão Espanhola.

29.4.12

Colômbia - MARCHA PATRIÓTICA: Oitenta mil pessoas transbordaram a Praça Bolivar


COMEÇA A SURGIR UMA SOLUÇÃO POLÍTICA PARA A GUERRA CIVIL NA COLÔMBIA QUE PERSISTE POR MAIS DE CINQUENTA ANOS SEGUIDOS!
 
Broche de oro para el nacimiento del Consejo Patriótico Nacional Más de ochenta mil personas desbordaron la Plaza Bolívar en una jornada histórica

Camilo Raigozo
Notimundo / Marcha Patriótica


En histórica jornada más de 80 mil personas marcharon hasta la Plaza de Bolívar de Bogotá, para cerrar con broche de oro el nacimiento del nuevo movimiento político Marcha Patriótica.

La gran mayoría de los participantes provenía de todas las regiones del país y de manera organizada emprendieron la caminata desde tres puntos diferentes de la ciudad: el Parque Nacional, Coliseo El Campin y el Parque Olaya Herrera.



Contrario a la propaganda sucia desplegada por los medios, las cúpulas castrenses, policiales y de otros sectores de la ultraderecha cercana al paramilitarismo, no se presentó ni siquiera un vidrio roto a pesar de la gran cantidad de participantes.

Aunque “la gran prensa” minimiza el magno acontecimiento y solo se refiere a él para estigmatizarlo y calumniarlo, lo cierto es que el número de manifestantes desbordó con creces la cifra de los 80 mil.

Los medios de la oligarquía dicen que fueron 35 mil y los más honestos admiten una asistencia de 50 mil personas, ocultándole la realidad al país.



Unas 20 mil personas que no lograron llegar a la Plaza de Bolívar porque la capacidad de esta había sido desbordada, tuvieron que resignarse a ver lo que allí sucedía, a través de las gigantescas pantallas dispuestas en diferentes puntos sobre la Carrera Séptima.

El movimiento Marcha Patriótica es la confluencia de más de 1.700 organizaciones sociales de las diferentes regiones del territorio nacional, que busca la unidad de todos los sectores democráticos y ser protagonista en la vida política del país.

Entre los principales objetivos de la Marcha Patriótica se encuentran, la salida política al conflicto social y armado, la realización de una reforma agraria justa con el campesinado, garantía al acceso a la salud para todos los colombianos, empleo digno y educación gratuita y de alta calidad para niños y jóvenes, entre otras.


Este movimiento político se constituyó el fin de semana con la presencia de mas de 4.000 delegados y cerca de 1700 organizaciones nacionales y el acompañamiento de una nutrida delegación internacional.

Integrarán la Junta Patriótica Nacional:
Piedad Córdoba, Jairo Rivera,  Carlos Lozano,  Andrés Gil, David Flórez, Carlos García, Javier Cuadros,  Gloria Cuartas, Gustavo Gallardo, Mauricio Ramos, Hubert Ballesteros, Jairo Estrada, Jael Quiroga, Joaquín Romero, Ángel Torres, Heriberto Flor, Diego Angulo, Carolina Bautista, William Monsalve, Patricia Ariza, Francisco Tolosa, Nidia Quintero, Gloria Cuartas  entre otros,  en representación de las mas diversas organizaciones y sectores sociales de todo el territorio nacional.
 
Tal como lo expone la declaración Política: “En Marcha hemos llegado a Bogotá las y los patriotas de Colombia para afirmar la existencia de sueños colectivos; para trazar rutas de dignidad, para abrir puertas de esperanza siguiendo el legado de las y los libertadores de la Primera Independencia. Somos partícipes de este nuevo capítulo en la historia que habrá de forjarse en la más amplia unidad popular”.   La Marcha Patriótica se constituye como la opción para miles de colombianos y colombianas que han sido marginados durante décadas por quienes ostentan el poder. Un movimiento amplio, donde caben todas las personas y organizaciones que creen en la necesidad de transformación del país.
 
La Junta Patriótica Nacional estuvo acompañada por más de 100 invitados internacionales, quienes dieron a conocer su declaración política internacional de apoyo al Movimiento Político Marcha Patriótica, fortaleciendo los lazos latinoamericanos en la construcción de una verdadera soberanía continental.

Fuente: http://notimundo2.blogspot.com.es/2012/04/marcha-patriotica-en-historica-jornada.html
http://www.pacocol.org/index.php?option=com_content&task=view&id=12627

28.4.12

Fidel Castro advierte que un error de EE.UU. en Venezuela puede causar un río de sangre

via la Republica


El máximo líder de la Revolución cubana, Fidel Castro Ruz, advirtió este sábado que un error de Estados Unidos al promover un derrocamiento del Gobierno en Venezuela, puede ocasionar un río de sangre en la nación suramericana.

“El enemigo conoce aristas de su carácter y multiplica sus esfuerzos destinados a calumniar y golpear al Presidente Chávez (…) Es por ello preocupante que el Gobierno de Estados Unidos haya decidido en tales circunstancias promover el derrocamiento del Gobierno bolivariano”, escribió Fidel Castro en sus nuevas Reflexiones tituladas: Lo que Obama conoce.

Denunció que Washington insiste en una campaña calumniosa sobre una supuesta desesperada lucha en el Ejecutivo venezolano por la toma del mando si el presidente Hugo Chávez no logra superar el cáncer que lo afecta.

En tal sentido, expresa que “es una grosera mentira”, porque “por el contrario he podido observar la más estrecha unidad de la dirección de la Revolución Bolivariana (…) Hay que partir de esta realidad, al analizar la situación política de Venezuela”.

Sobre el estado de salud del mandatario venezolano, el líder cubano destacó que ha cumplido estrictamente con las medidas pertinentes de sus médicos sin dejar de atender sus deberes como Jefe de Estado y líder del país.

Indicó que el presidente venezolano, que “en 12 años de mandato no conoció un minuto de descanso” y que cuenta “con una salud de hierro, se vió afectado por una inesperada enfermedad, descubierta y tratada por el propio personal especialidado que lo atendía, no fue fácil persuadirlo de la necesidad de prestar atención máxima a su propia salud”.

En ese contexto, afirmó en sus líneas que la actitud asumida por Chávez “es heroica y disciplinada”, porque pese a estar en una fase de recuperación que lo llevan a someterse a sesiones de radioterapia en La Habana (capital cubana), está pendiente de sus obligaciones.

“Puedo dar fe de ello porque no he dejado de tener contacto e intercambiar con él. Su fecunda inteligencia no ha cesado de consagrarse al estudio y análisis de los problemas del país. Le divierten la bajeza y las calumnias de los voceros de la oligarquía y el imperio”, agregó.

Al respecto, el líder de la Revolución cubana afirmó que “el Presidente Obama conoce esto perfectamente bien”, por lo que un ”error” puede ocasionar un río de sangre en Venezuela, que es a la vez “sangre ecuatoriana, brasileña, argentina, boliviana, chilena, uruguaya, centroamericana, dominicana y cubana”.

Com Veja, Cachoeira quis pôr fogo na República

via brasil247

Com Veja, Cachoeira quis pôr fogo na RepúblicaFoto: Divulgação

EM CONVERSA COM DEMÓSTENES, BICHEIRO REVELA QUE SEU ARAPONGA JAIRO MARTINS PRODUZIU O FILME DO HOTEL NAOUM, ENTREGUE AO JORNALISTA POLICARPO JÚNIOR; OBJETIVO ERA INCENDIAR O PAÍS, MAS A FITA FOI UM DOS MAIORES FIASCOS DA HISTÓRIA DA REVISTA VEJA; JÁ DERRUBOU UM REDATOR-CHEFE E PODE DERRUBAR OUTRO

O inquérito do Supremo Tribunal Federal sobre as atividades do senador Demóstenes Torres começa a desvendar, também, métodos duvidosos utilizados pela imprensa brasileira para produzir escândalos, como no caso recente do Hotel Naoum, em Brasília, que motivou uma capa de Veja em agosto do ano passado.
De forma colaborativa, internautas, jornalistas e blogueiros de todo o País começam a garimpar o que há de relevante nos milhares de diálogos trazidos a público pelo 247.
Um dos trechos mais impactantes foi descoberto pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo. Nele, Carlos Cachoeira e Demóstenes confirmam que o filme do hotel Naoum, em que José Dirceu é filmado na companhia de nomes como Fernando Pimentel e José Sergio Gabrielli, foi produzido pelo araponga Jairo Martins, do bando de Cachoeira, e entregue ao jornalista Policarpo Júnior, de Veja. O objetivo de Cachoeira era “por fogo na República”,
Cachoeira acreditava que conseguiria provar que José Dirceu teria tramado a queda de Antônio Palocci, colocando, assim, o governo Dilma contra o PT. “Aí é ótimo, fantástico”, responde Demóstenes (leia a íntegra do diálogo clicando aqui). Cachoeira tenta ainda se tornar credor de Policarpo ao determinar ao araponga que transmitisse uma ordem ao jornalista. A fita deveria ser pedida a ele.
Fiasco de Veja
A capa de Veja, em que José Dirceu, era retratado como “Poderoso Chefão”, foi antecipada por Reinaldo Azevedo, como a maior denúncia dos últimos anos, e tratada como um escândalo de grandes proporções. O feitiço, no entanto, se virou contra o feiticeiro. No mesmo fim de semana em que a revista circulou, descobriu-se que o repórter Gustavo Ribeiro, subordinado a Policarpo Júnior, havia tentado invadir o quarto de Dirceu.
A reportagem, que transformou o jornalismo investigativo em jornalismo sob investigação, contribuiu para a queda do ex-redator-chefe da revista, Mario Sabino. Pode, agora, contribuir também para a queda do seu sucessor, Policarpo Júnior.
Por mais que Fábio Barbosa, presidente da Abril, lute para evitar a convocação de Policarpo e Roberto Civita, será difícil conter a onda de indignação da opinião pública. 

Inquérito do STF contra Demóstenes revela depósito de R$ 3,1 milhões

via brasil247

247: inquérito do STF contra Demóstenes revela depósito de R$ 3,1 milhõesFoto: Divulgação

EXCLUSIVO: 247 PUBLICA DOCUMENTO ENCAMINHADO NA TARDE DESTA SEXTA 27 PELO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI À CPI DO CACHOEIRA E AO CONSELHO DE ÉTICA DO SENADO; SEGREDO DE JUSTIÇA QUE AGORA NÃO É MAIS; DIÁLOGOS EM PROFUSÃO; CONFIRA

28 de Abril de 2012 às 00:04
Vassil Oliveira _247 - Sócio da construtora Delta, funcionário do contraventor Carlinhos Cachoeira e integrante de organização criminosa. É assim que o procurador-geral da República Roberto Gurgel se refere, em inquérito enviado nesta sexta-feira 27 pelo Supremo Tribunal Federal à CPI do Cachoeira e à comissão de Ética do Senado.
247 obteve com exclusividade a íntegra do inquérito. Há uma série de situações que ainda não haviam sido reveladas. Fica ainda mais clara a ligação entre a ORGCRIM, como a Polícia Federal se refere à Organização Criminosa, e o goverandor de Goiás, Marconi Perillo. Os grampeados falam em detalhes sobre a situação de diversos contratos da Delta Engenharia. De número 3.430, o inquérito deve resultar na cassação, pelo Senado, do mandato de Demóstenes. A autorização para a remessa do inquérito ao Congresso foi dada pelo ministro Ricardo Levandovski. Os dados poderão ser analisados também pela Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados, que investiga os parlamentares João Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), pelo envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira é suspeito de envolvimento com jogos ilegais e foi preso na Operação Monte Carlo, em fevereiro. A CPMI que leva seu nome investigará sua ligação com políticos e empresários.
Leia aqui a íntegra do inquérito elaborado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel.
Abaixo, seus sete anexos, pelos links abaixo:
Volume 1 - "É um recado do Marconi", diz o senador Demóstenes a Carlinhos Cachoeira
Volume 2 - Neste anexo, evidenciam-se as relações estreitas entre Carlos Cachoeira e a Delta.
Volume 3 - Cachoeira diz que comprou um site de jogos por R$ 800 mil e que irá colocar seus negócios todos nele. Conversas citam encontro do bicheiro com o prefeito de Águas Lindas (GO).
Volume 4 - Na quarta parte, diálogos comprovam a relação de Cachoeira com o ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, que “está doidinho para abrir a boca”.
Volume 5 - O ex-araponga Adalberto Araújo informa por telefone a Carlinhos Cachoeira que está tentando, sem sucesso, se infiltrar no governo do Distrito Federal.
Volume 6 - Nesta sexta parte, há diversas conversas de Cachoeira com um de seus principais assessores, Gleyb Ferreira da Cruz, com quem fecha negócios. Há também citações aos nomes do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu e do vereador de Anápolis Wesley Silva, os dois presos na Operação Saint-Michel.
Volume 7 - Nesta sétima parte do relatório, a PF descreve a influência de Carlos Cachoeira no governo de Marconi Perillo, em Goiás, e fala até da tentativa de entrega de dinheiro no Palácio das Esmeraldas. O Detran de Goiás seria da cota de Cachoeira, segundo a PF.

27.4.12

Altamiro Borges: As “generosidades” entre Aécio e Serra

via Blog do Miro 
Pelo jeito, José Serra não gostou nem um pouco da entrevista do “amigo” Aécio Neves à Folha. Nela, o senador mineiro afirma que o paulista poderá abandonar novamente, caso eleito, a prefeitura paulistana para se candidatar à presidência da República em 2014. A afirmação não poderia ser pior para o eterno candidato, que tenta apagar a imagem de que traíra outra vez os incautos eleitores paulistanos. De imediato, Serra agradeceu a “generosidade” de Aécio, mas negou a intenção. Alguém acredita!

Na entrevista, o “generoso” mineiro diz: “As circunstâncias lá na frente podem demonstrar que ele [Serra] é a grande alternativa para sucessão presidencial. Eu não afasto isso de maneira peremptória e definitiva”. Na boca do presidenciável “óbvio” do PSDB, segundo garantiu príncipe FHC, a declaração parece mais uma punhada – ou mais uma sangrenta bicada tucana!

Pó pará, Serra!

Em tom fatalista, ele também teoriza: “Todos nós somos de alguma forma reféns das nossas circunstâncias”. Será que ele não se sente seguro no PSDB? Ou ele teme as famosas rasteiras e os golpes sujos de Serra? Ou será que Aécio teme a popularidade crescente da presidenta Dilma? Ou, por último, será que ele ficou abalado com a recente revelação de que ajudou a nomear, por indicação do ex-demo Demóstenes Torres, uma prima do mafioso Carlinhos Cachoeira para o governo mineiro?

Seja qual for a resposta, a entrevista do senador mineiro não serviu à estratégia diversionista da campanha de Serra. Tanto que ele respondeu rápido e de forma marota. “Não podia esperar nada do Aécio, além da sua generosidade, mas não está na minha agenda me tornar presidente... Quero me candidatar à prefeitura e terminar o mandato”. Pó pará, Serra. Deixa de ser cínico! 

15.4.12

¿Por qué los políticos besan bebés en público? Un breve recorrido por este recurso manipulatorio

via pijamasurf

Políticos que aparecen en público besando bebés (o abrazando ancianas), esperando que las bondades de esta imagen transmuten el siniestro concepto en que a veces se les tiene; un breve recorrido por este viejo recurso de la manipulación política.
No hay política sin manipulación, ni siquiera en esos regímenes que por comodidad llamamos democráticos. Aun un estado totalitario necesita manipular a sus habitantes para no perder un nivel mínimo de aceptación que le permita mantenerse en el poder. Pero incluso ahí donde las cabezas del gobierno se rotan cada cierto periodo, donde el político está obligado a conseguir la aprobación del ciudadano expresada en su voto, justo por esta razón se implementan prácticas que inventan un personaje no necesariamente idéntico al de la persona detrás de la imagen creada a base de publicidad, afiches, lemas y escenarios cuidadosamente montados para favorecer la opinión del candidato en turno.
Este es el caso de la imagen que muestra a un político besando a un bebé, quizá una de las más populares en décadas recientes con las que se intenta despertar la simpatía hacia un político esperando que la tradicional inocencia, pureza, ternura y toda la gama de sentimientos que comúnmente se asocian a un rollizo infante se transmitan también hacia la personalidad un tanto siniestra de aquellos —incluso cuando, en privado, el político aborrece el contacto con los babeantes y malolientes recién nacidos.
¿Pero dónde o cuándo nació esta práctica? Al menos en Estados Unidos parece que ya en 1883 el que sería el séptimo presidente de la Unión Americana sostuvo entre sus brazos al hijo de una mujer pobre, al cual tildó de “fino espécimen de la niñez estadounidense” e incluso instó a su Secretario de Guerra para que le estampara un beso a la creatura.
Más adelante los ejemplos se multiplican, aunque no sin ciertos tropiezos y reclamaciones en torno a la higiene del acto, teniendo en cuenta que la salud de un bebé puede ser vulnerable ante agentes extraños y agresivos en su entorno. Particularmente en los últimos años del siglo XIX y los primeros del XX se desató cierta polémica por el riesgo que el contacto de un político representaba para un pequeño de escasos meses de edad.
Pero ninguna de estas críticas detuvo la práctica, en todo caso comenzaron a mostrar que esta era tan burda que no resultaba difícil percatarse de la manipulación intentada por el candidato. Incluso en los años 50 la popular revista LIFE publicó un reportaje con tintes humorísticos en donde, entre otras cosas, explicaba la manera correcta en que el político debía cargar al niño, aconsejando que nada, ni siquiera el resplandeciente y rubicundo rostro de un pequeño niño, se interpusiera entre la cámara fotográfica y la sonrisa del candidato.
Al inicio decíamos que incluso en sistemas políticos en que el dirigente no tiene que mendigar, aparentemente, el voto de las mayorías, de cualquier forma está obligado a mantener cierto grado de aprobación popular que lo legitime en el poder. Y aunque el recurso predilecto de los tiranos y los dictadores ha sido históricamente el miedo, de vez en vez combinan este terror de Estado con patéticas muestras de amor hacia los retoños de su pueblo amado. Hitler, por ejemplo, a quien estamos acostumbrados a ver como la personificación más absoluta e irrepetible de la maldad, se le fotografió en varias ocasiones acompañado de niños, teniendo para con ellos gestos de bondad que en la quietud eterna de la imagen parecen sinceros:
Otros, sin embargo, se han opuesto terminantemente a servirse de este recurso. No porque lo crean demasiado bajo (impensable), sino simplemente porque lo considerar indigno de su personalidad de tintes megalómanos. De Margaret Thatcher, por ejemplo, se dice que difícilmente podría encontrarse una fotografía suya en la que bese a un bebé. Igualmente Richard Nixon, con esa sutileza que le caracterizaba, se expresó en estos términos en 1968, cuando se postuló a la presidencia de Estados Unidos:
No usaré un sombrero estúpido ni besaré a una dama o a un bebé. No escalaré una montaña ni haré ninguna acrobacia como esa: me vería como un idiota.
Podría pensarse que con semejante antigüedad y habiendo sido utilizado por tantísimos y tan variados personajes, el recurso estaría ya arrumbado en el armario de las maniobras caducas. Sin embargo, todavía Obama se valió de esta, a pesar de que según algunos especialistas en lenguaje corporal, su torpeza era evidente, sobre todo porque, dicen, no ocultaba cierta sensación de fingimiento o falsedad en la acción.
Por último vale la pena señalar que los bebés no son el único objeto resignificado en la manipulación que ejercen (o intentan ejercer) los políticos en la psique colectiva: igualmente se les ha visto abrazando ancianas, jóvenes, habitantes de las zonas más marginadas y empobrecidas, esto último sobre todo en naciones que, como las de América Latina, combinan la pobreza con el paternalismo, esa mueca de condescendencia humilde que muestran los políticos cuando andan en campaña.
Con información de Mother Jones

14.4.12

Pepe Escobar: Rendam-se hoje, ou serão bombardeados amanhã

via diário liberdade

Estados Unidos - Vermelho - Antes de bombardear e invadir o Iraque, o ex-presidente dos EUA George W Bush enviou um ultimato a Saddam Hussein.

Nove anos depois, o presidente dos EUA Barack Obama enviou um ultimato à liderança em Teerã, antes de... decidir sobre condições ótimas para um exercício de “todas as opções permanecem sobre a mesa”. 
Obama fez uma oferta a Teerã, para “negociar” seu programa nuclear – antes das muito adiadas conversações dos “Irã-6” (P5+1, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU [EUA, Reino Unido, China, Rússia e França] plus Alemanha) com o Irã, marcadas para o sábado, em Istanbul. 


Para início de conversa, não é “oferta”: é uma lista de exigências, apresentadas já antes do início de qualquer negociação. E as tais concessões “de curto prazo” vêm em embalagem – nos termos da retórica do próprio presidente – de a “última chance” (para o Irã). 
Nos tempos modernos, chamava-se a isso “ultimato”. Na era pós-tudo, passa por “diplomacia internacional”. 


Obama quer que Teerã feche e, de fato, destrua, a usina de enriquecimento em Fordow, construída sob uma montanha, nas cercanias da cidade sagrada de Qom; quer que Teerã renuncie definitivamente e “entregue” todo seu estoque de urânio enriquecido a 20%; que pare qualquer tipo de enriquecimento, mesmo o inofensivo urânio enriquecido a 5% (o que implica o Irã renunciar integralmente a todo o seu programa nuclear civil, ao qual o Irã tem pleno direito, nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear); que dê à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acesso pleno a todas as instalações nucleares iranianas (o que o Irã já fez); e que o Irã permita que os inspetores da AIEA falem com todos os principais cientistas nucleares iranianos (o que nunca será possível, porque vários deles foram assassinados pelo Mossad, de Israel). 
Assim sendo, bem-vindos à escola “caia e morra” de diplomacia – aperfeiçoada pelo governo Obama, com o impulso decisivamente importante que recebe do lobby pró-Israel em Washington. É o caminho que leva direto ao inferno, ao som de “Bombas, Bombas, sobre o Irã”[1]. 


Mais uma guerra para o 1%


Não surpreende que os proverbiais “funcionários de Israel” estejam adorando que o Irã – em fala do primeiro-ministro – já tenha rejeitado todas essas exigências, consideradas “irracionais”; Telavive avaliou que a resposta dos iranianos é “boa”. 


“Boa resposta” significa que a lista de exigências e a correspondente resposta dos iranianos já mostra que as conversações fracassarão inevitavelmente – e esse fracasso é indispensável para o bom andamento da estratégia de Israel. Adiante, Obama pode usar (e usará) o fracasso das negociações como desculpa perfeita para aplicar sanções ainda mais duras – e sabe-se lá o que mais aplicará. 


O aparelho oficial israelense já trabalha há meses, para operar completa lavagem cerebral na opinião pública israelense, norte-americana e europeia, a favor de guerra contra o Irã por todos os meios necessários. Para tanto, se serviram de todos os recursos imagináveis, de uma “ameaça existencial” que é puro nonsense, à iminência de um “segundo Holocausto”. 


Agora, a discussão sobre Fordow está ligada a mais uma ideia turva inventada e distribuída por Israel – a chamada “esfera de imunidade”. Telavive insiste que Fordow permitirá que Teerã proteja os elementos mais sensíveis de seu programa nuclear dentro, literalmente, de uma montanha – inalcançável até pelas poderosas bombas arromba-bunker Guided Bomb Unit 28, GBU-28 (as quais, vale lembrar, foram vendidas a Israel por autorização de Obama). 


Tudo isso é absoluto nonsense. Telavive inventou essa “esfera de imunidade” como cortina de fumaça, depois de já haver atividade nuclear para finalidades civis, sob supervisão da AIEA, em Fordow. 
Contudo, mais uma vez, o rabo sacode o cachorro: Washington continua controlada por Telavive, por controle remoto. 


Pesquisas mostraram que uma maioria de israelenses – em fabulosa mostra de... altruísmo? – só desejam guerra ao Irã, se o Grande Irmão Norte-americano tomar a frente (para sofrer as consequências mais terríveis). E pouco importa que a nebula da inteligência de Israel esteja, ela própria, dividida. 


O contexto é chave. Os 500 israelenses mais ricos valem, arredondados, $75 bilhões. Isso, num país em que o PIB é de apenas $205 bilhões. 
As 20 famílias israelenses mais ricas controlam praticamente metade do mercado de ações. A riqueza dessas 20 famílias somadas alcança total 25% superior ao orçamento israelense para 2011. Adivinhem quem são: os principais apoiadores da coalizão dos partidos Likud e Ysrael Beitenu que está no poder, com o primeiro-ministro Benjamin “Bibi” Netanyahu no comando (o partido Ysrael Beitenu, “Israel Nosso Lar”, é comandado pelo ex-leão-de-chácara na Moldávia, convertido em ministro de Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman). 


São, pois, os 1% em Israel, que querem guerra ao Irã – tanto quanto umas poucas garfadas do crème de la crème do 1% nos EUA. 
A ideia que se esconde por trás dessa sinistra “negociação” nuclear é vender à opinião pública nos EUA – e em todo o mundo – a noção de que o Irã, mais uma vez estaria fugindo de qualquer conversa; que tem muito a esconder; e que, em resumo, não merece confiança alguma para nenhum tipo de negociação “séria”. 


A imprensa-empresa nos EUA já descartou preventivamente as negociações, com os mísseis retóricos de sempre – para delícia dos doidos-por-guerra, das poltronas do Congresso dos EUA e de vastos setores do complexo industrial-militar. A multidão do “Bombardear o Irã já” fará o possível e o impossível para fundir, num só alarido, a “última chance” de Obama e os estrondosos, ensurdecedores, tambores de guerra.


[1] “Bomb Iran” (ou “Bomb, Bomb, Bomb, Bomb, Bomb Iran”) dá título a várias paródias da canção “Barbara Ann”, tornada famosa pelos The Beach Boys (emhttp://letras.terra.com.br/beach-boys/3438/). A mais conhecida daquelas paródias foi gravada por Vince Vance & The Valiants em 1980; a paródia voltou a ganhar notoriedade em 2007, na campanha presidencial de John McCain, que se ouve, cantando, em http://www.youtube.com/watch?v=o-zoPgv_nYg [NTs]. 
*Pepe Escobar é correspondente itinerante no Asia Times online.