30.3.12

Vale a pena reproduzir o belo texto de Hildegard Angel: A manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar

via blog da Hildegard Angel

Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o "31 de Março" e contra a Comissão da Verdade.
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me,  coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como "Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar". Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 - e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar.  "Assassino!", "assassino!", "torturador!", gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: "Presente!". Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do "corredor",  manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha,  testemunhando  tudo  aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: "A senhora quer um copo d'água?". Na mesma hora o copo d'água veio. O segurança do Clube ofereceu: "A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? ". "Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada". E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações?  Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos "sonhos impossíveis" ao destemor idealista dos mais jovens?
Abaixo imagens da manifestação e seus desdobramentos



O que intriga na manifestação de ontem



O que intriga nas imagens da manifestação de ontem, com os jovens caras-pintadas sendo expulsos na marra da calçada diante do Clube Militar, à base de gás lacrimogêneo e cacete, é que quem estava ali se opondo ao processo de construção da verdade no Brasil não eram eles, eram aqueles que os policiais protegiam...
O que intriga nas manifestações de ontem é que, se havia alguma provocação, ela partiu inicialmente justamente daqueles que se reuniam para um ato que celebrava o 31 de março, depois de a presidenta, no ano passado, ter proibido qualquer festividade e alusão ao golpe! A antecipação da reunião para o dia 29 foi uma falácia de quem desobedecia uma ordem expressa da comandante em chefe de nossas Forças Armadas. Uma descarada insubordinação, que contou, no entanto, com todo o apoio da nossa polícia para a sua realização e para dar segurança aos participantes do evento. E dá-lhe gás no rosto dos manifestantes que protestavam contra isso!
O que intriga é o silêncio das autoridades maiores diante dessas imagens, que estão na TV, nas redes sociais, por toda a parte, com militares dando "banana" para manifestantes, enquanto cuidadosamente eram conduzidos nos braços dos PMs para se reunirem, desrespeitando a presidenta Dilma.
Já se sabia que haveria o evento dos militares, assim como já se sabia que haveria a manifestação dos caras-pintadas, a imprensa já divulgara amplamente. Ambas poderiam ter sido previamente evitadas. Ou o confronto poderia ter sido previamente evitado, impedindo-se os manifestantes, desde cedo, de se aproximarem tanto do prédio. Quis-se o confronto. Era o que se pretendia. Era este o objetivo.
Sabemos que nosso governador, ele também, é um cara-pintada de alma. E um aliado de primeiríssima hora da presidenta Dilma. Então, quem deu as ordens obedecidas ontem?
Isso intriga.
Bom que saibam, e saibam mesmo, que respeito nossas Forças Armadas, acho que elas devem ser equipadas, prestigiadas, admiradas e merecem salários justos. Se tivesse patente, também lhes bateria continência. Aplaudo o trabalho que elas fazem, fundamental na defesa de nossas fronteiras, considero-as mesmo admiráveis. Mas não concordo com esse veu escuro que estenderam sobre elas e, agora, tantas décadas passadas, recusam-se ainda a recolhe-lo. Veu mascarado sob o emblema do "corporativismo".
A grande maioria dos militares é decente, justa, sincera. Não merecem os jovens militares de agora arcar com os graves erros cometidos por aqueles do passado, que, caso a verdade no Brasil não passe por esse inevitável processo de construção, lhes pesarão para sempre sobre os ombros, junto com os galardões de suas nobres conquistas de hoje e do futuro.

27.3.12

Os 90 anos do inigualável Ponto Chic e as diferenças dos Bauru

via G1

Bar que colocou o lanche bauru no mercado completa 90 anos

Receita da capital tem diferença na quantidade de queijos. 
Na cidade de Bauru, estabelecimento usa apenas muçarela.


Um sabor que é conhecido no país inteiro. O lanche bauru agrada a todos os paladares. No fim de semana, a rede Ponto Chic, que lançou o sanduíche no mercado na capital de São Paulo, completou 90 anos, 76 deles com o bauru no cardápio. Já na cidade que dá nome ao lanche, no Centro-Oeste do estado, outro tradicional estabelecimento, o Skinão, oferece a saborosa comida com a receita original há 39 anos. No entanto, o lanche feito em Bauru e na capital, tem sim, uma diferença: a quantidade de queijos derretidos.
Lanche é o mais famoso do país (Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)Lanche é o mais famoso do país (Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)
Inaugurado em 24 de março de 1922 durante a Semana de Arte Moderna, o bar Ponto Chic recebeu a visita de um bauruense anos depois. Casimiro Pinto Neto foi um radialista que, em 1931, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco, onde era conhecido pelo apelido de Bauru. Ele era frequentador do Ponto Chic e, em uma noite de 1936, atrasado para uma partida de sinuca, pediu a um funcionário do local para montar o famoso lanche pela primeira vez.
Busto fica em São Paulo (Foto: Reprodução)Busto fica em São Paulo (Foto: Reprodução)
“Era um dia que eu estava com muita fome. Cheguei para o sanduicheiro Carlos e falei para abrir um pão francês, tirar o miolo e botar um pouco de queijo derretido dentro. Depois disso o Carlos já ia fechando o pão eu falei: 'calma, falta um pouco de albumina e proteína nisso'. Eu tinha lido em um opúsculo livreto de alimentação para crianças, da Secretaria de Educação e Saúde, escrito pelo ex-prefeito Wladimir de Toledo Pisa, também frequentador do Ponto Chic , que a carne era rica nesses dois elementos. Então falei para botar umas fatias de rosbife junto com o queijo. E já ia fechando de novo quando eu tornei a falar: falta vitamina, bota aí umas fatias de tomate. Este é o verdadeiro Bauru”, disse Casemiro em depoimento publicado enquanto vivo. Ele morreu em dezembro de 1983, aos 69 anos.
A aprovação da nova receita do bar partiu de um amigo de Casimiro. “Quando estava comendo o segundo sanduíche chegou o ‘Quico’, Antônio Boccini Júnior, que era muito guloso e pegou um pedaço do meu sanduíche e gostou. Aí ele gritou para o garçom: me vê um desses do Bauru”, relatou o criador do lanche.
Outras pessoas experimentaram e o nome foi ficando. O tradicional bauru, além de pão sem miolo, rosbife, queijo derretido e tomate, também incluiu orégano e picles em rodelas e sal.
Foto da época da criação do bauru, no bar na capital (Foto: Reprodução)Foto da época da criação do bauru, no bar na capital
(Foto: Reprodução)
De acordo com o gerente do Ponto Chic, José Carlos de Souza, o sanduíche teve um papel fundamental na vida do bar.
“Desde sua criação se tornou o carro-chefe do cardápio e contribuiu para que o bar se tornasse ponto de encontro de jornalistas, políticos, esportistas, entre outros profissionais, provocando ainda mais a reunião de pessoas formadoras de opinião que ajudaram a escrever a história da cidade de São Paulo. A divulgação do nome Bauru teve reflexos colaterais também na situação econômica da região noroeste do estado de São Paulo, principalmente para o município de Bauru”, contou em entrevista ao G1.
Nas quatro lojas da rede, três na capital e uma em Ribeirão Preto, são vendidos cerca de 400 baurus por dia. Segundo José Carlos, a receita original leva os queijos prato, golda e suíço ou estepe, que são misturados em água quente. “Os dois últimos se revezam de acordo com a produção dos laticínios”, informou o gerente.
Bauru
Equipe do bar em Bauru, em 1974 (Foto: Reprodução)Equipe do bar em Bauru, em 1974
(Foto: Reprodução)
Já em Bauru, o proprietário do Skinão, Marco Sanches, filho do fundador, também faz sucesso com a venda do sanduíche. A loja, que atualmente funciona nos altos da rua Rio Branco, começou a entregar o lanche de graça para as pessoas que passavam pela porta do primeiro estabelecimento, em 1973, até então localizado na esquina da Avenida Rodrigues Alves com a Rua Gustavo Maciel.
“Em 1971, meu pai, conhecido por Zé do Skinão, abriu o bar. Na época o carro-chefe era o lanche de pernil. Ele também frequentava o Ponto Chic e observou a receita. Depois começou a montar o bauru por aqui. Para divulgar ele oferecia pedaços do lanche e conseguiu agradar a todos. Desde então não paramos mais de vender”, relembrou.
No entanto, em relação à receita de São Paulo, Marco conta que há diferença na quantidade de queijo usado. “Aqui em Bauru usamos apenas o queijo muçarela. Não sei se no começo o Ponto Chic já utilizava os três tipos. Apesar da originalidade, cada um tem um segredinho”.
Mauro considera que o lanche é o produto mais importante que leva o nome da cidade mundo a fora. “Viramos ponto turístico. Recebemos clientes de todo o país e do exterior, seja eles artistas ou famosos, ou pessoas comuns. Alguns acreditam que o lanche nasceu primeiro que a cidade”.
No Skinão, 80% das vendas da casa são referentes ao lanche. “Vendemos cerca de 300 baurus diários. É sem dúvida o nosso carro-chefe”, disse o proprietário.
Lei Municipal
A Prefeitura de Bauru autorizou até agora o Bar Ponto Chic, o Skinão e a Lanchonete Aeroporto para comercializar o lanche original. As receitas foram variando tanto, que a Câmara Municipal colocou a fórmula original em lei (Lei Municipal 4314, de 24/06/98). A prefeitura de Bauru conta um selo de qualidade. Confira a lei na íntegra.
Câmara Municipal de Bauru  - P. 12648/98 LEI NÚMERO 4314 DE 24 DE JUNHO DE 1998, autoriza o Poder executivo a tomar as Medidas necessárias para o registro do “Sanduíche Bauru”.
Artigo 1 – ENG. ANTÔNIO IZZO FILHO. Prefeito Municipal de Bauru, Estado de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte lei:
Com o objetivo de manter inalterada a receita original do Sanduíche Bauru, fica o poder Executivo autorizado a tomar todas as medidas necessárias para o registro do Sanduíche Bauru, como produto idealizado por um bauruense
Artigo 2 – Para fins desse registro deverão ser considerados:
a) que a origem desse sanduíche deu-se na cidade de São Paulo, precisamente no Restaurante Ponto Chic, localizado no largo do Paissandu, por iniciativa do bauruense Casemiro Pinto Neto, conhecido como “o Bauru”, quando estudante de direito do Largo do São Francisco, que sugeriu a confecção do primeiro sanduíche com a receita por ele formulada.
b) a receita, constituída com os seguintes ingredientes: pão francês, fatias de rosbife, tomate em rodelas, picles de pepino em rodelas, mussarela, orégano, água e sal.
c) a maneira de fazer o sanduíche é a seguinte: corta-se o pão francês ao meio e retira-se o miolo da parte superior, como se fosse uma pequena canoa; na metade inferior, colocam-se as fatias frias de rosbife e sal a gosto; por cima, distribuem-se algumas rodelas de tomate e pepino, polvilhando com orégano a gosto; à parte, coloca-se um pouco de água numa frigideira. Quando ferver, coloca-se a mussarela a ser derretida; retira-se a mussarela da água e coloca-se na metade da canoa da parte superior do pão, unindo-se as duas partes. O calor da mussarela vai aquecer os ingredientes da outra metade.
d) preservar a iniciativa do Senhor José Francisco Júnior, o “Zé do Skinão”, proprietário do Bar do Skinão, localizado na confluência da Rua Rio Branco com Rua Júlio Maringoni, que manteve o hábito de fazer sempre o sanduíche, observando a receita de seu idealizador;
e) perenizar a “Festa do Sanduíche Bauru”, idealizada pelo Vereador Sérgio Purini e realizada anualmente na Praça Rui Barbosa.
Artigo 3 – As despesas necessárias para o registro proposto no artigo 1 desta lei serão atendidas com dotações próprias de orçamento vigente, suplementadas se necessário.
Bauru, 24 de Junho de 1998
Iniciativa do Vereador José Eduardo Fernandes Ávila.
Receita para 3 sanduíches
Ingredientes que fazem história (Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)Ingredientes que fazem história
(Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)
Ingredientes: 
- 3 pães franceses;
- 300 gramas de rosbife fatiado (lagarto) bem fino;
- 80 gramas de queijo prato;
- 80 gramas de queijo golda;
- 80 gramas de queijo estepe ou suíço;
- Água quente com meia colher de manteiga;
- 6 rodelas de tomate;
- 6 fatias de picles;
- Sal a gosto;
 
* na receita do Skinão de Bauru (foto) vai apenas o queijo muçarela. Os demais procedimentos são os mesmos.
Preparo:
Montagem do lanche leva menos de um minuto (Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)Montagem do lanche leva menos de um minuto
(Foto: Alan Schneider/G1 TV Tem Bauru)
Coloque a peça de lagarto inteira, sem nenhum tempero, em chapa de ferro quente. Asse dos dois lados - até que fique assada por fora e cor de rosa por dentro. Deixe esfriar e corte em fatias bem finas. Fatie os queijos. Leve uma panela ao fogo com água. Acrescente a manteiga e aqueça, até que se forme uma camada de óleo por cima. Abaixe o fogo.
Coloque na água os queijos ou o queijo, mexendo sempre, até conseguir uma pasta uniforme. Corte o pão no sentido do comprimento. Retire o miolo. Coloque 4 fatias de rosbife temperadas com sal. Coloque, sobre o rosbife, duas rodelas de tomate e duas de pepino (que devem antes ficar de molho por 4 dias em vinagre). Acrescente a pasta de queijo. Feche o sanduíche. Faça um corte diagonal e sirva.
Livro
O Ponto Chic lançou no sábado (24) o livro "Um bar na história de São Paulo".  Nesta terça-feira (27), o lançamento será na loja instalada na Praça Oswaldo Cruz, 26, também na capital. A direção do bar tenta junto à Secretaria de Cultura de Bauru uma data para promover o livro na cidade.

26.3.12

Ao vivo, direto de Santiago, a visita do Papa à Cuba

Watch live video from Cubadebate on pt-br.justin.tv

CRISTO HUBIERA SIDO MARXISTA

via VerbiClara 

Por Soledad Cruz Guerra

Otros podrán guardar silencio ante las declaraciones del Papa Benedicto, pero yo no puedo.
Cuando menos me parece una declaración poco feliz afirmar el fracaso de las ideas del marxismo, cuando la situación que atraviesa el planeta es expresión rotunda del fracaso de las nobles ideas de Jesús, aquel nacido en un pesebre a quien la Iglesia que se supone consagra niega con su boato, con sus lujos y con su complicidad con los ricos a los que él, Jesús, negó la entrada al reino de los cielos, porque sabía que tantas riquezas para unos era pobreza segura para otros.
Por delicadeza diplomática elemental Benedicto no debería haber pronunciado un juicio tan absoluto pero por elemental sentido común debería abstenerse de tales prédicas, porque si bien es cierto que el intento de hacer práctica las ideas de marxismo ha sido errático en un siglo, en los casi 2000 años transcurridos desde la aparición de la Iglesia Católica como institución, la lista de errores es tan larga como para no atreverse a hablar a la ligera de errores ajenos: desde las hogueras inquisoriales a los pactos con el poder financiero, la mafia, el fascismo y más recientemente los escándalos pedofílicos.
Pero por esos hechos lamentables, yo no voy a negar la justeza de las ideas del Cristo, en las que como tantos otros terrícolas me formé y sirvieron de base para abrazar las ideas de la Revolución Cubana y de los padres fundadores del marxismo en nombre de los cuales se han hecho atrocidades como también en nombre de Cristo.
Segura estoy que Cristo hubiera sido marxista a pesar de tantos que sobre la base de esa filiación lo negaron, no aprovechando la riqueza ética de su doctrina, doctrina de equidad, justicia social, no exclusión, de compromiso con el principio de compartir que es la única manera de que la especie que puebla el planeta pudiera salvarse y salvar su casa común.
Realidad o leyenda Cristo encarna el espíritu revolucionario de la especie humana, la rebeldía ante un orden injusto establecido y el afán del bien común y común es el origen de la palabra comunista.
Los verdaderos marxistas están emparentados con esos mismos principios que resucitarán una y otra vez a pesar de que parezcan extinguidos mientras el capitalismo, de cuyo fracaso evidente el señor Benedicto no dice ni palabra, continúe convirtiendo al mundo en un verdadero infierno.
Las nobles ideas no fracasan, por eso a pesar de los errores de la Iglesia Católica miles de verdaderos seguidores de Cristo, desde la Iglesia y sus estructuras o fuera de ella ayudan y consuelan al prójimo.
Las nobles ideas no fracasan porque resumen las aspiraciones de mejoramientos de si mismos de los terrícolas. Las ideas fundacionales del marxismo se inscriben entre ellas.

Levantemos Nuestras Voces por los 5 Cubanos Frente a la Casa Blanca


logotipo
Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos 
Levantemos Nuestras Voces por los 5 Cubanos Frente a la Casa Blanca
Envie a un amigo/a

Imagen creada por Marivi Rodriguez

Día: Sábado 21 de Abril
Hora: 1pm
Lugar: Casa Blanca 
Demandemos a Obama:
¡Libertad Ya para los 5 Cubanos!


RESERVE CUANTO ANTES SU ASIENTO EN LOS AUTOBUSES QUE SALDRÁN DESDE NEW YORK 


Súmese a los amigos solidarios queviajarán en la "Caravana por la Libertad de los Cinco" a Washington DC.

Precio de pasaje ida y vuelta $5 -Por favor lleve su almuerzo.
 
Hora de salida de los Autobuses: 6AM Regreso: 4PM.
El lugar de salida de los autobuses será anunciada próximamente. 

Para más información, para adherir y/o reservar su asiento hoy mismo
Llame al teléfono 917-887-8710  
O escriba a casadelasamericas@unacuba.org
www.unacuba.org
info@july26coalition.org
www.july26coalition.org


 El Rally frente a la Casa Blanca es parte de la Jornada
"5 Dias por los 5 Cubanos en Washington DC"
del 17 al 21 de Abril
Agenda Preliminar y  Lista Parcial de Adhesiones   
 
Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos 
 Para información actualizada visite:  

USAID reconoce el carácter “secreto” e ilegal de sus operaciones en Cuba



JEAN-GUY ALLARD – La llamada Agencia de EE.UU. para el Desarrollo Internacional (USAID) denunciada por ser una fachada más del aparato de inteligencia de Estados Unidos, acaba de negar a un reconocido investigador, el acceso a documentos relacionados a sus operaciones en Cuba, por ser “secretos”.

La USAID se negó a revelar detalles fundamentales de las actividades de Freedom House en Cuba desde enero de 2000 hasta diciembre de 2007, reclamados por el periodista Tracey Eaton, editor del sitio web Along the Malecon. Los documentos fueron solicitados en virtud de la ley federal de acceso a la información, el Freedom of Information Act (FOIA).

En su mensaje a Eaton, la controvertida agencia cita una exención de la FOIA, que cubre no solo “los secretos comerciales e información comercial o financiera” que es “privilegiada o confidencial” sino cualquier secreto vinculado a sus operaciones de inteligencia, clandestinas e obviamente ilegales.

“La exención es lo suficientemente vaga como para proteger a casi toda la información de la vista pública”, comenta Eaton en su pagina web.

“ENVÍO CLANDESTINO DE MATERIAL ELECTRÓNICO A LA ISLA”

USAID firmó en 1999 un contrato con Freedom House, con 11 acuerdos complementarios, donde se menciona los programas de actividades de la organización en Cuba. El documento menciona “socios extranjeros” y “socios en el extranjero”, pero no les identifica.

La agencia conocida por dedicarse a la desestabilización detrás de la pantalla del desarrollo, reconoció implícitamente en 2008 el carácter secreto, ilegal y correspondiente a espionaje de sus actividades en Cuba.

El 14 de mayo de este año, José “Pepe” Cárdenas, cabecilla cubanoamericano entonces jefe para América Latina de la USAID, expuso en una asamblea convocada en Washington, cómo distribuiría los 45 millones de dólares asignados a la subversión en Cuba a través de lo que llamo “instituciones experimentadas”

Dijo que iba a promover el envío clandestino de material electrónico a la Isla a través de intermediarios europeos y latinoamericanos que realizarían operaciones que no se puede legalmente desarrollar; que favorecería los viajes de agentes en el país, usando las llamadas licencias humanitarias para realizar “evaluaciones en el terreno”.

ACTIVIDADES “POR ENCIMA DE LA LEY”

Por encima de estas propuestas para las cuales se solicitó ofertas, Cárdenas dijo que la agencia garantizaría un secreto absoluto a sus colaboradores, que sus actividades nunca serían divulgadas, “incluso por encima de la ley FOIA” de acceso a la información.

Las garantías así formuladas por Cárdenas en nombre de la agencia llevo, entre otras cosas, a la adjudicación de un jugoso contrato a la firma “Development Alternatives Inc.” (DAI) cuyo subcontratista, Alan Gross, fue luego detenido y condenado por sus actividades. La USAID ya negó a Tracey Eaton copias de las propuestas presentadas en este caso.

En textos de USAID anteriormente publicados se hace referencia al desarrollo en Cuba de una “capacidad de despliegue que debe incluir la posibilidad de establecer un espacio de oficina, telecomunicaciones, arreglos para el transporte, identificación y contratación de personal local para hacer compras locales y “otras acciones”.

Paralelamente a estas actividades sucias de la USAID, otra agencia federal, el Buro de Gobernadores de las Transmisiones (BBG por sus siglas en ingles) , contrató hace poco la firma israelí RRSat Global Communications con misión de regar por satélite los televisores de los cubanos con programas de propaganda norteamericana.

Igualmente, un contrato destinado a bombardear miles de celulares cubanos, seleccionados desde una fuente indeterminada por el propio BBG, con mensajes propagandísticos se atribuyó a Washington Software, una firma “de propiedad asiatica”.

EEUU invierte mil millones de dólares anualmente en las operaciones supuestamente “humanitarias” en Latinoamérica y el Caribe de su llamada Agencia para el Desarrollo Internacional (USAID).

Blog do Zé: José Serra racha o PSDB e obriga tucanos a aceitá-lo como candidato a prefeito

via Blog do Zé 

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José Serra
Uma piada toda essa cena tucana pós-prévia que escolheu oficialmente ontem José Serra para ser candidato a prefeito de São Paulo pela quarta vez - perdeu em 1988, 1996 e se elegeu em 2004 para renunciar menos de um ano e meio depois. José teve 52% dos votos dos participantes da consulta, o que a despeito do esforço da mídia em sentido contrário, mostra que ele concorre por um PSDB irremediavelmente rachado.

José em vez de unir o PSDB resolveu atacar o PT. Disse sobre o nosso partido exatamente o que aconteceu entre eles, tucanos, antes, durante e depois da prévia: muita gritaria, conversa mole, cooptação descarada e uso da máquina pública. Ao contrário do que ele disse em seu discurso após ser escolhido, eu não vi nem entendimento e nem o interesse público norteando os passos do tucanato paulista nesse processo de prévias deles.

O agora candidato tucano à prefeitura paulistana e seus companheiros podem falar à vontade mas ninguém esconde a realidade de um PSDB dividido, e de um candidato (José) que nem o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) - e olha que é um dos mais tradicionais aliados deles! - nem o governador Geraldo Alckmin e nem o partido queriam.

Engolem a contragosto o candidato que não queriam


Não lhes restou alternativa depois de mais uma longa jornada errática em que José ora indicava que seria candidato, ora dizia que não seria. Assim, agora engolem - ou fingem engolir - um candidato com alto grau de rejeição e a certeza do eleitorado de que ele pode, de novo, não cumprir sua palavra e abandonar a cidade. Como o fez em 2006 quando renunciou com menos de 1,5 ano de mandato para concorrer (e perder) à presidência da República.

Dai o grão-mór tucano, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ter sentido a necessidade de dizer que a cidade o perdoou pela mentira de jurar e até assinar documento registrado em cartório garantindo que cumpriria o mandato de prefeito (2005-2008) até o fim e ter renunciado quando não cumprira nem a metade desse tempo.

Vamos conferir se a população perdoou mesmo José dia 7 de outubro, primeiro turno da eleição municipal deste ano. Leiam, também o postHipocrisia em alta dose.